Suposto grupo lança suposta música e concorre ao prêmio BOTY (bosta of the year)

Eu sei que tem outro comeback polêmico pra comentar hoje, mas vou me abster porque quero tratá-lo com o carinho que ele merece (e entendam isso como quiserem enquanto o post não sai). Por agora, vamos aproveitar o pequeno alvoroço em torno de um lançamento… Curioso? Inusitado? Singular? É… Algo nessa linha aí.

Já digo de antemão que eu não fazia ideia do que seja um KATSEYE, então, obviamente, fui pesquisar. Entendi que elas são um grupo formado pela Hybe (claro, como não seria) num desses milhares de programas que insistem em criar grupos globais que nunca vão possuir o apelo necessário pra fazerem o mínimo barulho nem na Coreia do Sul, nem fora dela. Vagamente, lembrei que até tinha uma brasileira envolvida nisso, mas que não passou no corte final. Será que a diva tá bem? Eu estaria sorrindo de orelha a orelha sabendo que não fiz parte dessa… Empreitada.

Como eu disse, grupos globais não colam comigo e, muito provavelmente, com ninguém, mas eles continuam surgindo. Tirando o XG, que é composto por japonesas que cantam em inglês e atuam sob os moldes do kpop (e elaborado por um velho esperto), fica muito claro o impacto nulo que as KATSEYE e as outras lá do VCHA (lol) exercem na indústria. Não se trata de achar que os letrapopes precisam se manter dentro dos seus próprios países, mas tenho a impressão de que as ideias por trás desses grupos são muito bobas, mal feitas, quase amadoras.

Gnarly, a “música” que saiu hoje, é um ótimo exemplo disso. Você coloca 18 compositores numa sala, acredito que muito bem pagos já que estamos falando da Hybe, e consegue ficar contente com esse resultado? Não consigo deixar de fazer analogias com um emprego “de escritório”: desde o mês passado, sou a responsável por um projeto de uma enorme marca de cosméticos e preciso entregar 13 lojas funcionando até a metade de maio. Eu recebo pra isso. Se chegar o dia e eu disser pro meu chefe que somente duas lojas estão prontas, o que vai acontecer comigo? Poxa, Rafaella, parabéns por entregar 5% do projeto com o prazo confortável de quase dois meses, tá promovida!

Seja uma estratégia para atingir com mais força os jovens estadunidenses usando gírias de forma deliberada, seja uma publicidade pro Elon Musk, seja lá o que isso for, ocupa um patamar que eu considero até preocupante. Sei que pode ser engraçado ouvir essas pirralhas vomitando coisas sem sentido, boba tea, gang gang, hottie hottie like Taki’s e etc, mas, argh, é muito triste e *frustrante* abrir um vídeo e se deparar com uma aberração que custou milhões de dólares. De uma empresa que, dizem as bocas por aí, é uma das quatro grandes do kpop. 

Se até os fãs que acampam no YouTube encheram a caixa de comentários indignados com essa bosta, então é porque é isso mesmo: uma bosta. Sei lá, só acho.

Bluesky | Twitter

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