Kpop, News

Fearless não é aquela coca-cola toda, mas o LE SSERAFIM até que fez um bom trabalho 

Edit 19/05: na época em que eu escrevi esse post, as acusações a respeito da Garam eram tidas como rumores, por isso eu uso o termo “pseudo-escândalo”. Hoje, porém, essas denúncias foram confirmadas por um escritório de advocacia contratado pela vítima e a HYBE aparentemente continua fazendo a sua especialidade: merda. Não apoio a posição atual da HYBE e muito menos as atitudes da Garam. Só queria deixar isso explicado.

Depois de socar o GFRIEND na rua, a Source Music, junto com a HYBE, finalmente debutou o seu novo girlgroup. O projeto foi muito aguardado pela fanbase, ainda mais quando, segundo rumores da época, a Sakura saiu do IZ*ONE com um contrato pronto com o Bang PD. Ela e a ex-companheira de grupo Chaewon ficaram responsáveis por aumentar o hype pelo debut até o limite, e a campanha de divulgação diária contou com photocards virtuais de cada uma das integrantes, junto com um pedaço da música. 

Enfim, o dia chegou e temos em mãos o LE SSERAFIM, nome bizarro que é um anagrama para “I’m fearless” e, como a HYBE adora inventar historinha, já disseram que elas fazem parte de uma lore da empresa (tipo a fanfic do Sooman na SM) onde elas representam os anjos. Mas, deixando essa bobagem de lado, os teasers todos pareciam muito bons e nem um pseudo-escândalo de bullying de uma das garotas conseguiu derrubar a expectativa pro grupo.

Animados pra descobrirem o que é Fearless depois de um monte de teasers? 

Já começo dizendo: que MV lindo! Sério, a direção dessa bagaça tá um primor, com os closes nos tempos certos e que apresentam detalhes de cada integrante pra que você, telespectador, grave bem o rosto de todo mundo. Gosto muito do jogo de câmera, alguns takes me remeteram a clipes filmados no finalzinho da década de 90 e começo dos anos 2000, com filmagens em 180 e uma espécie de fish eye falso, e isso deu um charme gigante pro produto final. É como se fosse uma releitura bem modernizada de No Scrubs, do TLC; não tem aquela parafernalha toda que o Y2K acreditava que seria o novo milênio, mas a essência tá ali, conversando super bem com essa geração de agora.

A coreografia é algo a mais. Eu gosto demais de coreografias ritmadas, e já nos primeiros segundos, somos agraciados com um jogo de pernas tal qual atletas de nado sincronizado. Eu sinto que isso tem potencial pra virar algo no Tiktok; o “bam ba-ba-ba-bam” é extremamente pegajoso, mas também tem status de icônico, e olha que é bem difícil eu falar isso de linhas onomatopéicas no kpop. É que funciona muito bem quando você ouve assistindo essa coreografia das pernas (ou a emulação de Envolver, da Anitta, que elas fazem mais pro final), mas, de tanto que se repete, acaba grudando na sua cabeça. E é bem gostoso cantar essa parte. 

Fearless também ganha pontos positivos por ser um girlcrush sem os elementos tão comuns de um número do tipo. Quando a gente pensa em grupos apostando no girlcrush, o que é a primeira coisa que vem na nossa mente? Sim, Blackpink. Virou um sinônimo tão negativo que a tendência é correr de músicas assim, mas o LE SSERAFIM conseguiu ir numa linha bem diferenciada e, no final das contas, traz um sentimento mais esperançoso. Conforme eu fui ouvindo, parecia que a HYBE queria, de alguma forma, homenagear o debut do miss A; se a gente for perceber, Fearless tem essa vontade de fazer do grupo as garotas da casa ao lado numa roupagem nova, assim como a JYP fez na ótima Good Girl Bad Girl. 

O problema é que a música se mantém muito presa no mesmo lugar. É como se, em determinado momento, ela passasse a correr em círculos, e isso pode ser meio entediante a longo prazo. Talvez Fearless passe a sensação de que seja muito mais curta e os produtores foram remendando trechos pra deixar ela com mais de três minutos, mas não culpo ninguém de ter escolhido as melhores partes pra usar na divulgação. Venderam o single muito bem e todo mundo achou que seria a revolução musical que o kpop tava precisando; não foi. Porém, nem por isso o LE SSERAFIM deixou de fazer um bom trabalho. É uma aposta (de um grupo de peso, importante destacar) diferente do que a quarta geração vem trazendo, e por ser um pop fácil, já me entreteve o bastante. 

