Kpop, Random

Oito anos de MAMAMOO e o MV com a maior quantidade de pessoas duvidosas da história do kpop

Lembrete: Acho que eu nem preciso falar que eu não culpo o grupo por essa coincidência bizarra, né? Então tá bom.

Caso você tenha chegado ao kpop pelo menos nos últimos três anos, talvez não saiba do passado do MAMAMOO como um dos grupos mais diferentes do cenário na sua época de debut. A Rainbow Bridge World era uma empresa recém saída do papel quando resolveu lançar no mercado algo arriscado, mas que certamente faria com que fosse lembrada no futuro. E, mesmo que elas tenham apanhado dos charts no seu primeiro ano de vida, o MAMAMOO é muito lembrado de forma saudosista pelo conceito vintage que predominou nos primeiros lançamentos, com elementos típicos das músicas dos anos 1920 a 1950. 

Foi assim que Mr. Ambiguous surgiu. É um número R&B bem refrescante e sassy, dando um aspecto diferente e refinado pro verão de 2014; na mesma época apareceram coisas como Darling, do Girl’s Day, e Touch My Body, do Sistar que, ainda que as empresas não admitam, têm essa pegada retrô que o MAMAMOO estabeleceu no debut. Óbvio que o estilo chamou um pouco de atenção, mas os vocais do grupo era algo a parte, tanto que a estrutura de Mr. Ambiguous é majoritariamente formada por um piano e pelas vozes do quarteto. E a ideia era juntar uma galera conhecida na época pra tentar fazer o projeto estourar. 

Passou um tempão e o MAMAMOO caiu nas graças do coreano médio, homogeneizando o seu som pra algo mais pop e comercial. Mr. Ambiguous fez oito anos ontem e, aproveitando que eu to nessa missão de revisitar os lançamentos da década passada, acabei reassistindo o MV e esse tweet surgiu:

A conta que eu quotei errou, não são sete anos

Pensando nisso, além de prestar uma homenagem ao ótimo debut do MAMAMOO, resolvi surfar no hype do anúncio de um full álbum e um show comentando sobre esse fenômeno da RBW em prever o futuro e reunir a maior quantidade de mau-caráter num MV só. 

1. Bumkey

Bumkey é um rapper da empresa Brand New Music e faz os ad-libs em Mr. Ambiguous, além de ter colaborado em uma das músicas do projeto pré-debut do grupo. Impressionante que ele aparece literalmente no primeiro segundo do MV e eu pensei “acho que ele é ficha limpa”; pois não é. Meses depois do debut do MAMAMOO, Bumkey foi preso por porte ilegal de substâncias ilícitas, principalmente ecstasy. No ano seguinte, a justiça coreana o declarou inocente.

2. Jung Joonyoung

Esse daqui é mais recente. O canalha era vocalista e guitarrista da banda Drug Restaurant, além de radialista, ator e os caralho a quatro que a Coreia ama fazer com celebridades. No segundo 11, ele aparece como parte da staff do MV e fica hipnotizado com a beleza da Moonbyul se olhando no espelho. Em 2019, Joonyoung foi pego no escândalo da Burning Sun, junto com o Seungri e outros famosos (mais um deles aparece no MV, inclusive), e se aposentou da indústria após admitir ter filmado mulheres sem consentimento e compartilhado num grupo do KakaoTalk. Ele foi condenado a seis anos em regime fechado por isso e também por estupro. 

3. Lee Jonghyun

E falando nele… Jonghyun era guitarrista e vocalista da banda CNBLUE e no MV ele é nada menos que o Mr. Ehmehmoh sobre o qual o MAMAMOO canta. Acontece que ele também estava envolvido no escândalo da Burning Sun e no chat do KakaoTalk administrado pelo Joonyoung aí em cima. Ele não chegou a ser condenado, mas acabou saindo do CNBLUE depois das acusações.

4. Wheesung

O Wheesung não é bem um bandido, mas tem uns anos que ele abusa de propofol, um analgésico proibido na Coreia do Sul, sendo que a polícia já encontrou ele desmaiado duas vezes. Em Mr. Ambiguous, ele é o diretor do MV. Bom, pelo menos a direção ficou ótima.

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5 comentários em “Oito anos de MAMAMOO e o MV com a maior quantidade de pessoas duvidosas da história do kpop”

  1. Ainda bem que minhas meninas do Mamamoo já se afastaram das más companhias que poderiam levá-las pra uma vida de crimes.

    Mas verdade seja dita, as músicas delas nessa fase eram bem mais charmosas que as que elas lançam hoje (quer dizer, nas ocasiões em que elas lembram que o grupo ainda existe). Até “Um Oh Ah Yeh”, elas tinham uma assinatura musical única dentro do k-pop; claro que os vozeirões das quatro ainda diferenciam elas dos outros girlgroups por aí, mas hoje é a única coisa que ainda dá alguma identidade pro repertório delas.

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