Tá ouvindo esse barulho? É o STAYC quebrando o tabu com Stereotype

N/A: Eu JURO que eu não copiei o Gui do Palpites Alheios, mas não tem como fazer essa piada velhooooooooooooooooo

Depois de meterem um pancadão retrô na estreia e um bubblegum pop em abril desse ano, o STAYC faz mais um retorno. Junto com o Weeekly, o grupo tá indo por um caminho diferente dos atuais girlgroups e servindo uma sonoridade mais acessível pra blogosfera, com cheirinho de adolescência. E a Coreia tem gostado, viu? Estranhamente, o grupo foi abraçado em solo doméstico e agora elas tão agarrando qualquer oportunidade de manterem os rostinhos grudados no imaginário coreano.

Dizem que o segundo comeback é o que define mesmo se um grupo vai vingar mesmo ou viver na sombra eterna da nuguzagem. Elas poderiam ter apostado em qualquer coisa aqui, entregar as fichas pra lançar um girl crush pesado e seguir a maré, mas aparentemente não foi assim que aconteceu. Pelos teasers, Stereotype parecia ser bem leve e descontraída, algo que conversasse com a idade delas mesmo. 

Se foi bom ou não, a gente só vai saber agora. Vamos dar uma olhada no MV antes.

Eu não acredito muito em teasers, ainda mais depois de ver uns visuais duvidosos (o que é esse cabelo da Yoon, sério?), então logo pensei que a música teria dupla personalidade e que a High Up tinha enganado todo mundo colocando as partes mais bonitinhas e inocentes pra gente ter a ideia errada. Mas Stereotype é isso aí mesmo, leve e descontraída, o que leva a crer que elas vão adotar essa sonoridade por, pelo menos, mais alguns comebacks. 

Não é uma reclamação. Na verdade, acho que elas estão lapidando ainda mais o que o comeback passado trouxe, já que é tão bubblegum pop quanto ASAP. Só que, dessa vez, o instrumental é mais refinado, e o Black Eyed Pilseung tem anotado os pontos a melhorar e aplicado nas músicas seguintes. Não sei se vocês lembram, mas os pontos que me desagradaram em ASAP foram as mudanças sonoras um pouco bruscas e a falta de espaço pra J cantar. Aqui, a gatinha soltou o gogó lindamente e, mais que tudo, Stereotype NÃO TEM RAP! Sério, os produtores têm lido os bloguinhos brasileiros e feito a lição de casa, até porque nem tem cabimento colocar rap numa música dessa.

Só o MV que tá um pouco… Blé. Talvez eles quisessem juntar várias ideias e, no final, ficou uma gororoba de histórias que não fazem sentido nenhum. O plot colegial é legal se a gente for pensar na letra da música, que é sobre o que a Cássia Eller falava muito, “quem sabe ainda sou uma garotinha…” enquanto corta pra elas com roupas adultas e questionáveis. É mais sobre se sentir grande mesmo com um coração de menina, mas o resultado final não ficou muito legal de se ver. 

Pelo menos Stereotype compensa muito como música. Não tem high note forçada, não tem fofura demais, nada aqui desafia a lógica ou enfurece a pessoa que escreve esse blog. Até as cores promocionais tendem a ser o mais natural possível, e eu gostei muito desse contraste verde e branco, não é algo que se vê com frequência no kpop. Ela quis muito ser uma versão mais fresh e crescida de ASAP e conseguiu, pegando esse finalzinho de verão coreano que emenda com a volta às aulas pra emplacar uma música de adolescentes reais com problemas de adolescentes reais.

Acho que, hoje, o STAYC é o grupo mais acessível no sentido de querer melhorar dentro dos seus limites. So Bad é boa, mas é muito gritada; ASAP já não tem gritos acima do tom, mas tem uma estrutura muito doida; agora Stereotype corrigiu os problemas do comeback passado e levou em consideração as mudanças que elas promoveram com ASAP. Isso dá a impressão de que o grupo está mais próximo do seu público e é uma jogada muito inteligente do Black Eyed Pilseung de fazer com que essas meninas sejam mais humildes. Stereotype pode não agradar a todos, mas faz valer a máxima do segundo comeback: elas acertaram e estão prontas pra entrar de vez no mercado da quarta geração. 

Escutem também: Slow Down

O triste mesmo desse comeback todo é o primeiro EP da carreira do STAYC ser tão xexelento. Todas as três músicas tem quase a mesma sonoridade, mas serviram pra mostrar que elas têm bastante versatilidade no quesito de dividir linhas. Se tem uma coisa que eu detesto é ouvir qualquer música e prever quem vai cantar (né, Blackpink), então foi um carinho pros meus ouvidos. Só não gostei muito das b-sides mesmo, acontece, tenho fé que o Black Eyed Pilseung vai ler essa review e anotar os pontos que me desagradaram como eu sei que ele vem fazendo. Escolhi Slow Down por ser a mais animadinha, e por ter a oportunidade de ouvir o STAYC cantando um tropical house com tanta confiança em 2021, como se esse não fosse o gênero mais bosta que o kpop já se apropriou. 

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

2 pensamentos

  1. Eu sou a pessoa q só descobre se a Coreia abraçou ou não um grupo por blog ou tweet, então to bem feliz em saber que os coreanos tão abraçando o STAYC porque eu não aguento mais música bate panela de blackpink baixa renda, que elas façam muito sucesso mesmo e aumentem o numero de nugus emulando esse som mais levinho

    Curtido por 1 pessoa

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