Escute também: The Great Mermaid

Se você gostou ou não de Fearless, fica tranquilo. Acho que o EP faz o gosto de todo mundo porque as serafinas apostaram em várias sonoridades e acertaram em todas. É um ótimo produto de debut, explora a extensão vocal das integrantes de forma primorosa e mostrou que todo mundo ali tem gogó (pelo menos em estúdio). Foi complicado escolher uma recomendação porque até a intro é boa, mas fico com The Great Mermaid porque, mais uma vez, elas entregaram um número de mina fodona que não tem NADA de comum nesse tipo de música. Inclusive tem um instrumental eletrônico muito mais agressivo do que a title e eu amei isso. Não quero falar muito de tudo porque talvez eu faça uma review, mas o único defeito do EP é ser curto mesmo. 

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5 comentários em “Fearless não é aquela coca-cola toda, mas o LE SSERAFIM até que fez um bom trabalho ”

  1. Gostei muito da sua resenha, estava esperando haha.
    Minha favorita do álbum é Sour Grapes, mas todas são boas mesmo.

    O MV delas tava me lembrando um grupo, só não sabia qual. E não é que é o Miss A mesmo?? A estética delas na sala de dança me lembrou o Miss A.

    Mas sei lá, a música em si me pareceu comum demais pros teasers. Mas fico feliz em elas não terem ido pro lado blackpink da coisa.

    Mas o visual delas pra mim parece tão comum. Os grupos hoje em dia parecem tão iguais, as músicas tão iguais. Só a empresa e o nome que muda mesmo. Ainda bem que o IVE e o Stayc não seguiram nessa linha.

    Curtido por 1 pessoa

  2. Não tem jeito, essa música é a gêmea bivitelina de Tippy Toes, que por sua vez é derivada da sonoridade “sussurrada” das músicas da Billie Eilish (só que numa versão bem mais elegante). Não posso dizer que ficou uma merda, mas se eu disser que gostei estaria mentindo. Achei mais ou menos. Se tivesse um refrão impactante, eu até me daria o trabalho de salvar na playlist.

    Quanto ao grupo em si: elas me dão um ar TÃO Verdades Secretas… Toda essa “lore”/background de garotas da passarela com suas roupas glamourosas e sóbrias, os cabelões escorridos é tudo muito chic, muito refinado. E talvez por conta da novela (só estou levando a primeira temporada em conta, pelo amor) essas serafinas me remetem a algo muito… sei lá, sombrio. Quero dizer, a novela só acentuou essa imagem, porque a real é que já rolou caso do estilista? fotógrafo? da empresa ser pedófilo (ou algo assim), além da hiperssexualização das meninas (das quais duas são menores de idade! Uma tem 15 e a Kim Garam tem 16). A cena do MV delas no chão e botando a raba pra cima… Tenho certeza que aquilo era mais explícito e tiveram que cortar na edição por conta da repercussão internacional que geraram os teasers. Enfim, nada de novo no kpop e na indústria cultural como um todo, mas não deixa de ser preocupante.

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  3. Amo que a HYBE arriscou muita coisa nesse debut. Não sei se o MV chega ser um full sexy concept, até porque essas meninas tem rostos muito infantis, mas pelo menos dá uma bela raspada no que o sexy concept foi no k-pop (as aulas de xoxotada no chão da Hyolyn criando uma ótima geração na Coreia). E uma coisa que não vi nenhum comentário em lugar nenhum: Sakurão com pouco tempo de tela nele, mas acho que a empresa quis fazer isso justamente por ela já ser bem conhecida e não gerar inveja por parte das colhegas de grupo, como se não bastasse o belíssimo climão de metade do grupo ter saído do Produce 48. Quanto à música, ela é ótima, inclusive dá uma bela chupada em Famous, do Taemin, que não vi NINGUÉM da blogosfera comentar sobre a delícia na época de seu lançamento:

    Foi passando Famous quase que inteira na minha cabeça conforme essa Fearless rolava, e foi um ótimo resgate de sample da HYBE, então parabains a todo mundo envolvido nesse debut!

    P.S.: “Quando a gente pensa em grupos apostando no girlcrush, o que é a primeira coisa que vem na nossa mente? Sim, Blackpink.”

    Thank God que eu me libertei disso, até porque nem considero elas girlcrush mais. P/ isso, a YG teria que dar uma demo boa p/ elas gravarem, daí quem sabe elas voltam a esse posto? Inclusive, os 7 anos delas tão batendo na porta, bamos ficar de olho nisso…

    Curtido por 2 pessoas

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