Revisita AYO GG | 2 de fevereiro de 2011

Revisita é uma seção do AYO GG dedicada a falar dos lançamentos de dez anos atrás pra gente se dar conta do tempo que passou, escutar uma música e falar “Já faz tudo isso???? Jesus, como eu to velho…” mesmo tendo 20 e poucos anos.

Estamos em 2021 e eu me dei conta de como seria legal colocar algo mais retrô no site, afinal, o ano de 2011 está mais longínquo do que nunca. O que você estava fazendo neste exato momento daquele ano? Eu tinha meus quinze aninhos e admitia pra mim mesma que eu amava jpop, por exemplo.

Mas em questão de lançamentos femininos na Ásia, o que será que rolou lá pra trás na data de hoje?

Koda Kumi – POP DIVA

Olha só! Demorou, mas uma j-véia finalmente fez seu hot debut aqui no Revisita, e não poderia ser ninguém menos que Koda Kumi, a Lady Gaga de todos os japoneses viados e bichinhas ocidentais (considerando que, na verdade, Kodão foi professora do gênero e correu para que a Gaga desfilasse na sua estreia em 2008).

Carregada de narcisismo, com uma letra pessimamente escrita e vocais ultraprocessados. Essa era Koda Kumi em 2011, depois de protagonizar uma polêmica a respeito de gravidez depois dos 35 e pausa nas promoções do álbum anterior. 

POP DIVA foi o último single que o Dejavu desovou antes que ela entrasse em um certo declínio comercial no ano seguinte. Sem abandonar sua essência de clubbangger, Kodão apresentou para o mundo um PV conceitual que tinha tudo, menos conceito. Numa espécie de Matrix de baixo orçamento, Koda Kumi é uma agente rica, bonita e famosa, que canta sobre ser rica, bonita e famosa em um dancepop carregadíssimo de autotune tal qual a moda de maquiagem esfumada da época.

No geral, POP DIVA é divertida e um passeio retrô para relembrar os bons momentos dessa parte do pop asiático que não serviam nada além de looks e boates com cheiro de Derby e fumaça de palco. Na época, isso aqui foi descrito como o filho entre Like a G6 e qualquer treco lançado pela Kesha: barulhento e viciante, como tudo que a música pop poderia oferecer em 2011. E não é por menos; o refrão é maravilhoso e ainda funciona no seu principal objetivo, que é fazer com que você se sinta uma diva das noites badaladas de Roppongi. 

Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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