Recap AYO GG | Girls Planet 999, episódio 7

NO EPISÓDIO ANTERIOR… Começa a Combination Mission, que deveria combinar diferentes talentos das participantes, mas acabou combinando mesmo foi uma edição bizarra e um show de parcialidades e xenofobia. Os tentáculos da Mnet já começaram a trabalhar, criando narrativas específicas pra compensar o sistema de células que evidenciou o básico de várias garotas coreanas em comparação ao talento escondido das chinesas e japonesas. A Dayeon fez o programa virar uma biografia sua, enquanto a Yurina se viu afundada em desespero e críticas sem nexo do Hanbyul. O que será que a segunda parte dessa missão reserva? 

Até puxando o saco é ícone

Nem preciso falar que eu to completamente atrasada com esse recap, né? Bom, me desculpem, vocês certamente já sabem o motivo pra isso, então juntei minhas forças nesse domingo e assisti os últimos dois episódios, assim como escrever seus respectivos resumos. O bom é que a Mnet cooperou comigo e tivemos um negócio bem mais enxuto, mas ao mesmo tempo essas edições do programa têm se mostrado muito instáveis: ou você tem um episódio pesado e chato, ou você tem um episódio mais curto. Já comentei outras vezes, mas é uma coisa que atrapalha muito quem quer fazer um recap mais detalhado, como eu. 

Enfim, como a edição fez o favor de mostrar todas as dinâmicas dos grupos no episódio passado, dessa vez só tivemos apresentações e a decisão das ganhadoras do benefício. Pelo menos dessa vez eles montaram uma vinheta resumindo as performances anteriores antes de meter o Jingoo falando um monte de coisa sem sentido, como aconteceu na primeira missão, e isso deixou o gancho que quiseram fazer bem mais natural. Já sabemos que não é o grupo de Fate que abrirá as apresentações desse episódio, pois o Jingoo começa a interpretar seu personagem de Hotel del Luna, onde ele contracenou com a IU. Eu detesto Hotel del Luna, mas sei que é um drama muito famoso por lá, e eu amo que sempre dão um jeito de conectar o Jingoo com as coisas que acontecem no programa. 

Taeyeon – All About You

Time: Huang Xingqiao, Choi Yeyong, Miu Sakurai

Tem algo que me irrita no kpop, e o Arthur já falou disso no recap dele do episódio 6. Coreanos são muito fãs dessas baladas, ainda mais se forem trilha sonora de algum drama, então é meio obrigatório ter, em algum momento desses realities, um número mais melancólico, do jeito que eles gostam. Tudo bem, mesmo que eu não goste, é inevitável não topar com uma dessas. O problema é que, ao mesmo tempo que eles dão liberdade de trocar o arranjo da música, eles rejeitam qualquer ideia nova que surjam das participantes. 

Na primeira reunião com a produção, a Yeyong tentou abordar a música de outro jeito, como se fosse uma história de um casal que se reúne no seu primeiro encontro e transformar em algo mais fofo a partir do segundo verso, que é onde eles supostamente se apaixonam. Podia até não ser a melhor das ideias, mas ainda assim é um jeito novo de sentir a música, já que, teoricamente, elas têm controle criativo. “Não queremos que mudem o sentimento dessa música, isso é ridículo”. Ok, então qual é o propósito da missão que não seja um copi-cola da versão original? Caralho, coreanos têm uma relação estranha com liberdade criativa. 

Outra coisa é a forma como o Hanbyul trata coreanas das demais. Aqui tivemos um exemplo de muitos de como lidar com o nervosismo, com a Xingqiao soltando um riso que não era pra sair, simplesmente escapou por conta da situação. Mas não, é inadmissível rir do erro “de alguém”. Isso porque, segundos antes, a Miu tinha esquecido a letra, então logo ele assumiu que ela estava rindo da colega. Isso me lembrou uma situação do colégio, onde eu dei risada de uma coisa que eu ouvi na sala (porque todo mundo tava conversando), mas o professor entendeu que eu ri da explicação dele sobre o genocídio dos armênios, que era direcionada a um aluno específico. Abordagens esquisitas com um estresse fora do comum. 

