Pacotão AYO GG | Melhores de Maio/21

Olha só, esse post tava programado pra amanhã, mas eu achei os dois lançamentos de hoje tão nada a ver que resolvi adiar pro blog não ficar parado. Espero que junho não seja um mês morno desse jeito. 

Muito bem, Pacotão! Sendo o melhor mês do pop asiático até agora, maio rendeu algumas das melhores músicas do ano e, finalmente, me senti desafiada a fazer um top 10. Mas antes, no melhor estilo Aquário Hipster, quero aproveitar e trazer uma pauta pessoal antes de começar a lista de fato.  

Maio foi o melhor mês do AYO GG desde a sua criação em dezembro do ano passado: mais de 3k de views e quase mil visitantes. E eu, que sempre imaginei chegar, pelo menos, em humildes 200, 300 por mês, to me sentindo uma celebridade. Em ordem, os cinco posts mais vistos foram:

– Minha lista de dez MVs preferidos (muito impulsionada pelo Dougie);

– Meu top 10 melhores músicas do GFRIEND;

– O post amargurado sobre o comeback do aespa;

– Relembrando as ex-participantes do SIXTEEN;

– E outro post amargurado sobre o comeback do Everglow.

Muito obrigada, de verdade! Apesar da correria de fim de semestre, os próximos meses serão mais tranquilos pra colocar as minhas pautas em dia, já que em julho eu entro de férias da faculdade e em agosto são as minhas férias do trabalho (30 dias dessa vez). Então continuem aguardando por conteúdos mais diferenciados!

Se você é novo por aqui, seguem as regras do Pacotão: 

– Parece óbvio, mas são apenas lançamentos FEMININOS da Coreia do Sul e do Japão.

– A lista contém apenas singles lançados em maio, reservando a grande lista de fim de ano pra juntar tudo (inclusive as b-sides) pra saber o que realmente foi bom durante 2021.

– Serão dez músicas em ordem decrescente, apenas com os vídeos acompanhando. Playlist só no fim do ano.

10. FEMM – Private Dancer

Sei lá, Private Dancer promete algumas coisas quando começa a tocar e, já no primeiro verso, o FEMM destrói todas as expectativas que eu tinha em relação à música. Não sei ainda se eu gosto da execução toda, mas é interessante como ela soa como os primeiros trabalhos das manequins usando todo esse EDM pesado, só que de forma mais madura, incorporando alguns elementos do eurodisco e do house noventista que me prendem a Private Dance o suficiente pra fazer essa música figurar aqui. 

09. TWICE – Kura Kura

Risos. Peraí, deixa eu me explicar. Eu continuo achando que Kura Kura é uma música média em relação a outros ótimos lançamentos japoneses do TWICE, mas eu ouvi esse refrão no Tiktok tantas vezes que eu acabei me contagiando com a energia que ele traz (a mesma coisa que aconteceu com ASAP no mês passado). E, por causa disso, eu consigo relevar os versos mais mornos porque, dentro de mim, eu encontrei uma justificativa: na verdade, eles dissipam a tensão que o “lost control of my heart and soul” orquestrado traz, mas ajudam a construir uma surpresa agradável, que é esse refrão mais explosivo. 

08. Nogizaka46 – Fingers crossed

Fingers crossed já tinha me conquistado pelo MV bem mais sóbrio e maduro, principalmente pelo Nogizaka46 fugir daquela premissa de um grupo gigante dançando em roupas fofas, mas a música ainda era uma incerteza. Apesar de ter uma sonoridade mais comum de grupo idol japonês, com uns pianinhos tocando no fundo e tal, acho que Fingers crossed é muito impulsionada pela história de racha entre duas ex-amigas (aparentemente) que o MV traz, sendo a trilha sonora perfeita de um anime ou dorama do gênero. É uma sensação de adrenalina e melancolia que eu ainda não tinha experimentado. 

07. Yuqi – Bonnie & Clyde

Desde o começo tudo que eu esperava da Yuqi está presente em Bonnie & Clyde: esse dark pop misturado com um trance house vindo das melhores danceterias dos anos 90 combinados com uma narrativa instigante e de final aberto foi o que de melhor a Cube extraiu dela. E, diferente do rockinho mequetrefe que foi lançado primeiro, deu super certo comigo. Os vocais da Yuqi combinam muito mais com esse estilo, onde ela consegue transitar entre o misterioso e o explosivo com naturalidade, além de ser inteiramente em inglês, mostrando que a bicha tem uma dicção invejável. 

