Pacotão AYO GG | Melhores de Março/21

Sejam bem-vindos ao Pacotão mensal! Dessa vez, trazendo o que teve de bom durante março, mês esse que começou capengando, mas deu aquela ressuscitada da segunda metade pra cá entregando alguns bops (até de gente que eu não esperava). Ou seja, a lista de hoje promete.

Sem esquecer que uma boa parte de março foi ocupada pelo surto da Kakao M (agora Entertainment) com o Spotify, que quase afundou as playlists mensais de todas as blogueirinhas emergentes desse país. E, se tão de repente foi a retirada das músicas da plataforma, tão de repente foi a volta delas, que envolveu até mudança de nome. Nunca saberemos o que rolou de verdade, mas nosso entretenimento voltou a tempo de fazer mais uma dessas aqui. 

Pois bem, como sempre, vou deixar as regras aqui embaixo (que tiveram algumas pequenas mudanças):

– Como sempre, apenas lançamentos FEMININOS da Coreia do Sul e do Japão.

– A lista vai conter apenas singles como de costume, MAS a minha lista de final de ano mudou. Serão 100 músicas postadas ao longo da última semana em ordem decrescente contando as b-sides. 

– E o ranking continua o mesmo: dez músicas em ordem decrescente, MAS não vou mais liberar a playlist. Na verdade, agora serão duas playlists: uma interna, que serve como meu controle de lançamentos (até pra avaliar melhor o que teve de bom) e o top 100 no final do ano. 

10. Ayumi Hamasaki – Haru yo, koi

Duas j-veias fizeram uma aparição nesse mês e, surpreendentemente, uma muito perto da outra. Quase como um evento astronômico raríssimo, mas são só duas idosas se encontrando na fila do banco. Daí eu fiz uma rinha na minha cabeça; apesar de ter gostado do bate-ponto da Utada na trilha sonora do novo filme do Evangelion, eu fiquei abismada em como o cover de Haru yo, koi cresceu comigo nos últimos dias. Ayuzão bancando a cantora de enka aqui ficou maravilhoso e evolui de forma muito diferente da original da bisavó da música Yumi Matsutoya. É doido como uma balada da Ayumi Hamasaki me serviu muito bem (lembrando que não é a primeira vez que ela interpreta essa música, mas acho que a experiência contribuiu muito aqui).

09. SEORI – Lovers in the Night

Não sei vocês, mas eu gostei muito dessa música desde quando eu comentei sobre ela na Xepa. Mas não pelo fato do MV ser um caça gay, censurando os dois casais do mesmo sexo; acredito que a culpa não seja da SEORI, afinal a Coreia é um país bem LGBTfóbico. É que no meio do alarde desnecessário que essas fanbases do Twitter fizeram pra pouca bosta, Lovers in the Night é bem boa mesmo. Tem cara de ser um desses números que cantores ocidentais alternativos lançam direto (aquela Olivia Rodrigo mesmo), mas que funciona bem mesmo assim, principalmente no pós-refrão. E, bom, eu queria ver aquela batida policial completa… 

08. BEYOOOOONDS – Konna Hazu ja Nakatta!

Parece que faz um tempão que eu comentei dessa música aqui, mas as palhacitas do jpop lançaram seu triplo single lá no comecinho de março. E Konna Hazu ja Nakatta é, de longe, o melhor deles, assim como uma das melhores músicas que eu já ouvi. Enquanto o BEYOOOOONDS lançar essas bobagens, eu vou continuar deitando porque têm dias que eu não preciso de nada além de risadas gostosas. Ver essas doidas cantando sobre a vida de idol que elas imaginaram e o que elas receberam foi um dos melhores entretenimentos que eu tive no mês passado. Que a nossa gatinha dos teclados Honoka Kobayashi se recupere logo pra mais delicinhas assim. 

07. Chanmina – Bijin

Talvez as poucas que acompanham jpop não tenham gostado tanto de Bijin, mas eu gosto dessa agressividade sem pudores que a Chanmina serviu aqui, mostrando como o japonês médio é hipócrita, volúvel e fútil. Não acho que a música seja necessariamente dependente da representação gráfica do MV, eu consigo sentir muito bem o deboche raivoso que ela depositou e chego a ficar incomodada mesmo sem entender uma palavra de japonês. Só acho que Bijin é muito curta, sabe? Mas a mensagem foi passada e, graças a Chanmina, que morreu pelos meus pecados, agora eu sou uma mulher gostosa da porra.