Bundão

Então a edição bota na Yeyong a função de treinar essas indisciplinadas. Ela ensina cada parte da música pras outras duas porque quer fazer a performance acontecer de qualquer maneira, ou sente que vai ser eliminada. Rola uma espécie de premonição na sala de prática, como se a Yeyong já soubesse que sairia. Essa cena é muito importante pra performance que vimos depois porque a própria Mnet nem se preocupou em se aprofundar na narrativa do trio, então ela precisa cavar uma história de superação de qualquer jeito, mesmo que seja ali na hora. 

E foi o que aconteceu. A Yeyong teve a moral elevada lá na estratosfera, com duas das suas partes sendo reprisadas não duas, mas TRÊS vezes durante a apresentação, momentos esses que nem foram tão emocionantes assim. Já fazendo o contraponto com o que eu comentei da Xingqiao lá em cima, aqui temos nosso jurado Hanbyul bem mansinho, tendo a pachorra de dizer que estava diante da VOCALISTA PRINCIPAL do grupo final, e não é só isso: as outras duas (que ele insiste em fazer de figurantes) só melhoraram por causa dela! Aí você volta a performance pra assistir de novo e vê que a Xingqiao deu o SANGUE em todas as notas que cantou. É mole? 

Spoiler: a Yeyong nem sobrevive no próximo episódio

Favoritas: Huang Xingqiao

ITZY – MA.FI.A in the Morning

Time: Fu Yaning, Huh Jiwon, Mashiro Sakamoto

Quem diria que Deus nos abandonou TANTO a ponto de ter que ouvir MA.FI.A in the Morning num reality, e ainda como vocal? Pois é, meu pesadelo se tornou realidade e estava na mão desse trio a responsabilidade de deixar a música menos odiável pros meus ouvidos, mas talvez elas tenham me surpreendido enquanto conversavam sobre o arranjo. Nem vou entrar na discussão que abri lá pra cima porque 1) é inútil, coreanos não gostam que mexam nas suas baladinhas, 2) a Yaning surgiu com uma ideia ótima em, literalmente, minutos, coisa que o JYP deve levar meses. 

Aliás, vamos falar da Yaning, essa figura tão estranha que, ao mesmo tempo que não sente tanta vontade de debutar assim, sobrevive em posições consideravelmente boas. Tudo isso levando em conta o hate massivo que ela sofre por conta das falas racistas (pelas quais ela pediu desculpa, mas não tira a gravidade da situação). Se ela tem esse histórico, como ela ainda ganha simpatia o suficiente pra continuar competindo? O programa trata ela feito uma bully, é só olhar pra cara da Mashiro quando viu que ela tava se aproximando dela pra escolher a música, junto dos flashbacks de “humilhação” contra a Yujin (o que ajuda a crescer a reputação das duas conforme suas narrativas). Nesse processo, a Yaning parece alheia a tudo, dando ótimas sugestões e sendo amigável o bastante pra ceder o posto de líder do trio pra Mashiro. A lógica é simples: “ela foi líder na missão passada e ganhou, então se ela for líder aqui vamos ganhar também”. 

A dinâmica do grupo fica bem mais leve depois disso e, juntas, elas chegam ao conceito de três garotas que tiveram seus corações partidos pelo mesmo cara, tudo isso numa vibe meio rock. Os produtores aprovaram na hora (e eu nem vou culpar ninguém dessa vez, só de ouvir a ideia parece muito mais promissora do que MA.FI.A in the Morning realmente foi). Se a gente for ver, elas formam um dos trios mais interessantes do programa todo: Yaning, mesmo se mantendo em conceitos parecidos, consegue dar a carga de poder que essa performance precisa; Mashiro é fofa e foi corajosa em se jogar num conceito diferente; e a Jiwon tem a chance de mostrar que é mais que uma menina bonita. Os jurados amaram o conceito, apontando o que precisava ser melhorado. Tinha tudo pra dar certo.

