Brave Girls traz de volta o verdadeiro retrô que as velhas da fanbase queriam com Chi Mat Ba Ram

Finalmente chegou o dia em que toda a blogosfera entraria em polvorosa pra comentar um dos comebacks mais aguardados do ano. Não é Blackpink, não é Red Velvet; é o Brave Girls ressurgindo como uma fênix depois de se tornar um viral lá no finalzinho de fevereiro. A partir daí, foram só vitórias pras meninas: voltaram a promover Rollin, estamparam várias campanhas publicitárias e conseguiram grana pra continuar sendo um grupo. 

Agora elas são as novas candidatas a se tornarem as rainhas do verão. Com um mini álbum totalmente voltado ao conceito, o Brave Girls está de pé buscando seu lugar de direito: o topo dos charts. Será que elas conseguiram conquistar a Coreia do Sul novamente ou foi tudo fogo de palha?

Vamos descobrir assistindo ao MV de Chi Mat Ba Ram

Gente, eu preciso começar falando sobre o quão arrepiada eu fiquei com essa introdução. Ela imediatamente me transporta pra tempos mais simples do kpop, onde tudo era uma questão de midtempos sensuais e eletropops ensurdecedores. Nesse momento eu estou vivendo por essa introdução falada recheada de saxofones que parecia ser algo tão distante de ter um comeback, sabe? É uma sensação de estar numa realidade paralela.

Como música, Chi Mat Ba Ram tem todos os elementos de um lançamento coreano da segunda geração, o que mostra que o Brave Brothers não perdeu a mão no seu processo musical. E é muito satisfatório ouvir algo nesse estilo nos dias de hoje porque, apesar de ter todos esses elementos mais antigos, Chi Mat Ba Ram soa extremamente moderna. Elas conseguiram trazer essa vibe meio Sistar, meio AOA, o que me deixa muito feliz, pois o Brave Brothers não abriu mão do estilo que o consolidou na história do kpop pra experimentar alguma modinha furada. Pelo contrário: ele e o grupo apresentaram simplesmente a música do verão coreano. 

E o MV, né? O Brave Girls foi do lixo ao luxo aqui e, assistindo a essa “super produção”, eu só consigo pensar em como elas merecem desfrutar desse sucesso. A felicidade das meninas é tão contagiante que eu passei o MV todo sorrindo, porque deve ser a primeira vez em muito tempo que existe uma narrativa rolando aqui (em We Ride também tem, mas foi mais uma forma de aproveitar a falta de dinheiro e fazer tudo no melhor estilo DIY). E o grupo entrou tão de cabeça nessa de ressuscitar atos mais velhos que a gente consegue enxergar vários maneirismos aqui: a Eunji sensualizando enquanto lava o carro e a Minyoung bancando a salva-vidas são os maiores exemplos disso. 

Acho que esse comeback demonstra muita coisa: são lições de perseverança e de nunca esquecer de onde viemos. Eu enxergo esse lançamento do Brave Girls, com essa energia maravilhosa, como agradecimento a cada um que acreditou na história delas. E se ainda tinha gente achando que elas iam morrer como um golpe de sorte da vida, espero que Chi Mat Ba Ram tenha calado todo mundo de vez. A música tá fazendo o maior sucesso nos charts coreanos, consolidando o grupo como o maior acontecimento de 2021. É a revolução Brave Sound Drop It acontecendo e espero que todos os grupos sejam infectados por ela, mais cedo ou mais tarde. Acredito que isso ainda pague um segundo comeback em algum lugar do segundo semestre, ou seja: ou você engole o Brave Girls ou sufoca com o sucesso delas. 

Escute também: Pool Party (ft. E-CHAN of DKB)

Spoiler: o mini todo está excelente. Mas excelente no nível “eu salvei as quatro músicas na minha playlist”. O curioso é que a tracklist é toda influenciada pelo synthpop, ao contrário do single, e ainda assim existe algo aqui que consegue amarrar todas as faixas num conceito só, então é muito gostoso ouvir o Summer Queen em sequência. O Brave Brothers explorou diferentes conceitos de verão pras faixas, indo de um city pop wannabe a um retrô explosivo, é como se acompanhássemos o Brave Girls em um fim de semana quente. Pool Party, a b-side que está sendo promovida nos programas, é a mais funcional entre as três músicas do mini álbum e também tem um caráter bem segunda geração do kpop, me lembrando Someone Like U do Dalshabet. De quebra, enfiaram um menininho do boygroup da empresa pra emendar um rap e surfar na onda do Brave Girls. Não critico, o rap ficou bem legal e ajuda a criar essa atmosfera de “kpop velho”. 

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

2 pensamentos

  1. “ou você engole o Brave Girls ou sufoca com o sucesso delas”

    Olá, capopeiros que curtem traps lixosos, essa vai pra vcs, HAHAHAHAHA!

    Zoeiras e patadas de lado, as Garotas Corajosas tão tendo um ano e tanto. E repetindo: num ano em que os atos femininos de k-pop deram uma enfraquecida, essa fênix precisou sair das cinzas pra mostrar como se faz um bubblegum pop DE QUALIDADE.

    E que saudade do Brave Saint Tropez na intro!

    Curtido por 1 pessoa

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