Oh My Girl foi abduzido pelo ET de Varginha em Dun Dun Dance

Semana passada foi péssima pra lançamentos (vocês podem ver pela Xepa que eu postei ontem, foi realmente só o fim da feira), mas hoje começa de fato o mês que promete dar uma agitada no cenário, trazendo grandes e aguardados nomes de volta aos holofotes. Veja bem, *promete*. Por isso eu fui assistir a nova do Oh My Girl com as expectativas lá embaixo. 

Depois do smash inesperado do ano passado (se bem que a gente não pode mais falar sobre o inesperado depois do Brave Girls ter viralizado), o Oh My Girl era um grupo muito esperado pela galera, até pra ver como elas continuariam pavimentando esse sucesso que elas tiveram desde a participação no Queendom. Dessa vez, elas voltaram com Dun Dun Dance e… 

Enfim, como será que tá isso aqui? Vamos dar uma olhadinha.

Desde quando o TWICE apareceu com um conceito intergalático e transformou naquela farofada, eu tenho um certo receio de tudo que segue a mesma linha se torne uma Signal 2.0. Felizmente, não foi o que aconteceu aqui. Esse deve ter sido um dos MVs mais bonitos que eu vi esse ano, sendo que algumas cenas me remetem muito ao 4 Walls (ícone referenciador). Os efeitos de câmera também são muito bons e conversam com o conceito todo, essa coisa de “viagem” que dá uma certa característica de algo fantasioso e longe da realidade. Bem extraterrestre mesmo, no sentido literal da palavra.

Eu só acho uma pena a música não ter funcionado comigo, mesmo sendo inofensiva. O refrão é bem chiclete assim que escutado pela primeira vez, o que faz com que a música grude da mesma forma que Nonstop (e, principalmente, Dolphin) fez no ano passado. Mas é isso: o refrão é uma das únicas partes que dão certo em Dun Dun Dance. Ainda bem que o grupo melhorou bastante no vocal como um todo e conseguem carregar a música de ponta a ponta sem depender da Yooa ou da Seunghee. 

Mas vamos falar de quebras de expectativa. Todos, eu disse todos os raps da Mimi são muito mal encaixados e tiram muito da minha experiência com a música. Sei lá qual é a pira do kpop de enfiar rap em tudo até onde não precisa, e aqui é um caso onde esse rap é totalmente dispensável. Até as partes em que ela canta precisaram colocar um break no meio, ou seja: não funciona. Tenho a leve impressão de que Dun Dun Dance seria um número disco muito mais aproveitável se trabalhassem melhor as partes da Mimi sem necessariamente tornar isso um rap. 

Antes do lançamento, eu li que o Oh My Girl sente muita pressão por estar voltando depois do sucesso enorme que Nonstop fez e, somado ao fato de que a música não tem uma produção tão boa quanto poderia, eu até entendo porque eu cheguei ao vídeo sem esperar muito. Mas acho até bom que eu tenha feito isso porque, apesar dos defeitos, Dun Dun Dance não é tão ruim quanto o que os girlgroups andaram lançando ultimamente. Na verdade, chega até a ser um respiro depois de tanta lacração industrial. Eu espero que esse contraponto faça com que o Oh My Girl continue recebendo a devida atenção na Coreia do Sul. 

Escute também: Who Comes Who Knows

Por outro lado, o novo EP do grupo está PAVOROSO de tão ruim, me lembra muito a frase icônica do Rodrigo de que “existem bombas piores que a discografia do Oh My Girl”. Eu fico meio triste, porque eu fiz uma review do EP anterior e ele é bom, não entendi como perderam a mão nesse, se são os mesmos produtores… Todo mundo sabe que a maioria das músicas dos álbuns de kpop costuma ser descartável, mas, tipo, o que aconteceu aqui? Dear OHMYGIRL conseguiu a triste façanha de ter uma única sonoridade e trabalhar ela da pior forma possível, de músicas de cafeteria a músicas incompreensíveis. Eu consegui esboçar as piores reações possíveis enquanto escutava isso: sono, raiva, desprezo, indiferença e ??? (que eu considero a pior de todas). Vou destacar Who Comes Who Knows pelo simples fato de ser a mais “diferente” da proposta da tracklist, mas eu nunca mais quero ouvir esse EP na vida porque ele me fez cogitar a resenhar o álbum do ITZY no lugar dele. 

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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