O arranjo podia ser mais forte, eu esperei um número de heavy metal bem pesado por conta das roupas. A interpretação de cada uma fez a diferença, talvez até tenha faltado um pouco mais de rancor debochado ou um olhar mais psicopata, mas acho que elas melhoraram MUITO a música, e da ponte pro final só foi crescendo. A harmonização me deixou arrepiada, assim como as notas altas da Yaning. É como se eu fosse o ex das três e acordasse num galpão enquanto elas me torturam, o tipo de coisa que a gente espera ver quando deixam as participantes montarem uma performance do zero. 

Favoritas: Fu Yaning, Huh Jiwon, Mashiro Sakamoto

Show Me The Money 9 – VVS

Time: Liang Jiao, Lee Chaeyun, Kotone Kamimoto

Três crianças se juntaram pra performar um número de rap bem mais forte que o outro apresentado no episódio anterior. Por quê? Bom, a Chaeyun se acha uma ótima rapper, já a Jiao reuniu coragem o bastante depois que a sua gêmea foi eliminada e se jogou de cabeça num conceito quase oposto a sua personalidade. A Kotone ainda é um mistério. Na verdade, essa garota quase nunca se fez presente em nenhum dos episódios do programa, e isso é um ponto muito importante pra essa performance, mas só vou comentar mais pra frente. 

Pra decidirem a liderança, a Jiao se inspirou na Yaning e tentou ocupar a vaga por conta da idade, mas infelizmente ela não tem tanta atitude assim (e ainda descobri que essa safada nem é a mais velha do trio). A Kotone também se candidata, o que me surpreendeu (e me deixou aliviada ao mesmo tempo, sei que a Jiao é um amor, mas a liderança na mão dela seria um desastre). Nossa gêmea sobrevivente logo desiste porque não é fluente em coreano. Dali pra frente, a gente viu uma sucessão de pequenos evil edits com a coitada da Jiao: além de não saber coreano, era a primeira vez fazendo rap, e ela fez repetirem a música várias vezes pra ela, ao menos, entender o que acontecia. Mas esse era só o começo…

Se o desespero fosse uma imagem, seria essa

Durante a avaliação, nenhuma das três foi bem, até disseram que parecia música de pré-escola (e eu concordei rindo). Elas anotaram as dicas e correram pra sala de prática, mas a Mnet não dorme no ponto e mostrou todas as vezes em que a Jiao pediu um tempo pra ir no banheiro, “sempre em momentos importantes”. Parece que a empresa dela soltou um comunicado dizendo que ela estava com gastroenterite, mas isso foi solenemente ignorado pela emissora, que apontou a chinesa como a grande pedra no sapato da Chaeyun. E como as coreanas só conseguem o que querem nesse programa chorando, logo vimos a menina se debulhar em lágrimas porque a Jiao queria treinar sozinha, sendo que… Bom, nada parecia funcionar nesse trio desde o começo. 

Acho que o que rolou foi uma barreira dos idiomas. Como a Jiao vai conseguir expressar que está com dor ou enjoo sendo que ela só sabe dizer “banheiro”? Tudo bem, ela poderia ter trazido uma outra chinesa pra traduzir (como ela fez com a Zige, se agarrando nela desesperada enquanto a Chaeyun mostrava todo seu arsenal de choro), mas pode ter vários outros fatores, como vergonha ou medo de deixar as outras na mão. No final de tudo, a grande culpada é a Mnet, que se aproveitou da veia cômica da menina e fez com que ela parecesse uma folgada perante as responsabilidades do treino. 

