LILAC traz de volta a estética sonora retrô do ano passado – e claro que vai hitar, pois foi a IU que lançou

Eu já tinha esse post montado na minha cabeça desde o anúncio da tracklist do novo álbum da IU. Era um single duplo, então já estava pronta pra falar dos dois num post só, criando teorias mirabolantes na minha cabeça pra conectar as duas músicas. Até eu perceber que o segundo single vai ser lançado amanhã.

Daí me enfezei e decidi soltar a review de LILAC hoje mesmo (e Coin que lute com uma nota de rodapé no domingo, eu já não tinha gostado tanto da música mesmo). E vai ser até melhor que LILAC brilhe sozinha aqui, isso porque a IU decidiu deixar as baladinhas xoxas de lado e mirar em algo que as gays aproveitem mais. 

Pois então vamos dar uma olhada no MV.

Eu fico até aliviada em falar bem da IU aqui no blog, porque eu sinto que não gostar de absolutamente tudo que ela lança é sinal de desrespeito à história do kpop. Mas eu nunca tive uma identificação forte com a IU, sabe? Não é uma artista que eu lembro de ouvir no meu dia-a-dia. Então, com o teaser de LILAC, eu tive certa conexão com a música, mesmo que não tenha sido tão intensa. 

Mas a verdade é que LILAC é uma ótima música de primavera. Vocês conhecem body splash? É tipo um perfume mais refrescante que não fixa tanto na pele, não é tão pesado. Eu senti como se essa música fosse um body splash com cheiro de lilás perfumando todo meu corpo porque, apesar de ser a tentativa retrô da IU, ainda existe um toque leve por trás, talvez pelo timbre suave da voz dela. Esse conjunto faz com que LILAC seja as boas-vindas perfeita para uma nova estação.

E, falando em estação, a forma como a IU brinca com a representação de transformação que isso traz é muito bonita. LILAC seria o último lançamento da cantora dentro dos seus vinte anos, e isso explica porque toda a história da música se passa dentro de um trem, com cada um dos seus títulos anteriores representando uma plataforma diferente. A IU logo mais será uma trintona (de acordo com a idade coreana), então é como se ela crescesse e desabrochasse como uma flor diante dos nossos olhos. 

Sendo assim, LILAC não é uma música de amor destinada a outra pessoa. É uma declaração de amor e despedida para si mesma, e seus vinte anos que estão prestes a acabar, e como ela traz vários aspectos da primavera pra conectar à expressão “primaveras”, que é completar mais um ano de vida. Não é interessante como a primeira plataforma da estação seja, justamente, The Spring of Twenties? E não é interessante também como ela se sente alegre em terminar esse ciclo?

LILAC é uma música de batida melancólica como um fim de tarde descansando debaixo da copa de uma árvore, assim como nas partes animadas do MV em que ela enterra uma espécie de cápsula do tempo num cenário parecido, embalada por sintetizadores e baterias eletrônicas, além de um saxofone nos segundos finais. É uma composição agridoce que lembra alguns lançamentos do city pop, gênero que foi referenciado talvez de maneira proposital justamente por essa característica mais nostálgica. 

No final, IU está sozinha no seu destino, percebendo o quão fantástica foi essa jornada. Descabelada, com as roupas fora do lugar e cheia de pétalas, ela espera pelo seu próximo trem sem saber exatamente o que vai ser dali pra frente, mas a curiosidade pelo futuro brilha diante dos seus olhos à medida em que os faróis se aproximam. E, resumindo de maneira fantástica o conceito, LILAC se encerra com a frase “a primavera é curta, mas ela sempre chega de novo”, deixando a lição de que todo ciclo é florido, não importa quantas primaveras você tenha completado.

Escute também: Flu

Não quero falar muito do álbum em si porque vai ter um Comercial sobre ele, mas é bem interessante como LILAC junta todas as personas da IU em dez faixas. Flu é uma faixa do lado divertido da cantora que, ao mesmo tempo em que é clichê por se declarar doente de amor, ganha vida com toda a interpretação de alguém que realmente parece gripado, com vocais cansados e até mesmo fanhos. O fato de Flu ter ganhado uma espécie de teaser também ajuda a imaginar para onde essa música leva a gente, com uma coreografia cheia de dores, espirros e febre. Ela deu o nome em prol do entretenimento aqui, gente. 

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

2 pensamentos

  1. Eu também não me conecto muito com a IU, eu acho ela um amor no pouco q vi dela e entendo toda a importância dela como cantora, mas acho uma grande parte das músicas dela bem chatinhas, acho q o que eu mais ouvi dela foi twenty three e umas músicas do palette e só mesmo, mas eu essa música é tão gostosinha q eu to escutando ela sem para (pelo menos hj enquanto to estudando, se vai durar mais de uns dias só deus sabe)

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