06. Iori Noguchi – Haikei Hikousama

A Iori Noguchi é do =LOVE e lançou esse bop como parte do novo álbum do grupo. É impressionante como isso destoa completamente de qualquer proposta delas e do jpop médio em geral, entregando um garage rock experimental de qualidade. Não sei o que essa menina tá esperando pra meter o pé do grupo sem graça dela e se lançar como solista, porque Haikei Hikousama tem força o suficiente (tanto musical quanto conceitual) pra fazer barulho caso fosse feita por qualquer ocidental de “personalidade alternativa” por aí. Se você não conhecia essa música ou a Iori, fica aí a recomendação.

05. Heize – Happen

Com certeza, a melhor surpresa do mês de maio foi a Heize se render ao disco pop lançando Happen, tanto que rendeu um post solo aqui no blog de tanto que eu gostei da música. E se eu que não sou fã da Heize gostei tanto, imagina quem aguardou todo esse tempo desde quando ela assinou o contrato com a PNation? Pois é, a espera valeu a pena. Só a linha baixo de Happen é melhor que muitos comebacks desse ano, e ela sempre tá disposta a trazer vida à música mesmo nos momentos mais introspectivos dela. Deixar o alternativo um pouco de lado não é necessariamente perder a identidade, né? Uma ótima aposta da Heize em tornar seu som mais acessível.

04. fromis_9 – WE GO

E quem acertou também nesse mês foi o fromis_9 e sua viagem entre zeros e uns na genial WE GO. Dando o grande pontapé para o verão coreano de 2021, o grupo decidiu trazer também um disco pop pro seu comeback, só que de uma maneira mais refrescante. É uma música bem enérgica e feliz, ideal pra acalentar quem ainda sofre com os efeitos da pandemia. A forma como o MV foi montado ainda me arranca várias reações, é simplesmente maravilhoso ver as meninas aproveitando o verão no Photoshop, elevando essa estética a outro patamar, lançando uma maior proximidade com os fãs e utilizando um significado muito maior por trás disso tudo.

03. GWSN – Like it Hot

O que pode ser o último comeback da carreira do GWSN ganha a terceira posição do meu ranking de maio. Like it Hot exibe uma nova faceta do grupo ainda abordando seu conceito geral relacionado à lua, como se elas estivessem realmente mostrando um outro lado. Essa música é muito bem feita, quase uma aula de mixagem pra certos lançamentos por aí, e toda transição tem um porquê por trás. Tudo aqui é bem amarrado e conversa no mesmo tom, desde a sonoridade house mais etérea dos versos que viram um baixo maravilhoso no refrão até as pequenas explosões de sintetizadores. Esse pacote deixa Like it Hot charmosamente única. 

02. WJSN The Black – Easy

E se já não bastasse o WJSN salvando o kpop no finalzinho de março (na mesma posição, inclusive), agora temos uma sub-unit de gostosas mostrando como são gostosas no deep house finíssimo de Easy. Daí quero provar meu ponto, que comecei a discutir no dia em que essa música ganhou um post solo, propondo outra reflexão pra vocês: por que diabos isso aqui só tem cinco milhões de views? É literalmente algo que uma diva pop lançaria, por exemplo a Dua Lipa, ou qualquer grupo de alto escalão e hitaria facilmente. The Black serviu tudo (literalmente tudo) o que as gays gostam aqui e até um pouco mais com extrema classe, despontando facilmente como uma das melhores do ano todo. 

01. Rocket Punch – Ring Ring

E falando em melhores do ano, não teria como ser diferente. Ring Ring me conquistou desde o primeiro teaser e, de repente, eu me vi ansiosa por cada vídeo que a Woolim soltava. Até cogitei comprar o álbum pra ajudar a comprar uma marmita melhor pras meninas, mas espero que as views que eu dei estejam ajudando. O Rocket Punch conseguiu pegar um sample de Take on Me e transformar em algo ainda mais atemporal (se é que é possível). Só que, diferente da música do A-ha, que traz um ar mais melancólico, eu sinto uma onda de alegria me invadir à medida em que Ring Ring acelera até seu ápice. Tudo aqui é perfeito, até os vocais, que muita gente reclamou de serem agudos demais, me preenchem de uma forma que poucas músicas fizeram até hoje. É contagiante e me deixa muito feliz; é exatamente disso que eu to precisando nos últimos dias. 

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

3 pensamentos

  1. Curti bastante o treco das meninas do Nogizaka, até pq é raro esses grupos 46/48 lançarem algo genuinamente bom. E o destaque do MV vai pros vestidos estampadões que só dariam certo num MET Gala da vida (sdds desse baile). Vlw pela indicação!

    Curtido por 1 pessoa

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