Outra coisa foi a diferença entre os treinadores vocais dessa bagaça, se é que a gente pode chamar assim. Enquanto o Hanbyul insiste em destilar toda a xenofobia que ensinaram pra ele, a Ayoung pegou na mão da Jiao e se propôs a ensinar como ela deveria cantar suas notas. Diferente do Produce, a gente mal vê esses momentos, sendo que deveria ser algo bem corriqueiro. Não sei se isso é fruto da edição do programa, que é porca em 99% do tempo, disposta a mostrar coisas desnecessárias e fazer com que o público pense que os jurados são robôs preparados pra criticar (a Sunmi tava indo pro ralo por conta disso), mas achei bonitinho porque a Ayoung se interessou em fazer a Jiao melhorar, e ela recompensou aprendendo rápido.

A performance não foi aquelas coisas. Na verdade, foi uma vergonha alheia em vários momentos. Acho que eu já falei que eu não fui com a cara da Haechan de franja desde o primeiro momento que ela apareceu, o programa deixou ela durar mais que o necessário por conta de uma personalidade mais engraçada que ela supostamente tem, então eu mal prestei atenção nela dessa vez. A Jiao melhorou suas partes, mas lembram da grande incógnita Kotone que eu comentei no primeiro parágrafo? Ela pode não ter interpretado da melhor forma, mas a letra do rap dela é TÃO boa tirando sarro da Mnet e dela mesma durante todos esses episódios que não tem como não gostar. 

Favoritas: Kotone Kamimoto

IU – My sea

Time: Xu Ziyin, Kim Chaehyun, Shihona Sakamoto, Li Yiman, Jeong Jiyoon, Shana Nonaka

Deixando o episódio um pouco de lado, que surpresa ver essa música sendo performada! É uma das minhas baladas preferidas do ano (e olha que eu sou péssima pra baladas) porque a IU me acertou em cheio com a letra dela, tão melancólica e que conversa tanto comigo. Provavelmente deve ter sido um desafio entender o que essa música significa e dar a interpretação certa pra ela, sem muita dramaticidade ou algo assim. Acho que ela deve ser sentida na alma, com um pouco de introspecção, e vai ser isso que eu vou levar como critério pra julgar quem me entregou a melhor apresentação dela. 

My sea tem notas absurdamente altas, mas nada que a Jiyoon não consiga alcançar. E ela solta um grito tão alto que até os grupos de nove integrantes, separados em outra sala, escutam. É aí que a narrativa da Mnet começa a trabalhar, dessa vez em prol da Shana, que também quer tentar a high note, mas se sente desencorajada até mesmo pra cantar as notas que tem costume, tudo por conta da presença da Jiyoon (lembrando que a Mnet nem dá bola pra Jiyoon, mas precisaram colocar uma japonesa constrangida com o talento de uma coreana). O papel de coach é incumbido a Chaehyun mais uma vez, o que já tá ficando meio chato de ver, mas nem essa “força” que deram pra ela é capaz de botar um pingo de coragem no coração dessa menina, e a edição faz o seguinte questionamento: será que Shana conseguirá cantar novamente?

O Hanbyul diz que não, se ela continuar cedendo pro amadorismo, e ainda complementa que o erro dela pode ocasionar o erro do grupo todo. Estranho… Por que a Mnet fez questão de passar duas coreanas antes da Shana rasgar um pouquinho a nota dela? Como eu vou saber se esse erro vai prejudicar o restante se eles nem se deram o trabalho de mostrar as outras meninas? A lição de casa foi praticar a nota até que ela consiga sair de forma natural, como se ela esquecesse da existência da Jiyoon e se superasse sozinha, até que ela estivesse tão boa que sua própria história a tirasse do posto de protagonista pra colocar a Jiyoon errando a sua high note. 

A apresentação foi bem bonita, é o tipo de música que a gente tem medo de que não dê certo, mas acaba tudo bem. Quer dizer, quase. Depende do ponto de vista. Rolou uma coisa esquisita aqui na hora dos jurados comentarem os destaques, talvez tenha sido cortado da edição final de propósito, mas não é bizarro todo mundo ignorar a Ziyin? Em uma música onde ela finalmente conseguiu mostrar sua voz de verdade, ela foi solenemente deixada de lado pra rasgarem a seda pra Chaehyun (que cantou bem e cresceu ao longo dos episódios, fique claro). 

