Pacotão AYO GG | As 100 melhores de 2023 (25-11)

Mais uma parte do ranking, a última antes do importantíssimo top 10 e que eu não consegui postar a tempo no dia 30. Aqui constam as músicas que realmente lutaram por uma posição até o último segundo, por pura subjetividade da minha parte (e um detalhe ou outro que foram decisivos). A sua fave não nadou o bastante e acabou morrendo na praia? Quem será que ficou na boca do gol? É o que vamos descobrir. 

Aliás, vou fazer igual ao Lunei e deixar dicas sobre as dez faixas mais boazudas: são oito coreanas (seis grupos e uma solista), uma japonesa (grupo) e uma chinesa (solista). Sim, a conta tá certa, duas faixas são da mesma pessoa. 

25. babyMINT – hellokittybalahcurri³ hellokittyoishii

Antes que alguém pergunte: não, essa música não me fez acompanhar o reality show do qual ela saiu. Também não sei a quantas anda a situação desse tal de babyMINT ou de qualquer outro grupo dentro da competição porque todas as informações que eu encontro são em mandarim e/ou desatualizadas, mas hellokittybalahcurri³ hellokittyoishii deve ser a coisa mais interessante que já saiu da China desde que eu descobri a Lexie Liu. Escutar essa música é uma viagem de ácido, daquelas que a gente experimenta pela primeira vez e provavelmente vai ficar marcada pra sempre nas nossas lembranças. O que começa com um arcade antigo com todas as meninas repetindo o mantra que dá nome à faixa se transforma num EDM demoníaco, como se os nossos fones de ouvido estivessem sendo possuídos por uma entidade maligna. E, a partir daí, nem sei por quantos estilos a música passa: tem rap, tem pop, tem R&B, faz a volta e temos o EDM bizarro de novo. A letra é uma bobajada sobre comer vegetais, tomar água e a estranha sensação de que todos vamos morrer, então foda-se, comam bastante curry e bebam boba. Uma das minhas descobertas mais legais esse ano. Alguém me diz que essas queridas vão debutar de verdade.

24. XG – New Dance

Esse foi um ano em que o XG se expandiu em vários campos, mas principalmente nos gêneros abordados. Teve gente falando que elas misturaram farofa com bolacha, que o EP atira pra todos os lados… Eu concordo, e talvez tenha sido essa amplitude que me fez gostar delas pra valer. Comparação idiota, mas é como um catálogo da Avon: são vários perfumes e cada um tem sua própria amostra pra esfregar o pulso e sentir o cheiro. Às vezes, só de virar a página, a gente sai da seção de florais e dá de cara com o Musk, amadeirado e forte. A tracklist do EP do XG é tipo assim. Tem faixa a rodo, uma completamente diferente da outra, pra tentar abraçar um público enorme; vou te dizer que essa foi mais uma estratégia certeira da avex porque eu saí de uma pessoa que detestava o grupo pra uma que se apaixonou. E no meio de tanta coisa legal que o XG soltou em 2023, New Dance continua sendo a minha favorita, o que é meio estranho se for parar pra analisar. Não é uma faixa muito impactante diante das outras que saíram com ela, mas tem algo aqui que faz o XG soar mais… Humano? Real? Próximo? Não sei. Ao mesmo tempo que é muito normal ou comum, New Dance só poderia ser lançada pelo XG. No final das contas, elas são aquele grupo de meninas fashionistas que parecem inalcansáveis, mas que a gente descobre serem bem legais. 

