Atos japoneses que passaram batido esse ano

E aí, gente! Quem me acompanha nas redes sociais (no Twitter, na verdade), sabe que eu tenho sofrido pra botar as pautas em dia. Eu to escrevendo uma review do último álbum do GWSN, mas simplesmente não consigo andar com ela, parece que tem alguma coisa me prendendo e isso tá me deixando frustrada. 

Daí, em mais uma tentativa de botar esse blog em funcionamento sem parecer que eu abandonei ou to fazendo as coisas de um jeito forçado, resolvi seguir o exemplo do Dougie e comecei a listar alguns jpops que foram lançados esse ano, mas não consegui comentar por algum motivo. Acompanhar jpop é difícil porque a agenda deles funciona de um jeito diferente e eu nunca consigo me acostumar, fora os trilhões de grupos e cantoras que existem por aí. Pensando nisso, vamos eliminar tudo num post só, assim a gente aproveita pra conhecer novas músicas juntos.

ATARASHII GAKKO – NAINAINAI/Freaks

Esse ATARASHII GAKKO não é novo, ao contrário do que eu pensava, mas parece que elas receberam um destaque por assinarem com a 88rising. Achei que eu não ia gostar dessa bobajada, mas até que eu me diverti. NAINAINAI é um trap hip hop com uma letra que conversa com qualquer jovem nascido e criado no século XXI, falando sobre todos os medos e anseios contemporâneos. 

Indo na contramão, Freaks tem suas influências no house noventista. Eu me surpreendi positivamente com essa daqui, apesar do MV ser uma groselha, tem bastante carga retrô envolvida. Vale a pena dar uma ouvida.

Black Pearl – Change Your World

Além da super divertida Koi Ochi Flag, o SKE48 se reuniu em uma unit exclusiva pra lançar essa Change Your World. A música quer ser muita coisa mesmo sendo só duvidosa, mas mais impressionante que isso é que a unit teve curadoria exclusiva da patroa. A Jurina escolheu a dedo quem deveria fazer parte desse lançamento por acreditar que as gatinhas são o futuro do SKE48 e vão dar o nome pelo legado que ela construiu na história. Ela pode tudo, e ainda tá belíssima no MV. 

NECRONOMIDOL – RITUAL

O Japão é muito forte no rock e seus subgêneros, e parece que a onda de bandas femininas tá em crescimento constante por lá. O NECRONOMIDOL não é novo também, mas talvez seja a minha primeira vez em contato com black metal japonês e a música é muito boa. RITUAL tem um orçamento minúsculo só que chega a ser imperceptível porque as meninas são bem performáticas, eu consegui imergir na historinha. Não sei se o Arthur gosta desse estilo em específico, mas acho que ele pode gostar de ouvir isso aqui. 

Morning Musume ‘21 – Ren’ai Destiny ~Honne wo Ronjitai~

Eu passei por essa música quando fiz as mini reviews dos álbuns do primeiro trimestre, mas ela é tão ruim que eu tinha esquecido. Não gosto dessas fritações eletrônicas do Morning Musume porque geralmente ficam horríveis, o que é o caso dessa aqui. 

Miku Ito – No.6

Juro pra vocês que eu achei que fosse a Atsuko Maeda e quase dei um gritinho até descobrir que é uma tal de Miku Ito. Mas a música não é ruim não, parece o encerramento de um anime bem fofinho de slice of life (o que não é verdade, é um anime de peitudas feito pra homens). 

Kana Adachi – No Make

Nossa, que delicinha! Me lembrou as fusões de jazz da aiko, só que com um timbre mais marcado. 

eill – Koko de Iki wo Shite

Essa aqui também tá muito boa. Tem um toque de jpop com os trompetes e tal, mas também se aventura num R&B contemporâneo que deixa a música com uma dualidade incrível. 

Yu Serizawa, DJ KOO & MOTSU – EVERYBODY! EVERYBODY!

Essa aqui fez um barulhinho na blogosfera por ser bem rave europeia dos anos 90, mas não sei se eu ouviria de novo. 

EMPiRE – HON-NO/IZA!!

Geralmente esses grupos da WACK são uma bagunça disfarçada de conceito (vide a porqueira do Anal Sex Penis que virou Anti Society Punks na surdina), mas o EMPiRE é o único deles onde todas as integrantes cantam bem, sem aquelas vozes sofridas. HON-NO é uma ótima música que mistura jpop com big beat, e eu achei o MV bem artístico. Aina, me perdoa, mas eu vou trocar o BiSH pelo EMPiRE. 

A outra música que eu curti foi essa IZA!!, mais pela ousadia do que o resto. Tipo, não é todo dia que um grupo da WACK vai te oferecer um house desse nível, então a gente precisa aproveitar. Dá pra ver que elas são meninas de carne e osso que se divertem fazendo música, e não um monte de manequins de uma loja alternativa qualquer de Harajuku. 

Rezem pra review sair, gente.

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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