Dá pra entender o que foi buscado aqui: algo que se assemelhe à pureza da IU quando canta suas baladinhas. Ninguém quer uma voz forte como a da Ziyin. Mas como eu disse lá pra cima, o que eu busquei na performance de My sea foi a conexão com o significado da música, e isso a Shana não conseguiu me passar, por exemplo. Ela treinou, mas a nota não saiu naturalmente (tanto que a câmera pegou ela fazendo o movimento de “onda” quando cantou). Já a Jiyoon, por mais que ela tenha errado a high note (pior do que no ensaio), me fez lembrar do discurso dela quando sobreviveu na primeira eliminação. “Me sinto perdida como uma criança na floresta”, é exatamente a sensação que a IU passa nessa música e a Jiyoon só queria provar seu valor, mesmo que a Mnet não tenha deixado. Como a Tiffany disse, não se pode definir uma boa cantora com base em uma única apresentação. 

MAMAI

Favoritas: Xu Ziyin, Jeong Jiyoon

2PM – My House

Time: Wang Yale, Seo Youngeun, Ayana Kuwahara

Antes de termos o “exposed” da Cai Bing pelo programa, a Mnet tentou vingar a história de “debochada e sem educação” com outra chinesa, a Yale. Ela, que brilhou na performance de Mic Drop na missão passada, viu em My House a vontade de se apresentar dentro do seu nicho, que é o canto. Acho que, assim como eu, vocês devem ter se sentido frustrados por uma garota tão cheia de atitude (como parecia, pelo menos) demorar tanto pra ter um enredo um pouco mais encorpado, então quando ela defendeu sua vaga de líder apresentando todo o currículo acadêmico, eu vibrei. Mesmo gostando da Youngeun. 

A coreana até tentou reagir, mas lá estava a Yale dividindo linhas e sugerindo harmonizações durante a música toda, porque o sonho dela naquele momento era produzir a música do trio. Não funcionou do jeito que ela imaginou: as duas estavam em tons diferentes, deixando os vocais meio estranhos. Corta pra Youngeun se desesperando por não terem nada pra apresentar pros jurados, enquanto a Yale “insiste” em ser boa nas escalas. E ela até pode ser, mas quem nunca teve uma ideia que deu errado no final? 

O pior é que tava ruim mesmo

Talvez essa situação fosse um prelúdio para a performance que a gente viria a seguir, mas ainda assim me pareceu um tanto forçado. Não é a primeira vez que eu vejo o Hanbyul pegando no pé da Yale, e agora nem foi tanto pela falta de vontade como aconteceu com Mic Drop (e aquele time todo tava muito desmotivado). “Olha só, você soa confiante demais e diz que estudou canto por sete anos, mas essas notas estão horríveis”, eu concordo, só que a gente tem dois pontos: 1) A Youngeun passou tempo demais discutindo o método ao invés de pegar na mão da Yale e achar um caminho melhor; 2) mais uma vez, o Hanbyul não apontou o que tinha de errado ali. Pode ser dissonante pra ele, mas não teve crítica nenhuma em cima. 

Bom, elas se reuniram e, estranhamente, cada uma falando o seu idioma (eu queria entender como elas se comunicam de verdade, tipo, a edição mostra uma chinesa falando mandarim, e a coreana respondendo em coreano, depois uma japonesa intervindo em japonês… Como que funciona? Elas têm um ponto no ouvido, alguém da produção traduz?). E, tão surpreendente quanto isso, quem foi a responsável por acalmar os ânimos foi a Ayana, plantinha que abocanhou um top 9 no episódio 2 e deixou todo mundo com cara de interrogação. 

