Pacotão AYO GG | Melhores de Fevereiro/21

Olá, amores! Estou aqui mais uma vez com uma lista que reúne as dez músicas que eu mais escutei durante o mês. Novamente o mês acaba num domingo e acho que ninguém vai lançar mais nada a essa altura, então hoje é um dia propício pra sentar e discutir o que saiu de bom em fevereiro. Já adianto que eu tive que tirar leite de pedra.

Na minha opinião, o mês foi bem fraco. Não em sentido de periodicidade de lançamentos, afinal ainda estamos no meio de uma pandemia, por mais que não pareça. Só que eu lembro que, na mesma época do ano passado, a gente teve debuts e comebacks mais memoráveis, mesmo com o tanto de OST e coisas nada a ver misturadas. Ou talvez seja só impressão minha.

Como sempre, algumas regras pra não perder o costume.

– Parece óbvio, mas não custa lembrar que são apenas lançamentos FEMININOS da Coreia do Sul e do Japão de fevereiro (aqui não entram clipes lançados em fevereiro, o que conta é a data de lançamento do single). 

– Somente single nas listas porque no fim do ano tem um pacotão apenas de b-sides.

– É um ranking das dez melhores músicas do mês em ordem decrescente, mas no final do post tem a playlist completa.

Vamos lá.

10. BIBI – Eat My Love

Começando a lista de uma maneira bem inusitada (pra mim), a BIBI é uma dessas artistas indie que eu não dou a mínima, mas Eat My Love é um R&B que pisa fofinho comigo e é bem charmoso. Ao longo do tempo, essa música veio crescendo na minha playlist e eu gosto da forma como ela intimida seu ouvinte com um jogo de palavras sobre preencher, sentir e se alimentar do seu amor. Se a BIBI se dedicar a lançar essas coisas mais descompromissadas (no sentido verdadeiro da palavra) que não me lembrem as dores de barriga da Heize e da Suran, tá tudo ótimo. 

09. aiko – Jishaku

A aiko já é velha nessa indústria, surgindo mais ou menos na mesma época que grandonas como a Ayu, a Koda, a Sheena e a Utada. Só que, ao contrário delas, a aiko construiu uma carreira baseada em músicas mais… Alternativas, digamos assim. E Jishaku é um pop rock coloridinho e bem simpático que combina muito bem com a voz de mel que ela tem. Eu ainda não comentei no blog sobre essa música (spoiler: amanhã), mas ainda é um ótimo lançamento.

08. Ikimonogakari – BAKU

Outra surpresa da lista é isso aqui. Eu, que tenho um desgosto enorme pelo Ikimonogakari desde a popularização de Blue Bird (explicado nesse post), faço questão de exaltar a grandiosidade de BAKU, também conhecida como a oitava abertura de Boruto. Talvez pros fãs daquela música lá que não deve ser mencionada, BAKU não seja grande coisa, mas na verdade é um número super divertido que marca a volta de um hiato de dois anos da banda. As camadas de trompete que ditam pra onde a música deve caminhar, por exemplo, são maravilhosas. 

07. Purple Kiss – Can We Talk Again

Falando em redenção, eu resolvi dar mais uma chance ao Purple Kiss quando ouvi Can We Talk Again, o que me fez voltar a ficar ansiosa pro debut oficial do grupo, já que o lançamento anterior tinha destruído qualquer expectativa que eu tinha (pra pior). Acho que elas combinam mais com essa aura intimista e sensual que Can We Talk Again transmite nesse número R&B e eu espero muito que elas persigam esse caminho musical porque, se depender de mim, vai ter uma rasgação de seda.

06. Momo Mashiro – Onegai Sequencer

E nasceu Momo Mashiro, a nova filha do Nakata, filha essa que vai ser a próxima cobaia de todas as experimentações sonoras que ele vai fazer daqui pra frente. A inocência que Onegai Sequencer entrega acaba sendo nostálgica pra quem é fã dos primeiros lançamentos do Perfume e da Kyary Pamyu Pamyu por terem sonoridades parecidas, e acho que é por isso que eu gostei tanto dessa música. 