06. Jessi – What Type of X 

Outra patroa que deu seu nome esse mês foi a Jessi, pronta pra igualar ou superar seu grande sucesso do ano passado. Se funcionou, eu não sei, mas What Type of X é um ótimo exemplo daquelas músicas autobiográficas que montam as grandes solistas coreanas como ícones do deboche e da risadinha. Aqui a Jessi faz isso muito bem, praticamente dizendo que ela não tem tempo pra se importar com o que a gente acha dela. Ela é boa sendo má e ruim sendo boa, e ponto. Preciso ressaltar também o uso do hard rock aqui, tipo assim… O jeito que essa guitarra é importante pra música e pra convencer a gente de que a Jessi é tudo isso aí que ela representa no MV. Não que ela precise convencer alguém… 

05. Weeekly – After School 

Pois é, eu nunca dei uma foda pro Weeekly e agora elas apareceram num ranking desse tipo. É que After School é uma música altamente apaixonante, principalmente com esse refrão mais melodioso e até brega, de certa forma, que me lembrou muito A-Yo, do Shinee, que tem essa mesma estrutura. Não vejo outro grupo lançando isso, nem rookies, muito menos as mais velhas; é uma música que parece ter sido feita especialmente pra elas cantarem. Talvez eu acabe enjoando disso aqui ao longo dos outros meses, mas After School já fez muito mais por mim do que eu podia esperar, e continua rendendo na playlist até o presente momento. 

04. IU – LILAC

Se você me dissesse uns anos atrás que eu elegeria uma música da IU como uma das melhores sei lá o que, eu daria risada. Não costumo me apaixonar pelos lançamentos dela: sempre são baladas chatíssimas ou músicas de cafeteria com algum arranjo especial que não as remeta a músicas de cafeteria. Mas acontece que eu me encantei de verdade com a narrativa de LILAC, desde o fato de ser um city pop coreano muito bem feito até a história que o MV me conta. A IU deu o nome dela aqui e essa delícia só continua crescendo comigo a cada ouvida, deixando um misto de sentimentos que só quem está perto dos 30 (como eu) consegue sentir. 

03. FAKY – 99

E dando início ao nosso top 3, o FAKY conseguiu superar o lançamento de janeiro (que também apareceu num ranking desses) e surgiu com 99, o que me deixa mais fula pela avex ficar com essa putaria de dar meia dúzia de singles pras coitadas se virarem como podem. Ainda bem que elas têm entregado uns bops maravilhosos usando um orçamento de dois pães com mortadela, inovando na sonoridade a cada lançamento. Lendo a letra, eu descobri que 99 é uma safadeza total: basicamente o FAKY passando ordens pra se sentirem 100% vibes enquanto esse instrumental setentista toca de fundo. Tem coisa melhor? Obviamente não. O FAKY só não carrega a avex nas costas porque elas precisam dividir os lucros pra comprar o almoço. 

02. WJSN – UNNATURAL

E falando em grandes gostosas que só querem uma sentada, UNNATURAL conseguiu a proeza de manter o recorde de dias pelas quais eu me interessei pelo WJSN na vida. Eu grito pra qualquer instrumental que me remeta a uma balada (foi assim com o Side B do Querencia, por exemplo), então essa música só prova como a onda apinkzadora faz bem aos grupos periféricos. Não tem uma coisa que eu não goste em UNNATURAL (aquele konglish da EXY eu aprendi a fingir que não existe) e acredito que essa música vai permanecer comigo por um bom tempo. É a Starship finalmente valorizando o potencial que existe nessas meninas, não é mesmo? 

01. YUKIKA – Lovemonth

Mas se engana quem achou que outro bate cu ocuparia a primeira posição desse mês. É porque a YUKIKA existe, e se a YUKIKA existe, graças a Deus existe. Lovemonth é a melhor música da carreira dessa garota e quem discordar está errado. Simples. Só espero que isso aqui ganhe um MV especial já que a patroa vai lançar o novo álbum semana que vem pra eu poder me deliciar com as viagens nostálgicas que a YUKIKA me causa. Eu simplesmente amo a progressão dessa música, é como se uma Tóquio ou uma Seul dos anos 70/80 se projetasse na minha frente, só pra mim, pra eu poder passear livremente. Foi a música que eu mais escutei em março e, quanto mais eu ouço, mais estilos diferentes eu absorvo, o que afirma o posto de dona do city pop pra YUKIKA. Obrigada por fazer quando ninguém mais tentou. 

Esses foram os singles que eu mais escutei e amei em março, encerrando assim esse mês que, na minha opinião, foi muito produtivo musicalmente. Será que concordamos ou discordamos em alguma coisa? Até!

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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