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Mini Recap AYO GG | Queendom 2, Round 1

Depois de deixar o blog às moscas e encher os leitores de promessas que eu sabia que não poderia cumprir pois a professora de bike passou com um trator por cima de mim na academia, aqui estou eu prontíssima para comentar as primeiras performances oficiais da segunda temporada do Queendom. Não é o recap que eu queria estar fazendo, por isso chamei de “mini”, mas tenho acompanhado o programa pelo Twitter e pelo Brave Sound Drop It que faz questão de comentar com a blogosfera sobre os novos causos (esse post só tá existindo por conta dele, inclusive).

E como tentar se informar pelo Twitter não dá muito certo, eu pedi ajuda pra ele me contar qual era a proposta desse primeiro round. Os grupos (e solista) participantes deveriam apresentar uma música que fosse sua assinatura, algo que fez muito sucesso e/ou tenha o estilo que fazem fãs e não fãs lembrarem delas. O elenco tá bom (tirando um certo grupo aí que eu não entendi até agora), então fiquei na expectativa de grandes apresentações, principalmente o VIVIZ, que poderia usar munição da era GFRIEND e emocionar o coreano médio, e o Brave Girls, que, bom… São as it girls do kpop até o presente momento. 

LOONA – Paint The Town

Não sei muito bem o que falar da escolha da música. Não acho que Paint The Town seja exatamente uma assinatura do LOONA, mas dado ao histórico meio furado do grupo em solo coreano, acho que trazer esse lançamento pro Queendom é o que pode fazer mais sentido. Foi o único single delas que entrou de fato na Gaon, mesmo que num mísero peak de #134, porém ainda assim é um sinal de que Paint The Town deu certo em algum momento e que elas precisam abocanhar a oportunidade do reality de fazerem seu nome de vez na Coreia. Gostei da abordagem estética da apresentação, com essa pegada mais tradicional, e a flautinha mágica da Kim Lip no começo indicava que a mixagem da música ia pra um outro caminho, mas isso só acontece mesmo na segunda parte. Isso deixou Paint The Town com uma dualidade bem mais interessante do que a original, mesmo ainda não gostando das batidas étnicas e todo o resto. E o coreano adora relembrar a dinastia Joseon, né?

Nota: 7,5 e isso já é bastante coisa pra quem odeia Paint The Town

WJSN – As You Wish

As You Wish passou de uma música qualquer de um grupo qualquer da Starship pra um bop de ano novo na Coreia do Sul. Todo ano, milhares de coreanos começam a subir essa música nos charts como sinal de esperança e todos aqueles votos que a gente faz quando um ano acaba e outro começa. E acho que As You Wish é a música perfeita pra isso, por ter sido lançada no finalzinho de 2019, beirando a pandemia do covid, e se tornou uma mensagem acalentadora sobre fazer do ano que vem algo diferente. Como música, eu não gosto tanto assim, mas o WJSN foi certeiro na escolha, já que, com todo esse background, é uma faixa que realmente virou uma assinatura delas. Sobre a apresentação, fiquei assustada porque parecia que a música ia sair de “vamos fazer um futuro melhor” para “vamos sobreviver para ter um futuro”, e essa proposta apocalíptica matou o contexto inteiro (lembrando que várias participantes do Queendom ficaram doentes às vésperas da estreia). Sei lá, o WJSN não soube interpretar isso aqui muito bem, não. 

Nota: 6 porque souberam escolher bem a música

VIVIZ – Time for the moon night + Rough

A gente sabe que o VIVIZ ainda não tem uma história pra contar, muito menos uma música-assinatura. Então, nada mais justo que apelar pro repertório do falecido GFRIEND, que ainda é muito querido no país mesmo com o fim trágico. Rough é um sucesso esmagador da trilogia colegial do grupo. É uma ótima faixa de inverno/primavera, que condensa a melancolia de se formar no ensino médio e fazer promessas pras suas amigas que nem sempre vão ser cumpridas. Já Time for the moon night é a retomada dessa aura mais mágica do GFRIEND depois de altos e baixos na discografia. Juntar essas duas era uma decisão matadora, feita propositalmente para emocionar. O problema é que a performance tá muito mecanizada e não sei se isso é desconforto emocional em relembrar as músicas do antigo grupo ou se as high notes da Yuju realmente faziam a diferença, mas principalmente em Time for the moon night eu não consegui sentir nada assistindo. Rough ainda me deu um calafrio com a versão orquestrada, só que nem de longe lembra as apresentações do GFRIEND.

