Close to Me é o Blackswan a caminho do seu auge como um grupo global… Depois de 10 anos e 800 mudanças de identidade

Leitor: você sabe o que é um Blackswan? Talvez você não conheça com esse nome, mas se eu te falar sobre o Rania… Veio um calafrio na sua espinha, né? Pois é, o AYO GG ainda não estava vivo quando tivemos a simbólica morte do Rania festejada em um EP que dava tchau ao grupo com o rock fabuloso de Tonight. Eu celebrei muito essa música no ano passado; parecia que a DR Music estava se atualizando enquanto ia de contramão a todos os outros debuts. 

O medo do futuro com a saída escandalosa da Hyemi (única integrante que vivenciou os três rebrandings do grupo) foi inevitável, mas de repente elas apareceram com alguns teasers e botaram o quinto escalão do kpop pra ferver. Mesmo sem esperar absolutamente nada além de um Tampico de laranja e um pão com mortadela, resolvi divulgar as gatas porque as views tão desesperadamente lentas (cadê a fanbase brasileira que adora adotar grupo flopado???)

Preparados pro que vocês estão prestes a ver?

Tá, se você que tá lendo realmente não sabe quem foi o Rania, eu explico: o grupo surgiu em 2011, vindo da mesma empresa que lançou o Baby VOX (na verdade, elas seriam uma terceira geração do Baby VOX, pra você ver o BURACO de onde saíram essas meninas), precursoras da primeira geração do kpop. A ideia era que o Rania fosse um grupo globalizado, produzido pelo Teddy Riley (tanto que o primeiro álbum delas ridiculamente se chama Teddy Riley, The First Expansion in Asia). Esse esquema não durou muito: o debut norte-americano não aconteceu, o Teddy saiu fora “mesmo gostando muito do Rania” e o resto foi só fracasso. 

Dez anos depois e chegamos ao Blackswan, que fez o trabalho sujo de “matar e enterrar” o Rania. Na prática, o (re)debut não foi exatamente um corte de laços, já que o álbum tá cheio de remixes de músicas antigas; é como encontrar uma caixa lotada de coisas de um ex e reviver histórias com um gosto amargo. Apesar de ter gostado muito de Tonight, o meu medo é que a DR cedesse ao plano de adicionar mais um monte de garotas depois que a Hyemi foi chutada. Eles até cogitaram fazer audições (não sei como ficou), mas isso teria efeito contrário a matar o Rania. 

Felizmente, o que Close to Me traz é um quarteto redondinho, dentro das suas limitações de empresa de barril. O house frito e datado dá um charme à coisa toda, e isso me fez perceber que elas sabem trabalhar muito bem essas sonoridades mais vencidas. Se Tonight me lembra a cafoníssima Can’t Be Tamed da Miley Cyrus, Close to Me acaba sendo tudo o que o ITZY quis fazer e não conseguiu: uma música descontraída, bagaceira, que não se leva a sério em nenhum minuto, referenciando muito os lançamentos mais velhos da indústria coreana (e fazendo a alegria das pocs mais velhas da fanbase).

Destaque positivo para a Fatou, e como a DR trabalhou a gatinha nesse comeback. É muito diferente da função de featuring que a Alex fazia na época do BP Rania (o segundo revamp dessa porra), onde ela aparecia pra dar uns papapum e depois ficava no cantinho do palco. Aqui, a Fatou janta a música toda e as coreanas meio que se juntam a ela, todas curtindo o ótimo flow. Já a Leia não canta tanto, mas serviu de visual durante o MV todo, controlando os tempos de tela e entregando um carisma gigantesco. Enquanto isso, as coreanas Judy e Youngheun ocupam as partes do refrão. O resultado é muito além do esperado. 

Eu sinto que a DR tá no caminho certo com o Blackswan. Tudo bem que precisaram testar o conceito por UMA FUCKING DÉCADA (e provavelmente perderam muito dinheiro no processo), mas eu admiro a coragem de tentar pela terceira vez, em meio a uma pandemia, ressuscitar um grupo que tinha tudo pra dar errado de novo. O importante é que, dessa bagunça toda, Close to Me conseguiu nascer, faltando só a fanbase brasileira fazer a sua parte e encher a menina Larissa de streams. Quando tudo isso passar, quero ouvir essa num point kpopper, tipo o Tropical Butantã #ComeOBrasilBlackswan.

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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