Meteoro da Paixão e Choram as Rosas: Rosé finalmente debutou solo com On the Ground

Existem certas datas no kpop que são aguardadas com muita ansiedade. Foi assim com o mini do (G)I-DLE, com o Querencia da Chungha e, mais recentemente, com o solo da Rosé. O que começou como especulação já tava virando lenda urbana, até a YG anunciar que a vocalista principal do Blackpink faria seu debut com um single álbum.

Pois bem, o dia chegou e On the Ground já tá batendo recordes. Foi o MV de uma cantora solo coreana mais rápido a atingir a marca de 10 milhões de visualizações no Youtube e está escalando os charts quase que na velocidade da luz, com grandes chances de ser o terceiro ato feminino de 2021 a conquistar um PAK. Mas, será que vale o hype?

Confira abaixo o MV de On the Ground.

Alguns pontos de On the Ground já eram mais que óbvios pra mim, então não esperei muita coisa. Primeiro que, por ser neozelandesa, a Rosé cantaria a música inteira em inglês, o que não é necessariamente ruim. Na verdade, eu acho que a voz dela brilha muito mais em inglês do que em coreano. E segundo que era óbvio que a música seria um sertanejo pop estilo Taylor Swift, outra cantora que os coreanos gostam muito de emular.

A estrutura de voz e violão muito marcada nas primeiras composições da Taylor Swift estão presentes em On the Ground, apesar de não ser uma referência clara para a Rosé na sua carreira artística. Com essa linha mais melancólica, On the Ground permite que a voz dela passeie livremente por melismas e vibratos, brincando com a facilidade que ela tem pra esses estilos de música. 

Mas sabe o que mais me surpreendeu aqui? Normalmente, quando uma música te prepara pra um drop, é meio previsível saber o que vai vir, ainda mais quando é uma música produzida pelo Teddy: refrões onomatopéicos cheios de barulho. Em On the Ground, o voz e violão evolui pra uma explosão muito sutil de sintetizadores retrô, e essa quebra de paradigma dá uma virada deliciosa na música. 

O MV, pra minha surpresa, é bem descolado das coisas blackpinkanescas que elas costumam apresentar como grupo. E, mesmo que seja semelhante ao debut solo da Jennie em questão estética, acho que cada um tem sua cor (o que não quer dizer que eu goste de Solo). On the Ground trata de contar a história de uma Rosé que fez de tudo pra alcançar o estrelato até perceber que tudo que ela precisava estava ao lado dela: ela mesma. A forma como a Rosé se conecta com seu próprio eu é vista em vários momentos, e ela precisou “subir para descer”. Bastante identificável. 

Não sei quanto tempo essa música vai ficar comigo, mas nesse momento, é bem gratificante saber que a Rosé lançou algo… Consumível pra mim. E, mesmo se daqui alguns dias essa música não vingar na minha playlist, o lançamento desses solos faz com que eu acabe me relacionando melhor com cada integrante do Blackpink do que com o grupo em si, e On the Ground é agradável de se ouvir enquanto ela conseguir se comunicar comigo. 

Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

Nenhum pensamento

  1. sinceramente eu to surpresa é da rose lançar algo dentro da yg, achei q só ia ouvir uma música solo dela quando ela saísse da empresa e fosse lançar essas músicasinha baek yerin de cafeteria q coreano ama, mas me surpreendi com o quanto eu gostei da música

    sobre o mv, eu consigo ver a semelhança com solo, mas me lembrou tbm de stay

    Curtido por 1 pessoa

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