23. So!YoON! – Till the sun goes up

Descobrir a carreira solo da menina do SE SO NEON foi como um reset na minha vida. Não gosto muito da banda, mas não fazia ideia das maravilhas que me aguardavam na discografia da So!YoON! Nesse último álbum, que, convenientemente, se chama Episode 1: Love, ela discute nada além das várias formas de amar sob uma ótica mais distante, como se a própria fosse um narrador universal que soubesse de todos os acontecimentos. Tem várias canetadas fantásticas aqui, visões do amor que passeiam entre o concreto e o abstrato, o carnal e o fantasioso, o real e o ilusório, de maneiras que eu jamais imaginaria. Till the sun goes up, que flerta indiretamente com o Bruno Mars pós-24K Magic, talvez seja um dos momentos mais contraditórios do álbum. O instrumental é completamente soturno, os vocais da So!YoON! praticamente expõem todas as suas intenções, a letra fala, nas entrelinhas, sobre sexo, mas ainda assim tudo é construído sobre muito misticismo. É como se o enredo estivesse ali, finalizado, mas ela nunca entrega os pontos de fato, fazendo com que a gente escute até o final e ainda se pergunte se realmente tudo aquilo rolou ou foi só um sonho. Um sonho molhado, talvez? Quem nunca teve um, né?

22. IVE – Blue Blood

Vocês conhecem a origem do termo sangue azul? Antigamente, ter pele pálida era sinônimo de riqueza já que os nobres não faziam trabalhos ao sol e, consequentemente, não pegavam cor como a plebe. Com isso, as veias dos braços ficavam mais visíveis, azuis. O tempo passou e ser de família rica passou a significar ter o “sangue azul”, termo elitista e idiota que deveria ter caído em desuso, mas é mais ou menos a ideia que o IVE quer passar em Blue Blood, a melhor faixa não-single do primeiro full album do grupo. A montagem “étnica” da música me surpreendeu logo de cara. Não por ter esperado algo mais barroco-Red-Velvet-sampleando-Bach, acho que nem combina muito com o IVE, e sim porque Blue Blood é a irmã muito mais bonita e muito mais fodona de Eleven. É como se elas fizessem questão de completar esse ciclo, um debut tão vazio e boboca como foi o delas merecia uma releitura. Não sei onde estavam os kpoppers do Tiktok que não descobriram a novela O Clone e não fizeram edits do Lucas assistindo a Jade dançar por trás do véu ao som dessa daqui, junto de outras cenas muito icônicas do meu casal preferido das obras da Glória Perez. De qualquer maneira, fica aí a ideia, nem precisa me creditar. 

21. Amefurasshi – Spin

Muita gente olhou pro que a Min Heejin estava fazendo com um certo quinteto aí e achou que seria uma ótima ideia replicar para seus respectivos grupos; foi mesmo. Nem todas me conquistaram, mas respirar profundamente sem estar cercada pelas funilarias que chamam de girlgroup depois de alguns anos foi um alívio. E esse foi um movimento que também aconteceu no Japão, não sei em que proporções, mas respingou nesse grupo extremamente desconhecido e que eu amo. O Amefurasshi faz parte da mesma agência que a YUI e tem uma discografia bem bagunçada; só foi no ano passado que elas se encontraram e passaram a lançar uns singles interessantes o suficiente pra figurarem em posições altas por aqui (no ranking anterior, o grupo ficou em #19 com Artificial Girl). Não sei explicar o motivo de gostar tanto delas. Parece que tem alguma mensagem subliminar nas músicas, como se um elemento específico, que eu ainda não sei o que é, soasse dissonante. A faixa que eu trouxe no ano passado tem isso um pouco mais explícito, como se os vocais e o instrumental estivessem em rotações diferentes. Spin já é mais um caso de estudo. Como uma música tão básica se repete tanto nos meus ouvidos? 

20. NewJeans – Ditto

Já o próprio NewJeans trabalhou bastante em 2023. O último EP foi mais um projeto totalmente visual, criando um novo arco dentro da história do grupo, arrancando umas parcerias com marcas bem importantes, ganhando prêmios aqui e ali, e todo o prestígio que se esperava. Só que nada, absolutamente nada que tenha saído com o nome delas me emocionou tanto quanto Ditto, que foi mais um desses lançamentos inesperados. Acho que ninguém estava preparado pro despertar coletivo que Ditto traria, também no sentido de ter se tornado uma música emblemática no imaginário do coreano médio, mas principalmente de ter tamanha carga sentimental. Muitas teorias a respeito do clipe surgiram, mas eu gosto de pensar que Ditto é sobre as dores e amores de ser uma menina, e sobre manter essa menina viva dentro de cada uma de nós. E isso me pegou de jeito na época porque era meu primeiro fim de ano sendo adulta de verdade, com uma vida à parte dos meus pais, numa casa só minha. Ditto saiu e eu estava sozinha pela primeira vez. Isso me deu muito material pra refletir sobre o momento em que deixei a minha menina interna, com todos os sonhos e desejos, morrer. O NewJeans representa essa menina, um conjunto de lembranças de tempos mais fáceis, onde o mundo era mais colorido e eu nem me dava conta do passar dos dias. Depois de um ano, Ditto ainda é esse momento. Sempre vai ser. 