05. SKE48 – Koi Ochi Flag

Apesar do PV ter sido lançado no mês passado, a despedida da Jurina do SKE48 saiu como single no começo de fevereiro. E, além de marcar toda uma era de reinado da rainha Matsui como center absoluto do grupo, Koi Ochi Flag explica resumidamente a importância que ela teve durante todos esses anos como uma das principais performers do império 48. E é também uma declaração de amor, por que não? Uma declaração aos amores que se vão em busca de um novo sonho, uma nova vida. A maneira como Koi Ochi Flag se encaminha pra um final extremamente emocionante também me emociona, fazendo com que seja uma das mais belas homenagens a uma integrante que se gradua. 

04. DubChaeng – Switch to me

Teve polêmica e teve boicote da própria empresa em cima disso aqui, mas nada que tirasse o brilho dessa parceria que, sinceramente, demorou muito pra acontecer. Dahyun e Chaeyoung se aventuraram na primeira geração do kpop entregando um cover de Switch to me que supera majestosamente sua versão original por super combinar a pureza do primeiro amor com dois rostos jovens de um dos grupos mais famosos da atualidade. Pra mim, o único contra nessa história toda é não ter essa versão no Spotify. 

03. Cheetah (ft. JAMIE) – Villain

Dona Cheetah estava em dívida com a sociedade, vamos combinar. Tirando a jantada que ela deu na Jimin no Unpretty Rapstar, ela não tinha lançado uma música digna da personalidade que ela tem na indústria coreana; ou era um sertanejo, ou um jazz de fumante. Em Villain, a Cheetah entrega um R&B intimidador e misândrico carregadíssimo de linhas de baixo, sonoridade essa que me lembra vagamente Better, da BoA. Sem contar a sensualidade nas partes da JAMIE (ex-Park Jimin do 15&, não do BTS), que se contrapõem à agressividade passiva da voz da Cheetah. Isso aqui serviu muito, literalmente um dos lançamentos que salvaram o mês.

02. SOYOU x IZ*ONE (ft. p-H1) – ZERO:ATTITUDE

E quem diria que uma propaganda de refrigerante fosse ocupar o segundo lugar de uma lista de melhores músicas de fevereiro? A culpa é de quem produz essas farofinhas gostosas só pra um CF. ZERO:ATTITUDE só cresceu comigo ao longo dos dias e, apesar de eu ainda não concordar com algumas escolhas pra essa música dentro do IZ*ONE (como a Wonyoung que, aliás, é uma escolha questionável desde o começo de tudo, mas enfim), todo mundo serviu muito aqui. O rabão da SOYOU é mais carismático que metade dessas meninas e ainda acho que ela entregaria tudo isso sozinha (inclusive sem esse rapper chamando o IZ*ONE de sugar mommies), mas no geral, chef’s kiss pra essa música. EDM delicioso e crocante, qualidade suprema. 

01. Sunmi – Tail

Não tem muito o que falar disso aqui. A volta da Sunmi pra essa persona mais sensual e ousada foi comemorada por absolutamente 100% dos blogs que eu acompanho e não é pra menos, porque Tail jantou fevereiro com um dark pop recheado de sintetizadores e liderado pela guitarra do FRANTS, que tanto marcou a identidade do debut da Sunmi em 2014 com 24 Hours (inclusive, as duas músicas foram muito comparadas). Tail foi um lançamento extremamente inteligente e intrigante em todos os aspectos artísticos (musical e coreograficamente falando), que reuniu diversas visões sobre o que realmente a música e o MV queriam dizer, mas no final não importa muito porque a Sunmi é versátil e excelente em todos os estilos que ela entrega (e se entrega). Ainda é cedo pra dizer, mas eu acho que Tail vai estar, pelo menos, no meu top 20 no final do ano. 

E esses foram meus lançamentos preferidos do mês de fevereiro, e eu queria muito saber quais foram os seus. Pode me mencionar nos posts se você fizer parte da blogosfera fundo de quintal ou deixa aí nos comentários a sua visão dos lançamentos desse mês. E, como sempre, a playlist completa está aí embaixo caso queiram ouvir. 

Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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