Nota: 6,5, não sou capaz de vermelhar as minhas meninas

Brave Girls – Chi Mat Ba Ram + Rollin

Eu sei que é bem chato resumir o Brave Girls a Rollin, mas o que se pode fazer quando essa música tirou as meninas da pobreza literal? Óbvio que vai ser a assinatura delas enquanto o grupo existir e até depois. Rollin ainda é muito reproduzida e imitada por aí, virou e vira trend sempre que pode, então não tem mal nenhum elas se aproveitarem disso enquanto podem, afinal nunca se sabe quando o flop vai bater à porta de novo (ainda mais com um maluco igual o Brave Brothers gerenciando tudo). Com isso, o remix de Rollin ainda ajuda Chi Mat Ba Ram, que também foi um sucesso, a se consolidar ainda mais. O forte do Brave Girls, principalmente nessa apresentação, é que elas estão naquela eterna sensação de having the time of their lives, aproveitando cada segundo dessa nova era que o viral proporcionou. A Minyoung sozinha, sendo a mais velha de todas que tão nesse programa, dá um show de carisma em qualquer novinha que pisou no palco. Só que eu sinto que esse remix ficou perdidaço. Aqui elas foram mais pelo buzz do que qualquer outra coisa. 

Nota: 6, quero ver mais lipsync for your life hein

Hyolyn – Touch My Body

Não tem como negar que Touch My Body é um sucesso absoluto não só do Sistar, mas do verão coreano todo. É bem comum a gente equiparar os lançamentos de verão com os que o Sistar sempre proporcionava, com aquela energia de gostosa de shortinho cheirando a protetor solar e maresia que toda música que o grupo lançava tinha, mas Touch My Body foi algo a mais. Em qualquer beco que você vá aqui em São Paulo, onde tenha pelo menos duas aninhas kpopper vestindo meia ¾, vai tocar Touch My Body num random play dance. Foi um reset cultural mesmo em tudo que se propôs, e a Hyolyn tá mais do que certa de escolher essa faixa pra ser a sua representante moral da rodada. Não acho que precisaria mudar muita coisa na música original porque ela já é icônica desse jeito, mas gostei do break latino com trompetes. O que me deixou feliz foi que a Hyolyn parecia estar revisitando a carreira inteira nesse palco e, como a mulher sabe segurar uma apresentação sozinha do início ao fim, eu fiquei muito contagiada. A melhor desse post.

Nota: 8,5, me fez gostar de Touch My Body depois de muito tempo enjoada

Kep1er – WA DA DA 

Ainda quero entender os motivos da Mnet pra enfiar o próprio grupo nesse programa sem soar como se eu estivesse jogando uma praga nelas ou alguma coisa assim. É que pra mim não faz sentido; é diferente do VIVIZ que tem um passado como GFRIEND. O Kep1er tem literalmente meia dúzia de músicas pra apresentar, acabaram de debutar, não sei qual é o objetivo de trazer elas pro Queendom. Mas ok, primeiro round da bagaça e ainda não assumiram que isso é uma pegadinha, então só vou levando de mente aberta pra ser o mais imparcial possível. Achei que fosse impossível deixar WA DA DA pior, mas conseguiram e, assim, meus parabéns a seja lá quem foi o desgraçado que fez esse remix. Não tenho absolutamente nada de bom pra falar disso aqui e, quanto mais eu penso, mais desgostosa eu fico. 

Nota: dó

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4 comentários em “Mini Recap AYO GG | Queendom 2, Round 1”

  1. “e pelo Brave Sound Drop It que faz questão de comentar com a blogosfera sobre os novos causos (esse post só tá existindo por conta dele, inclusive)”

    HAHAHAHAHAHAHAHA, obrigado pela honra!!

