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Playlist AYO GG | Abril/22

Acordei às oito da manhã de um domingo por causa de uma crise alérgica e agora estou aqui, escrevendo post pro blog. É um inferno quando o tempo muda tão rápido assim porque meu nariz simplesmente não funciona mais e eu preciso assoar ele a cada cinco milésimos. Além de tudo, hoje é feriado do dia do trabalhador. Sério, quem permitiu que um feriado assim caísse num domingo? Só pode ter sido um empresário. 

Enfim, você que tá lendo isso daqui: como vai? Abril chegou ao fim e eu ainda acho que os meses estão demorando pra passar. Ou eu fiquei maluca, ou realmente não era assim nos anos anteriores. Mesmo com dois feriados seguidos, abril se arrastou, por alguns dias de forma morimbunda por conta da falta de lançamentos. Ou excesso, já que, numa semana dessas, o kpop e o jpop resolveram combinar de desovar tudo na mesma quarta-feira e nada, absolutamente nada prestou, o que me fez abandonar involuntariamente o blog. Mas, ainda assim, juntei mais 13 músicas na minha playlist. Fiz milagre nessa safra.

Antes de começar a comentar as músicas do mês, vamos dar uma olhada nos números do blog, como sempre. Apesar de ter tido um gap de quase dez dias nas postagens, abril não ficou muito pra trás, acumulando um pouco mais de 6,3 mil visualizações, um aumento de 6% em relação a março. O número de visitantes também ficou parecido: 2 mil. O que é bizarro, né? Nessas mini-férias que o AYO GG tirou, eu não deixei de acompanhar os índices e, mesmo não postando nada, alguns dias mantiveram os números de um dia comum. Isso quer dizer que eu to conseguindo construir uma base sólida de pessoas que acompanham o blog? Não sei, mas obrigada!

Em ordem, os cinco posts mais vistos do blog esse mês foram:

– Novamente o post da Nancy. Juro, não sei até agora como isso explodiu;

– Minha resenha dupla dos singles japoneses do Red Velvet e do ITZY;

– Os comentários da primeira rodada do Queendom 2 (logo mais sai o da segunda);

– O post do comeback lacrador de cu do IVE;

– E a Xepa que eu postei antes de sumir. 

1. Eunbi – Magnetic: Meus colegas de blogosfera aclamaram demais o comeback da Eunbi, mas eu achei tão… Meh. Quer dizer, não é ofensivo nem nada assim, mas gostei bem mais de Magnetic. Mesmo que ela tenha um vocal bem agudo, a música não explode tanto quanto se espera, conseguindo manter essa aura mais dark, principalmente na cacofonia deliciosa do refrão. 

2. IVE – Love Dive: Aqui fomos de 0 a 100 muito rápido; se eu odiei o debut do IVE na época, não tenho nem palavras pra expressar o quanto eu amei e amo isso daqui (e aprendi a passar pano pro break). Love Dive leva a gente pra uma viagem sensual e retrô, emergindo num pop 2000s bem gostosinho e que cai super bem nos vocais delas. É como ser hipnotizado pelo canto de uma sereia: dificilmente você consegue escapar.

3. IVE – Royal: E de quebra, ainda me fizeram gostar de Royal, que tem uma proposta bem diferente da música acima. É um house bem marcado que até lembra os melhores momentos do próprio IZ*ONE quando se aventuravam nesse estilo. O instrumental parece a trilha sonora de algum chefão de jogo, talvez aquela última fase do Streets of Rage do Mega Drive.

4. Red Velvet – Jackpot: O comeback japonês do Red Velvet foi uma decepção sem tamanho com aquela música meia bomba, mas o primeiro álbum deixou uma lembrança bem divertida sobre como fazer jpop sendo um grupo coreano. Jackpot é maluquice pura. A sonoplastia é tão detalhada, com o barulho de fichas e máquinas em funcionamento, que realmente te transporta pra um cassino. Melhor tentativa nipônica das boleiras desde #Cookie Jar.

