Num ano completamente sem graça, bugAboo e sua faixa self-title são a merda mais divertida do momento

Gente, eu não faço a menor ideia do que seja isso, só achei que seria legal comentar sobre porque 1) o gerenciamento parece ser uma bagunça (elas são da mesma empresa do VAV); 2) tem uma ex-Produce 48 aleatória em pleno 2021 (quase 2022) que fechou um pacote de plásticas do tipo leve 2 pague 1 com o Dr. Kim; 3) esse nome ridículo vale milhões. 

Eis que temos um sexteto com um potencial enorme pra ser uma das maiores tosqueiras do ano e, por algum motivo, isso gerou um burburinho no Twitter. Como kpoppers alimentam as views desse blog, eu resolvi que seria uma ótima oportunidade de movimentar o AYO GG com uma pauta bizarra sobre a qual eu não sei nada, mas estou disposta a apreciar com a mente aberta.

O que será que o bugAboo com o seu bugAboo tem pra oferecer?

A música nos recebe com uma farofa vinda lá de Ibiza, assim como o The Wanted fez com Glad You Came dez anos atrás, uma coisa meio europop vencido e nostálgico que estourava nas rádios naquela época. Fiquei meio surpresa de ver um elemento tão “vintage” sendo usado em uma música de um grupo da quarta geração, algo que não me remeta a um pancadão sem graça que tantas outras andam lançando pra agradar o ocidente (e falhando miseravelmente, pelo menos na qualidade). Nessa introdução, eu senti o auge do Youtube quase que de forma palpável. Mesmo que ela não dure tanto, já conseguiu prender minha atenção. 

Sem falar na sonoplastia, né? A gente tem um barulho de máquina registradora, galopes e um fucking relincho em 20 segundos. É o dadaísmo das produções do kpop antigo, cheias de referências a sei lá o que, meio que no estilo Brave Brothers de apertar botões e sair algo minimamente escutável e sem intenções de hit. bugAboo não é a reinvenção da roda, nem ao menos é páreo a números mais velhos do gênero, mas eu me diverti tanto com esse refrão recheado de chicoteadas… Só o funkzinho meio Bruno Mars já tá legal, só que dessa forma ficou tudo muito mais dinâmico. 

Inclusive, bugAboo tem um bom refrão. Não é tão elaborado assim, mas também não é preguiçoso. Dá pra cantar “bugAboo bugAboo bugAboo bugAboo bugAboo hey nanananana” sem pensar muito porque, depois de ouvir umas três vezes, já gruda na sua cabeça. E esse fator sozinho já faz muito pela música, já que os versos começam bons (e bem cafoninhas), como se elas estivessem contando uma história de faroeste que é passada por gerações, mas depois eles não empolgam muito, assim como o break meio xoxo. Ainda assim, eu gostei que o instrumental manteve outro elemento nostálgico, que é esse country EDM do Avicii, principalmente no pré-refrão. 

Se você pegar isso aqui pra ouvir pra valer, esquece: não vai ter o mesmo efeito que eu descrevi nesse post. bugAboo é pra ser escutada sem preconceito, sem esperar absolutamente nada, afinal, são só um bando de garotas caçando um fantasma com um CGI péssimo. Elas não se levam a sério em nenhum momento, apesar de parecer o contrário, e às vezes é o que falta no kpop atual: descontração. As melhores músicas desse ano surgiram assim, e talvez seja a hora da gente olhar pro passado e tirar alguma lição dele. É isso que bugAboo faz: mesmo brega, é boa. E é sempre bom ter um guilty pleasure. 

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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