    Boas análises! Realmente, a performance do Kep1er foi uma decepção – e olha que naquelas “miniperformances de abertura” elas tinham ido muito bem. Os fãs disseram que a culpa foi da falta de orçamento, mas acho que o que pesou mais foi a falta de criatividade na hora de remixar a música e reinventar a coreografia (tanto que no primeiro round do Queendom 1, grupos como o AOA não tinham NADA pra usar de recurso no palco e mesmo assim deram um show). Bom, quem sabe no segundo round (onde um grupo ou Hyolyn canta a música de outro grupo ou Hyolyn) elas não acabem fazendo algo bacana? Metade dessas performances já foram mostradas, mas a do Kep1er está entre a outra metade que só será mostrada na semana que vem.

    Sobre o Loona e “PTT”, além da música ter entrado na Gaon, também é o single do EP mais vendido delas, o que tem o MV com mais visualizações no YouTube, e um dos únicos singles delas que ganhou troféu num music show (o único outro tendo sido “So What”, sendo que “So What” só ganhou troféu por falta de concorrência pelo começo da pandemia, enquanto “PTT” ganhou contra AS BRAVE GIRLS), então fazia muito sentido elas terem escolhido essa música.

    Mas fiquei curioso sobre o seu 8,5 pra Hyolyn quando você só fez comentários positivos pra ela… teve alguma coisa que você achou que faltou pra ela conseguir um 10 (ou pelo menos um 9)?

    Curtido por 1 pessoa

    1. Ah, a propósito, você viu as centenas de vídeos alternativos que a Mnet soltou? Tem vídeo de cada performance com câmera fixa no fundo da plateia (pra pessoa fingir que está ali no meio do público), tem vídeo focado em cada integrante de cada grupo (o que não faz muita diferença no caso da Hyolyn, por motivos óbvios), tem vídeo dos ensaios de cada grupo, tem vídeo de cada grupo (ou Hyolyn) reagindo à própria performance…

      Achei esses últimos interessantes por ver elas comentando como tudo tinha sido planejado e descobrir que, tirando Brave Girls e Hyolyn, TODAS AS OUTRAS enfiaram um monte de historinhas e referências. As WJSN explicaram a intenção delas com a ampulheta, por exemplo: dependendo da cor que estivesse pra cima, as dançarinas se transformariam em amigas ou em inimigas do grupo, o que explica por que elas choraram tanto quando a ampulheta quebrou (embora eu sinceramente duvide que a grande maioria dos espectadores entenderia que a ampulheta tinha esse papel se elas não tivessem explicado). O Viviz teve o final lembrando o final da coreografia de “Rough” só que do lado contrário (pra dizer que elas estão seguindo um novo caminho, segundo a SinB) e a coroa simbolizando que elas “perderam a coroa” ao recomeçar como Viviz mas que vão recuperá-la novamente; o telão na performance do Loona começa com a mesma imagem que fechou a miniperformance de abertura delas (aparentemente elas foram teletransportadas pra era Joseon no final da miniperformance… então tá, né)… e o Kep1er tinha várias ideias, algumas cósmicas, outras de corridas e drifts, só que o problema é que NADA disso ficou claro na performance propriamente dita (mesmo com elas explicando)…

      Curtido por 2 pessoas

      1. que massa esses detalhes! sinceramente eu só tinha entendido um pouco o do viviz por ter percebido que o relógio tava indo pro lado contrário mesmo, mas de resto nem me liguei. então, sobre a nota da hyolyn, é mais por gosto pessoal mesmo. eu não gosto mais de touch my body de tanto que eu ouvi, além das imagens do telão que ficaram meio ??? mas fora isso foi muito bom, a sabrina sato deu o sangue

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  2. As meninas do Kep1er dançaram bem e tal, mas a música é muito horrivel, não tinha como ficar bom hahahahahhaa

    Rough hino, quase chorei, mas as meninas tinham que ter dado mais o sangue, mais emoção

    As Loona deixaram PTT audivel, muito bom kkkkkkkkkkkkkkkkk

    Curtido por 1 pessoa

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