LIGHTSUM é mais um grupo antecipando datas com uma derivação do falecido IZ*ONE chamada Vivace

A essa altura, eu já deveria estar acostumada com a escola Cube de gerenciamento de artistas e lançamentos musicais, mas eu não fazia ideia de que o LIGHTSUM tinha um comeback marcado pra hoje. Não sei se é porque o grupo é tão inexpressivo assim a ponto de não despertar mais meu interesse depois de um mês que eu elogiei o debut delas, ou se a Cube realmente perdeu a mão no marketing. Pode ser uma mistura dos dois.

Bom, pesquisei os teasers pra entender se valia a pena fazer um post solo pra um grupo assim e resolvi dar uma chance pra, quem sabe, elas receberem um pouco mais de atenção com a minha divulgação gratuita. Fato é que a Cube tem usado o LIGHTSUM como instrumento pra abafar os problemas internos do (G)I-DLE e surfando na onda da Yujin, contando que ela deve debutar no grupo final do Girls Planet 999. Assim surgiu Vivace, que tem umas coisinhas em comum com outro grupo filho de reality.

Vamos dar uma olhadinha no MV antes de dar os pitacos.

Estranho a Cube tentar esse som mais etéreo, é algo que não combina com o catálogo da empresa. A gente viu grupos como o 4Minute crescerem na base da bagunça, com a própria Hyuna refinando essa identidade pra algo mais forte, e isso meio que ditou as regras pras novatas que vinham ano após ano. Todas se espelhavam na Hyuna, queriam ter o timbre da Hyuna e ser cuzuda igual a Hyuna. Só um grupo escapou de virar um holograma do 4Minute (pelo menos por um tempo): o CLC. Sim, o CLC que morreu tragicamente. 

Com isso, dá pra imaginar um cenário parecido com o LIGHTSUM, onde a Cube tenta experimentar coisas diferentes até encontrar uma fórmula que dê certo (ou seja, o Hyunagate que eles ainda não superaram). Isso não é necessariamente ruim pra um grupo rookie. Elas são novas e é super compreensível que tentem experimentar sonoridades; na verdade, acho saudável que aconteça agora, já que o CLC desandou depois de um bom tempo e tentaram arrumar a cagada tarde demais. Não parece ser o caso aqui (ou talvez seja muito cedo pra falar).

Eu até gosto do que rola em Vivace. Tem tudo pra ser mais duradoura comigo do que o debut, apesar de ter uma estrutura mais previsível. Parece que os vocais se destacaram mais, principalmente os da Chowon, que era uma promessa desde quando foi anunciada na line-up do grupo, mas que ficou extremamente apagada em Vanilla. E, já puxando o gancho, Vivace lembra tanto as titles de alguém… Alguém que chama IZ*ONE, né? Um house purinho direto da discografia das moribundas. Finalmente a Chowon fez justiça com as próprias mãos, ainda que o LIGHTSUM pareça uma presepada.

Vivace tem um instrumental mágico, cheio de pequenas explosões e momentos de clímax, certamente uma música bem mais simpática do que a loucura que rola em Vanilla. De algum jeito, mesmo que elas não chamem atenção na Coreia, parece que o grupo tá buscando seu espaço dentro do nicho de novinhas fofas que anda se formando com o Weeekly e o STAYC. Não espero nada da Cube, mas torço pra dar certo. Matar qualquer chance de montar uma identidade pra cantar uma demo do IZ*ONE depois do que rolou com o debut já dá um saborzinho de vingança pro 13º lugar que a Chowon ganhou como consolação. Como resposta, ela adiantou o dia de finados pra avisar que tá mais viva do que nunca.

Escute também: You, jam

Diferente do debut, ganhamos duas músicas inéditas além do single. Não tem nada de especial, são três faixas bem diferentes uma da outra, aquele negócio de mostrar várias personalidades que esses grupos mais novos se propõem. Além de uma reinvenção de Vanilla, temos You, jam, um teen crush eletrônico que soa como “o ITZY num dia bom”. Nada aqui vai mudar a vida de ninguém, mas pelo menos a gente recebeu um número despretensioso que, provavelmente, vai servir diversão e acalento nos dias em que o kpop estiver duro de suportar. 

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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