5. Dreamcatcher – Maison: Apesar de abril não ter sido tão marcante em lançamentos, ele trouxe dois dos meus kpops favoritos do mês. O primeiro já comentei mais pra cima e o segundo é essa jóia do Dreamcatcher. Eu amo como Maison se desenrola, evocando os melhores riffs do Muse pra fazer um new prog de qualidade. E esse grito de ajuda da letra pedindo piedade pelo nosso planeta vai ficando cada vez mais desesperado conforme o instrumental vai crescendo. 

6. rei – Playful Mind: Que a Reina destruiu o E-girls a gente já sabe, mas nada prepararia o jotapopeiro médio pro álbum horrível que ela lançaria dois anos depois. A sorte é que Playful Mind é uma delícia, uma coisa meio PBR&B, mas com esses elementos eletrônicos e sintetizadores que explodem e fazem da música uma coisa bem garotinha, deixando isso a cara de uma álbum track do Red Velvet. 

7. Atarashii Gakko no Leaders – WOO! GO!: Essa daqui também parece que vai seguir numa linha mais soft, mas é só esperar 10 segundos que começa a bobajada típica das doidas do Atarashii Gakko. Elas tão famosinhas no Tiktok por dançarem músicas brasileiras, então espero que isso se reflita em streams porque WOO! GO! tá engraçadíssima. 

8. BIBI – Best Lover: A apresentação da 88rising no Coachella foi um evento à parte. E disso tudo, saiu uma das melhores músicas da carreira da BIBI. Best Lover é um negócio de outro mundo, literalmente. E o melhor de tudo é que isso aqui funciona com ou sem apoio do MV; dá pra sentir essa pegada de “vaporwave moderno” no instrumental maravilhoso recheado de graves eletrônicos. 

9. BiSH – Gomen ne: O BiSH tá morrendo aos poucos, já que elas têm disband programado pro ano que vem. Não sei qual foi o motivo, mas essa agenda de lançamentos mensais do grupo tem rendido umas coisas bem legais, e a que eu mais gostei até agora foi Gomen ne. Ela soa como um encerramento de anime, mas consegue ser mais que isso. Talvez pelo pano de fundo, mas é a primeira vez que eu fico emocionada de verdade com uma música de um ato da WACK. 

10. Ayumi Hamasaki – Nonfiction: Nossa, essa daqui é a melhor da Ayumi desde, sei lá, uma década, o que me faz ter muito mais expectativa pra esse próximo álbum que ela tá planejando lançar. Mas assim, se ela se aposentasse agora com Nonfiction, eu seria muito feliz. O pancadão dark pop com gostinho de 2010, principalmente na ponte, tá ótimo, e os vocais da velha, que tão cada vez mais esganiçados, se encaixaram muito bem na proposta toda. 

11. ICHILLIN – La Luna: Olha, não sei o que é um ICHILLIN, mas eu já tava meio dividida com o tal comeback que elas lançaram outro dia. Daí fui ouvir o álbum e encontrei La Luna, um retrozinho oitentista genérico e cintilante do jeito que o blogueiro gosta. Tem uma certa melancolia aqui que eu não sei explicar, talvez sejam os vocais processados de um jeito que deixam eles dissonantes em certo pontos, ou essa guitarrinha tímida de fundo, mas as nugas entregaram aqui.

12. Minseo – #Self_Trip: Eu vi que alguns tão gostando dessa mona aqui e resolvi ir atrás. E não é que é bom mesmo? Assim, os versos são bem ok, mas quando chega no refrão, com essa linha de baixo eletrônico e o vocal bem mais profundo da Minseo, #Self_Trip se eleva em níveis muito altos e isso já paga pela faixa toda. Aliás, minha amiga Natália deixou uma recomendação de outra música da gata pra vocês ouvirem. 

13. Moonbyul – Cheese in the Trap: Demorou, mas a RBW finalmente achou o estilo certo pra Moonbyul seguir na sua carreira solo. Ela, que vinha trazendo coisas chatíssimas na sua discografia, resolveu desbravar o pop rock do começo do milênio e deu tão certo que eu não consigo parar de ouvir desde o lançamento. Cheese in the Trap é divertida e brega, como um filme adolescente, e é exatamente esse o charme de tudo. Puta acerto da sáfica do MAMAMOO. 

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