Eu ri demais com essa cena aqui irmãs

Do caos, surgiu uma apresentação MUITO boa. Tiveram mudanças no arranjo da música que, inclusive, ficou bem melhor que o original. Eu fiquei apaixonada por essa versão acústica meio sexy, que só foi impulsionada pela interpretação maravilhosa de cada uma delas. A Yale tem uma aura sensual muito forte, e ela conseguiu explorar isso de formas diferentes nas duas missões, e a Youngeun canta bem. Ela foi bem esperta de pegar uma música mais vocal dessa vez pra tentar se destacar (e conseguiu, choveram elogios pra gata). Mas o maior destaque foi justamente a Ayana. Eu concordei com todas as coisas que disseram sobre ela, essa menina cresceu e encarnou um mulherão, é quase um crime ouvir ela cantando sobre se perder com alguém numa música suave (proibido sexualizar, hein?). 

Favoritas: Wang Yale, Seo Youngeun, Ayana Kuwahara

Little Mix – Salute

Time: Cai Bing, Yoon Jia, Risako Arai, Chiayi, Kim Hyerim, Moka Shima, Zhang Luofei, Kim Doah, Hana Hayase

Talvez essa seja a performance mais polêmica do programa até agora, em todos os sentidos, mas também, com bastidores tão conturbados, a forma como a Mnet conduziu o enredo desse grupo não poderia ser diferente. A palavra chave é Cai Bing, chinesa muito criticada pela internet por segurar boas posições por ser bonita, mas na real não vejo o problema disso. Outras participantes sobreviveram até agora por personalidades estranhas, seja chorando, se segurando na amiga famosa ou terem a personalidade de uma parede branca. 

Depois de tentarem muito com a Yaning, a Mnet viu na Cai Bing uma nova oportunidade de movimentar a história do reality. Como o Joe disse em um dos seus recaps, o sistema de células não teve o resultado desejado, desfalcando muitas coreanas, ou por saturação (muitos nomes a serem decorados), ou por falta de talento mesmo. Com o fim do sistema pra essa missão, foi preciso correr atrás do prejuízo e montar as narrativas certas pra que o grupo não perca a suposta característica de kpop (ou seja, com 3 ou menos coreanas envolvidas no projeto). Ela tava ali, pronta pra assumir o papel de líder por suas próprias competências (ela já foi dançarina e montou rotinas pra diversos artistas). Tinha tudo pra ser a SUA performance. 

É válido lembrar que, durante a divisão de linhas, todas concordaram com a Cai Bing, afinal a música tinha a “vibe” dela (palavras das outras integrantes). Só que, no episódio seguinte, parecia que tudo tinha desandado. É como se a Mnet pensasse: “temos uma chinesa competente demais aqui, hein…”. De líder, a Cai Bing passou a ser ditadora: “eu fiz a coreografia, eu sou a líder, essa apresentação é minha e eu mudo o que eu quiser!” Eu concordo com isso? Nem um pouco. Deram munição e ela usou. A Mnet previa coreanas machucadas, mas a Cai Bing acabou atirando em todo mundo. Dois coelhos numa cajadada (na visão do programa). 

Depois dessa cena, eu cortei meu cabelo igual ao da Cai Bing

Não sei se é por conta do tamanho do grupo, ou se a confusão interna tomou proporções maiores, mas… Nada aqui funciona. Nem vou entrar na questão do engrish porque isso é o menor dos casos (bem insignificante, na verdade); é só que a apresentação ficou muito morna, não mostra a força feminina que a letra promete e 99% da coreografia não conversa com a música. Tem meninas nesse grupo que eu gosto muito e não mereciam passar por isso. Nenhuma delas recebeu destaque como os jurados falaram no episódio (tanto que eu tive que pesquisar os nomes das envolvidas). Indiferença resume. 

