Só as pessoas inteligentes entenderam RING X RING do Billlie… E eu não entendi

Sim, era pra esse post ter saído ontem, mas eu tive um probleminha com o computador e quase desisti da pauta. Só que parece que o debut de um grupo chamado Billlie tá causando um certo alvoroço aqui na blogosfera fundo de quintal (só por aqui mesmo porque lá no Twitter…). 

Billlie é a nova aposta da Mystic Story, uma empresa que faz parte da SM Studios e toma conta de outras empresas menores, como a Mystic89. Um puta rolezão que, no final, se resume à SM estando por trás do lançamento de um grupo B com um nome extremamente duvidoso e uns teasers que também não ficam muito atrás. Como essa novela já tem um tempo, eu meio que perdi o hype e desencanei do debut (na verdade não foi só eu). Mas chegou o dia e a representante desse blog vai dar o (des)prazer da sua opinião a quem lê.

Vamos dar uma espiada no MV.

Tá… Definitivamente temos a primeira música. Tem alguma coisa rolando aqui, algo que ultrapassa a linha do senso comum e que eu não enxerguei, mas as primeiras três palavras que eu tenho pra descrever RING X RING é: eu não entendi. Eu não entendi o que tá acontecendo, e eu digo isso não de partes isoladas da música ou do conceito usado, é a respeito do produto TODO. 

É importante falar que, rolando o feed do WordPress, eu encontrei quase uma discussão ao vivo entre os blogueiros. O SRSLY K-POP levanta o questionamento, o Aquário Hipster dá uma resposta que *só* parece neutra, o Miojo Pop escracha, o Pop Asiático.jpg defende e o Gosto Meu enterra o cadáver de vez. Não lembro de ter visto um lançamento tão dividido esse ano, mas todo mundo teve uma opinião. E quando você ouve algo e não sabe o que dizer?

Essa sensação é bizarra. Eu escuto RING X RING e minha mente vira só uma massa cinzenta porque, ao mesmo tempo que a gente tem um pancadão na sua essência, a música tem uma estrutura muito doida. É linear e incômoda, de propósito ou não. O instrumental é composto basicamente de uma sirene escandalosa e um sintetizador bem ritmado e, ao invés das integrantes darem corpo pra ele, elas SEGUEM. Praticamente todas as notas seguem o instrumental, que já é desconfortável; é como se eu tivesse em uma paralisia do sono sem conseguir esboçar uma reação, não porque é necessariamente ruim, mas porque é uma maluquice quase inacreditável. 

Agora, mesmo que eu não consiga dar uma opinião concreta sobre a qualidade da música ou se ela vai crescer comigo um dia, isso não tira a prepotência da coisa toda. Como eu comentei, o MV deixa a entender que tem alguma coisa acontecendo, que existe uma história por trás e que vai se desenrolar conforme os lançamentos, mas… Sério que o MV é 80% delas dançando em estúdio? Sem explorar quase nada da casa e as possíveis entidades que existem lá, sem levantar uma teoria do que é de fato um Billlie, se a sirene tem alguma relação com o “sino que toca” que elas cantam na música e um despertar de consciência, sei lá… É aquilo, muita propaganda por nada. 

Mas é isso, ainda não sei dizer se a Miyu fez bem em pular fora pra vender Jequiti no Japão, se elas vão flopar, se vão ser uma promessa pro próximo ano, se a irmã do menino do Astro finalmente se vingou de quem tirou sarro dela no Unpretty Rapstar… Só sei que temos esse elefante branco e vai ser interessante ver como a fanbase vai digerir RING X RING ao longo dos dias. Já a empresa deve ter um conceito na manga; não quero que elas lancem a próxima Tweaks, nem nada do tipo, mas com o LUCY lotando uma casa de shows lá na Coreia, já dá pra brincarem melhor com as teorias.  

Escute também: flipp!ng a coin

Antes de falar do EP do Billlie, eu tenho duas observações que são importantes. 1) FINALMENTE algum grupo que soltou uma capa de álbum sem a maldita fonte serifada que todo mundo tá usando esse ano. Sério, o kpop normalmente se apropria de umas coisas legais, mas os pancadões e essa tipografia foram meus inimigos esse ano; 2) o design tá incrível, trazendo a REAL sensação de se ter algo vintage, inspirado nos pôsteres de filmes trash, o que, de certa forma, consegue devolver minha expectativa em cima da exploração do conceito. Ditos os dois pontos, esse EP de nome esquisitão é tudo e nada ao mesmo tempo. Ele quer se vender como “experimental” usando algumas faixas de token, e também como destoante da proposta do single, tentando ser divertido, sendo que no final o resultado é bem mais ou menos. Dessa leva, eu fico com flipp!ng a coin porque, além de ter me causado uma sensação VERDADEIRA sem que eu dissociasse umas três vezes, ainda atua como a prima pobre e feia de Pose, do Red Velvet. 

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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