Apostas para 2021 – e talvez os próximos anos – no kpop

Feliz ano novo! Comeram bastante nessa virada de ano? Estão ansiosos pra receber vacina?

Segundo historiadores e a galera que gosta de pagar de certa nas redes, a década virou hoje, com a chegada do ano de 2021. Então, como a boa palpiteira que sou, decidi que vou jogar os búzios nesse site e dar os meus chutões a respeito do que está por vir dentro do kpop.

Um chute que se preze não é só jogar qualquer coisa na roda e sair andando, como por exemplo dizer que o Girls Generation vai voltar. Eu reclamaria se as soshis voltassem com um bate cu e pegassem logo um perfect all kill nos chats? Claro que não, inclusive eu esfregaria na cara de todos que, um dia, já riram de mim por ainda acreditar no que já virou lenda urbana. Infelizmente, temos que manter os pés no chão e tter base científica diante de fatos que já conhecemos.

Sendo assim, eu tenho alguns palpites prontos do que a gente pode esperar para esse e, porque não, os próximos anos dentro do cenário capopeiro. Se eles não acontecerem, não adianta me cancelar no Twitter, nunca disse que eu era vidente.

O STAYC vai ser um dos grandes grupos a liderar a próxima geração

Eu já tinha dito isso no meu post de melhores de 2020 e continuo mantendo essa opinião. Sim, elas só lançaram um single, mas as meninas tem potencial, carisma, o número certo de integrantes (que eu acho que vai ser uma tendência daqui pra frente, pelo menos eu fico aliviada de não ter que decorar 12 nomes diferentes) e foi o grupo rookie feminino que melhor se saiu nos charts (eu sei que o aespa se saiu melhor, já vou falar disso).

Já podemos nos preparar para ver o nome do STAYC brilhar no ano de 2021 se elas se manterem nessa linha de qualidade, e até me arrisco a dizer que o first win vem aí, já que sabemos que elas já estão se preparando para um comeback.

O aespa pode fazer parte da história da quarta geração como pode jogar o nome da SM na lama

Black Mamba se saiu bem nos charts também, até melhor que So Bad, mas sabemos que ter o nome de uma grande empresa ajuda um bocado. Isso não quer dizer que a música seja ruim, inclusive gosto muito dela.

Sendo também um grupo pequeno, já cumprindo um dos requisitos que eu acho que vai fazer parte dessa nova era, as quatro integrantes também são carismáticas, cantam bem (só precisa dar uma forcinha maior pra Karina), só que vem a minha preocupação que eu expus na segunda parte do título desse tópico.

Com jogar o nome da SM na lama, eu quero dizer que o aespa pode se perder facinho dentro do próprio universo que a empresa criou. Não, não to falando daquela groselha idiota que disseram que ter avatares no grupo é perigoso, até porque pra mim isso nem faz sentido. Eu acredito mais que a SM acabe abandonando os avatares e tornando o grupo mais “normal”, e o que não falta por aí é grupo feminino metendo o girl power na nossa cara. Isso só faria da empresa uma piada pronta por ter investido tanto no aespa e acabar cedendo a sua própria falta de criatividade em continuar o roteiro que eles construíram.

O disband do AOA e do CLC é cada vez mais real

A gente sempre aposta nas próximas vítimas do fantasma do fim de contrato. E, diante das novas notícias e demais históricos, é praticamente inevitável que o AOA e o CLC se tornem apenas história.

Com a saída da Yuna da FNC, o AOA se torna um trio que não teve uma atividade sequer no ano que passou. As notícias de bullying e tentativas de suicídio da Mina, a desculpa esfarrapada e aposentadoria da Jimin e a falta de tato da empresa em lidar com tudo isso agiram como uma bomba que implodiu o grupo e dificilmente haverá uma possibilidade de comeback, mesmo que uma despedida.

Acho que as integrantes restantes querem esquecer o que aconteceu, seja por culpa ou por mágoa em terem visto tudo o que aconteceu. Talvez a FNC reúna as três meninas restantes para por um ponto final na trajetória do AOA e mantê-las como atrizes da empresa.

Já o CLC acabou fragilizado após a Elkie exigir o término de contrato por falta de pagamento por parte da Cube. Sem investimento apropriado por dois anos e os holofotes virados para suas irmãs mais novas do (G)I-DLE, é difícil acreditar que o grupo siga em frente com seis integrantes, ainda mais quando é possível ver traços de xenofobia na carta exposta pelos advogados da Elkie, que é chinesa.

De qualquer forma, por razões diferentes, sinto que vamos perder dois grandes grupos nesse ano.

As empresas podem tomar o caso da Mina como exemplo para garantir apoio psicológico aos trainees – e evitarem exposição desse tipo

Ainda pegando o assunto desagravádel da Mina, que sofreu bullying da líder do AOA por quase 10 anos e toma remédios controlados até hoje, quero acreditar que as empresas vão ser mais cautelosas em prol dos trainees e idols contratados, mas sabemos que o motivo maior seria impedir um escândalo do tipo.

Quem é macaco velho, se lembra da controvérsia que a SM se meteu por meter um contrato de 13 fucking anos pra cima do TVXQ e não pagar os caras direito. A proporção do caso foi tão grande que a empresa teve que rever sua política contratual e estabelecer períodos menores. Isso reverberou nas demais empresas coreanas de entretenimento, deixando o período de 7 anos como o máximo para uma renovação de contrato.

Às vezes, é triste perceber que grandes revoluções no kpop se façam em cima de polêmicas, mas é aquilo: são coisas que seriam resolvidas facilmente se todo mundo fizesse uma terapia. Observar a batata quente que a FNC pegou por postergar uma solução para o AOA no começo de tudo é um estímulo para que outras empresas não sigam o mesmo exemplo.

Um mini álbum pra Somi não mataria ninguém

Ex-integrante do IOI, a Somi vive basicamente de doações depois que decidiu sair da JYP e começar uma nova vida na The Black Label, uma das inúmeras subsidiárias da YG. Não sei o quanto essa garota teria que implorar pra ter mais que um mísero single por ano, mas com as excelentes Birthday e What You Waiting For (que é uma indireta pra empresa dela sim, aceitem), já dá pra sacar que a bichinha tem o potencial pra carregar um mini álbum e ter a carreira que ela merece. Agiliza isso aí, Teddy!

Todo mundo ganharia mais se o IZ*ONE fosse um grupo permanente

Adoro IOI, mas já tá na hora da gente entrar num consenso sobre o IZ*ONE ter muito mais consistência e sinergia como grupo. 2021 é o ano em que o contrato delas de Produce 48 vence e todas voltam pras suas casinhas, mas acho que todo mundo pode tirar melhor proveito dessa situação toda.

O IZ*ONE deixou sua marca no kpop, e como marca eu quero dizer identidade mesmo. Desde La Vie en Rose, o grupo vem lançando ótimas faixas para as gays mais conceituais e estéticas, e com isso eu incluo o segredo do cisne, que é uma farofa inesperada que passaria despercebida se um grupo menos conhecido tivesse lançado.

Eu acho que elas somariam muito à quarta geração que vem aí e todas as empresas sairiam no lucro em deixar as meninas juntas por mais um tempo, ainda mais porque o grande trunfo do IZ*ONE foi deixar a Sakura no lugar dela em vez dela fingir que é uma protagonista abestalhada de shoujo que corre atrasada pro colégio com a torrada na boca lá no Japão.

O que vocês esperam para 2021 e da nova geração do kpop? Compartilha comigo nos comentários, talvez vocês tenham previsões melhores que as minhas, adoro quando me refutam e me botam no chinelo.

Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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