Favoritas: –

Lee Sunhee – Fate

Time: Shen Xiaoting, Choi Yujin, May, Su Ruiqi, Kang Yeseo, Moana Yamauchi

Cara, tudo na formação desse grupo me dá preguiça. Na missão passada, a gente viu muitas meninas ditas fortes se juntando num único time, minando a confiança das demais competidoras. Aqui rolou a mesma coisa: Yujin escolheu Fate e a sua sombra foi junto, seguida da Xiaoting, Ruiqi e Yeseo. A gente já sabe que a May não tem vontade própria (como eu comentei mais pra cima), então ela basicamente vai onde a Yujin for, mas é como se elas fossem, subliminarmente, influenciadas a se juntarem. 

Com o status cansado de “Avengers”, o grupo só sai da sua zona de conforto depois de receberem uma crítica por parte da Sunmi, que disse que a coreografia parecia morta, cheia de movimentos vazios. Voltando um episódio, a gente acompanhou todas as participantes assistindo a um vídeo da música e se surpreendendo com a parte remixada, como se, quem escolhesse, teria a vitória garantida na missão. Não sei se isso acomodou as meninas, mas o fato de muitas integrantes do time serem do top 9 e estarem juntas deve ter influenciado na coreografia preguiçosa. 

Eu critiquei a postura da Sunmi no episódio passado, mas dessa vez achei a sacudida válida, porque isso resultou numa chuva de ideias muito legal. A proposta da Ruiqi, principalmente. Talvez a Mnet não permitisse, mas imagina só a Yeseo “morrer” na performance? Isso justificaria a prévia dos jurados emocionados no fim do episódio 6, mas o grupo se manteve num conceito mais leve, focando nas eliminações do Girls Planet 999 e como o fato de todas estarem unidas ali pelo destino. Eu dei uma brochada. 

“É só na performance!”

Eu gostei da apresentação, mas não achei pra tudo isso, não. Tipo o Kooyoung chorando, dizendo que não via uma coreografia tão linda assim há muito tempo, filho, é só você assistir uma performance wuxia que tem tudo isso aí. Mas sim, ficou bonito e todas foram muito certeiras nas expressões (umas mais que as outras), com destaque pra Yeseo, que provou todos os anos de atuação ali. Também foi válido por eu conseguir enxergar um outro lado da Ruiqi, eu tava bem cansada de ver ela entregar a mesma coisa todas as vezes que pisava no palco. Só acho que a performance não precisava ser cantada. 

Favoritas: Shen Xiaoting, Su Ruiqi, Kang Yeseo, Moana Yamauchi

Os resultados foram bem óbvios dentro da narrativa do programa, mas eu discordo de algumas coisas. Apesar de ter gostado muito de MA.FI.A in the Morning, eu colocaria My House e We Are no páreo, que também entregaram muita qualidade. Na verdade, os trios souberam trabalhar melhor as suas músicas e foram as performances que eu mais gostei de assistir (talvez por terem conflitos mais simples e menos rostos pra eu guardar na memória). Entre os sextetos, não tiro os méritos de Fate, mesmo ficando muito aquém do que foi julgado, mas My sea me emocionou de verdade. Os grupos de nove tiveram as diferenças mais visíveis pra mim. Apesar de não gostar da Dayeon e do programa ter usado isso como uma espécie de propaganda pra levantar a moral dela, dá pra ver claramente que o clima no time ajudou muito na apresentação final, diferente de Salute, onde umas cinco pessoas meteram o dedo na coreografia e deixou tudo sem personalidade. Enfim, né? O importante é que as performances tiveram um saldo positivo no fim das contas. 

No próximo episódio, teremos a segunda eliminação do programa, além de já dividirem os times para a terceira missão do programa (que deve ser a última). As integrantes foram escolhidas por meio do voto público e não tem limites de nacionalidades dessa vez, seria a Mnet buscando, aos poucos, uma hegemonia coreana no grupo final? O que importa é que a prévia das músicas são boas. E aí, será que a sua fave vai poder se apresentar com uma das faixas exclusivas do programa? 

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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