Depois do cuspe inofensivo, o MAJORS mandou uma catarrada com Rain on Me

Um pouco mais de um mês depois do que seria um pré-lançamento e que, na época, ninguém sabia (acho que o pessoal da empresa tirou a ideia do chapéu na hora pra gerar mais buzz em cima disso tudo), o MAJORS está de volta com o que é seu debut oficial (se a ANS não decidir transformar em mais um pré-alguma coisa), carinhosamente chamado de Rain on me

“Mas tem que ser alguma coisa muito impactante pra ter outro post solo no blog”, defina impactante. Porque, pelo título do post, acho que dá pra saber mais ou menos do que eu achei dessa música, mas já aviso que precisamos nos desprender completamente da sensação que o título Rain on me passa, não tem nada a ver com o hit premiado da Lady Gaga. 

Dá uma olhadinha no MV.

Pra ser sincera, eu não lembrava muito do lançamento anterior, então fui ler meu post falando sobre. Agora, comparando as duas músicas, eu posso dizer que, sim: Spit it Out foi um cuspe inofensivo. Apesar de ser genérico e tender para o ruim, não tinha a intenção de machucar ninguém com o instrumental linear e contido, sua falta de refrão e estrutura estranha. Ela existe e é isso. 

Rain on me, no entanto, é uma bomba de catarro. E eu digo isso com a maior decepção dos últimos dias porque, quando eu dei uma olhada nos teasers, o saxofone me deixou muito gatilhada por lembrar remotamente aquela crocância do BESTie e daí veio a empolgação. Um grupo nugu emulando outro grupo nugu num instrumental safadíssimo direto de 2015. Podia não ter os micro shortinhos e o surtião por cima do cropped, mas resgatou uma lembrança em mim. 

Pois bem, saiu esse palavrão aí. Não gostei da camada de sintetizadores por cima do saxofone, achei bem agressivo e não combinaram direito, o que deixa tudo pior por algumas integrantes serem desafinadas e não cantarem no tempo certo. Fica meio agonizante ouvir esses versos, mas a gatinha do rap chega e, literalmente, salva essa música do limbo. É a única parte de Rain on me que lembra a esperança inútil que eu tive disso aqui algum dia se parecer com o BESTie porque o conjunto todo do rap é até bem semelhante a Excuse Me. 

Só que o MAJORS levou ao máximo a expressão “o que é bom dura pouco”. Quando eu me toquei, o refrão tinha chegado e a sonoridade dá um 180, caindo num industrial genérico e barulhento. O ponto positivo é que eu gostei da forma como o refrão foi cantado (e dele ser cantado num geral), mas a menina que era do falecido ANS come todas as linhas e cenas individuais, me causando uma sensação repetitiva. Não é nem como se fosse um solo dela, sabe? Talvez essa seja mais uma tentativa da empresa de hitar de alguma forma em cima da imagem dela.

Chuva de catarro. Vocês podem até discordar de mim, mas esse é meu veredito. 

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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