Fire Saturday só prova meu ponto de como nugus feito o Secret Number estão servindo horrores esse ano

É engraçado, mas ao mesmo tempo repetitivo ficar lembrando sobre como o mercado coreano tá saturado e vendido aos moldes ocidentais. Vira e mexe eu toco nesse assunto, mas acho importante a gente abrir a mente pra consumir coisas que sejam realmente boas (independente de gosto), e diferenciar quando um artista que a gente gosta muito lança um troço sem noção. 

Com isso, eu abro o post começando uma reflexão sobre como eu não entendi a aclamação em cima do Secret Number no ano passado, no que disseram ser um dos grupos mais promissores da nova geração (mas que, na verdade, carrega uma ex-quase-Blackpink e a primeira idol indonésia do kpop), tanto que foi uma comoção nesses portais do Twitter quando elas finalmente anunciaram um comeback. 

Pensando nisso, decidi dar uma nova chance e comentar sobre. Vamos dar uma espiada no MV.

Eu já devo ter falado sobre isso também, mas os grupos menos reconhecidos (aqueles que não têm a mesma chance de se destacarem por serem de empresas menores) não têm tanto medo de se arriscarem nas produções. Isso pode ser um tiro no pé e afundar o projeto de vez, ou pode ser uma tacada de mestre. Óbvio que, nesse processo, muitos grupos acabam caindo no esquecimento ou ficam sem orçamento pra tentar de novo, mas ao mesmo tempo rendem uns números muito curiosos.

É o caso de Fire Saturday, o novo lançamento do Secret Number (com uma nova formação, já que uma delas tá afastada). De alguma forma, me lembrou o 2NE1, onde eu consigo enxergar claramente a Bom cantando os primeiros versos em cima desses sintetizadores com os vocais mais encorpados dela, pra depois desbocar em um rap bem geladinho da CL (afinal, a tal da Jinny ex-quase-Blackpink é fã da lenda). A estrutura da música é bem 2NE1esca, e isso trouxe um aspecto acidental de nostalgia pra coisa toda. 

O maior problema de Fire Saturday, no entanto, é o fato dela perder muita força conforme passam os segundos. Se a introdução trance e a primeira leva de raps são pontos muito fortes, o pré-refrão não constrói nenhuma ansiedade e o refrão acaba não tendo tanto impacto assim, apesar de ser bem animado. Depois disso, as falhas na produção são bem evidentes e a música vira uma grande montanha-russa de sentimentos mistos. Meio decepcionante porque o potencial existe, e as boas intenções em fazer disso a próxima Rollin também.

Só que é inegável como esses grupos menores ainda conseguem transmitir um resquício de emoção nos lançamentos. Fire Saturday é divertida, empolgante e dá pra passar um bom tempo junto, provando que muitas empresas tiveram que se reinventar durante essa pandemia sem precisar desembolsar uma grana colossal pra fazer a coisa acontecer. Na realidade, pra muitas, é tudo ou nada (teve aquela “polêmica” do Saturday ser odiado por ser um grupo pobre, lembram disso?). Uma única chance em trilhões de possibilidades de dar certo e fazer o sonho de todo mundo envolvido acontecer. E enquanto o hit não vem, o Secret Number vai comemorando sua existência numa noite de sábado infinita.

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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