Foi comprovado pela ciência que o sucesso do Blackswan é o nosso verdadeiro Armageddon, por isso ele não pode acontecer

O projeto da DR Music de criar um grupo infinitamente expansível tomou forma e ditou absolutamente todas as regras e costumes do kpop atual. Grupos atuais se espelham nelas, mas não adianta: não conseguem atingir os recordes alcançados durante uma carreira de sucesso. Elas foram as grandes responsáveis por revolucionar a música coreana e trazê-la para o ocidente; deram uma carreira para artistas hoje consolidados, como Lady Gaga e BTS. Levaram aquela feira do Sooman que ele chama de empresa à falência, junto com as fracassadas do Girls Generation, que nunca emplacaram um hit. O nome? Rania. Onde elas aconteceram? Na Terra B-846, um planeta semelhante ao nosso que só existe na minha cabeça.

A história de derrotas do Rania todo mundo já conhece: foi uma tentativa da empresa do antigo Baby VOX de expandir o kpop pra fora da Ásia, tanto que o primeiro álbum delas, em parceria com o produtor Teddy Riley, se chama nada menos que Teddy Riley, The First Expansion in Asia. Na época do debut, eu lembro de estar no colégio e esse papo de globalização rolava muito (apesar da ideia existir muito antes), e foi nisso que a DR Music mirou: um grupo com os olhos e a música voltados para o mercado internacional, assim como outros grupos como o Wonder Girls fizeram. 

Talvez o Teddy Riley estivesse esperando demais do projeto, como se ele realmente pudesse revolucionar o mercado fonográfico num beco qualquer de Seul com dois litros de Kisuco. O debut não deu certo porque era provocativo demais, e o Teddy deu a letra falando que o grupo daria muito certo nas mãos dele se a empresa fosse a SM, claramente desdenhando da DR Music, que era uma lavanderia com um sonho. Ele torceu muito pra que todas as meninas batessem perna dali o quanto antes, mas uns meses depois o segundo single, com a canetada do Brave Brothers, saiu do forno. O resto é história: foi um entra e sai de gente e umas três mudanças de nome, mas a DR não largou o osso do (único) projeto que prometia tirar todo mundo do buraco dez anos atrás. 

Tudo bem, uma longa introdução pra começar a discutir o bafafá que tá rolando nos últimos dias. Não faz nem um mês direito que o Blackswan lançou seu comeback, a crocantíssima Close to Me, e eu tinha comentado aqui no blog que essa poderia ser finalmente a tão sonhada globalização do kpop que o Teddy Riley idealizou, com anos de atraso. Mas, de repente, uma fanbase da Larissa, a integrante brasileira do negócio, disse que recebeu informações da família da menina dizendo que ela estava sofrendo daquilo que praticamente moldou o ano de 2021: bullying.

Desde o começo do Blackswan, eu me surpreendo com o fato da Larissa conseguir dizer um monte de coisas estando sob controle de uma empresa de entretenimento sul-coreana. Não sei se essa tradição ainda existe (me corrijam aí), mas eu lembro que grupos só ganham celulares próprios quando conquistam o first win, mas aí eu entro no Tiktok e dou de cara com a conta pessoal dela. Com isso dá pra entender que a DR Music tá pouco se lixando pro que acontece com essas meninas, já que quem deu a notícia foi um familiar da brasileira pra uma fanbase brasileira (só lembrando que, até o momento, a empresa não se pronunciou, olha o nível). 

Enfim, as informações seriam de que a Larissa estaria sofrendo bullying da Fatou, a outra integrante não-coreana do rolê, já que ela tinha apagado umas fotos com a senegalesa do Instagram, aquela coisa. Daí, a galera correu pra pesquisar vídeos onde as duas não se bicam e, assim, rolou um show de racismo aqui do nosso lado (o lado brasileiro, no caso) que foi péssimo de acompanhar. Até que a bonitona da Fatou resolveu botar a boca e escreveu um puta texto (que já foi apagado) expondo a imaturidade e desrespeito por parte da Larissa, como ter reclamado dentro da casa da família da Fatou na Bélgica que ela não via os próprios pais há tempos. 

Essa foi uma das situações que a Fatou fez questão de mencionar, mas ela também falou por cima sobre como todas precisam se adequar a Larissa, que ela é mimada, que ela sempre quer atenção, que ela era a responsável pelo “sucesso” do grupo (nessa parte ela não mentiu, desculpa) e mais uma caralhada de coisa que, no final, significa o mesmo. Esse pronunciamento da Fatou não faz questão de desmentir as acusações de bullying, aliás, ele até reforça quando ela basicamente diz que “a Larissa tem um monte de problemas mentais, por isso a gente trata ela assim”. 

Bom, foi tamancada de um lado, puxão de cabelo do outro e, novamente, tem uma coisa nessa história toda que NINGUÉM entende, que é não tomar partido. O kpopper, principalmente o brasileiro, precisa urgentemente parar de botar a mão no fogo por gente que nem conhece direito, e isso é uma coisa que o caso do Blackswan tá ensinando direitinho. Não vou falar que acho certo alguns trechos do pronunciamento da Fatou, mas também não concordo com a Larissa deixando o título de primeira idol brasileira (que, se a gente for ver, não vale porra nenhuma na Coreia) subir à cabeça e sendo uma estrelinha insuportável, só que tipo… É tão simples observar as coisas de fora, sabe? Ainda mais não se agarrando ao fato de ter uma brasileira envolvida nisso. 

Enquanto isso, a DR Music ainda faz a bixa muda pra ver o quanto esse barraco vai render pra eles no final, porque ainda existe a possibilidade de tudo isso ser armado só pra angariar mais views. É a cara desse açougue fazer isso, e eu não me surpreenderia se o Blackswan aparecesse no programa do João Kléber, de repente. É tudo tão quinta camada da deep web, sabe? A terceira ressurreição de um grupo de décimo escalão, liderado por uma ex-integrante do Stellar que só participou de uma música e viu o grupo morrer (e que se meteu na polêmica atual também por supostamente ser comparsa da Fatou na história toda), com outra coreana que só tá ali de corpo presente e duas meninas de fora que tão brigando pela internet. Sério, que situação… 

Se isso não for um indício pra DR Music esquecer de vez essa porqueira e fechar as portas… A maldição tá aí desde quando descobriram que a Lee Gai era uma quarentona pagando de gatinha no Baby VOX, não adianta, o Rania/BP Rania/Blackswan não vai acontecer. E se acontecer mais um rebranding, a gente já sabe o que nos aguarda. 

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

3 pensamentos

  1. Léia nossa Hyunjoo brasileira kkkkk gente que palhaçada essa situação viu, depois de séculos esperando um comeback as duas bonitas resolvem brigar na Internet atacando uma a outra, no fim a empresa fundo de quintal chuta a bunda das duas e debuta aquelas coitadas lá que tavam disputando uma vaga no blackswan, re-debut pronto pra 2022, e Léia volta pro Brasil pra ser subcelebridade e garantindo sua vaga no VIP do próximo bbb

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