19. Nana Okada – Kono You kara Boku Dake ga Kierukoto ga Dekitara

Eu tinha comentado lá no começo da lista que Nana Okada apareceria de novo, numa posição bem alta e com uma música que explicita ainda mais toda a violência que elu sofreu durante seus momentos finais no AKB48. Kono You kara Boku Dake ga Kierukoto ga Dekitara é um nome enorme e de um sofrimento pior ainda: significa, literalmente “se pelo menos eu pudesse desaparecer desse mundo”. Em 2022, um escândalo envolvendo Nana e um homem desconhecido veio à tona e todos os comentários pesados foram feitos diretamente a elu. Consequentemente, veio a sua graduação do grupo, mas me chama a atenção como Nana é aberte em relação aos seus sentimentos, como contar que sofria de síndrome do pânico e bulimia depois do acontecimento. Kono You… parece ser um desabafo entre elu e sua figura do passado, como se estivesse se olhando no espelho e essas duas realidades se refletissem. A linha tênue entre a busca do amor próprio nos dias atuais e a obsessão por uma felicidade aparentemente falsa que a vida de idol proporciona, ao mesmo tempo em que constantemente deseja guardar seu antigo eu de todas as mazelas do mundo enquanto elu serve de escudo pra que ninguém machuque seu maior tesouro, que é sua adolescência intocada.  Musicaço. 

18. aespa – Better Things

Se no Japão a melhor música de verão ficou a cargo do ExWHYZ, na Coreia do Sul as minhas novas protegidas do aespa mandaram muito bem. Better Things é uma delícia. Ela transpira mormaço de praia, tem cheiro de protetor solar e de biquíni guardado o ano inteiro na gaveta pra ser usado só entre dezembro e janeiro na baixada santista. Não era a intenção uma música assim evocar tantas lembranças praianas na minha cabeça, mas ela seria a trilha sonora perfeita das minhas idas ao apartamento do meu avô em Santos, aquele aroma de lugar trancado por meses, de decorações duvidosas que ele comprava dos ambulantes, de móveis antigos da década de 70, do sofá-cama que eu jurava que tinha estampa do logo do Playcenter. Sobre o aespa, eu tenho pra mim que elas gostaram muito do Brasil. Apesar de nada em Better Things trazer essa sensação de brasilidade e ainda ser um lançamento focado no mercado estadunidense, é uma faixa extremamente tropical. Tudo nela é tão gostoso, é puramente férias e eu adoro essa época pós-festas onde o brasileiro médio se locomove pra cidade litorânea mais próxima. A parte que elas cantam aespa big girls making money you’re our #1 fan now you can only see me in sold out shows deve ser uma das coisas que eu mais falei esse ano. E ainda tem mais.

17. ExWHYZ – xANADU

É, eu sacrifiquei um monte de músicas pra colocar uma introdução de álbum assim tão alto, sendo que ela não faz tanto sentido isolada assim, sem ser o acompanhamento da outra faixa que também vai aparecer por aqui. Mas, sei lá. Isso é roubar? Já coloquei a introdução do EP da YUKIKA em outra lista e, pra ser sincera, eu acho que esse tipo de música merece atenção. O ExWHYZ abre o segundo álbum do grupo com xANADU, que serve de termômetro pro ouvinte saber o que a tracklist reserva. Xanadu pode significar várias coisas: é a antiga capital de verão onde o imperador Kublai Khan se hospedava, é o nome de um filme estrelado pela Olivia Newton-John, é uma planta brasileira do Espírito Santo e é um motel que tem aqui em São Paulo. Nada disso explica muito o xANADU do ExWHYZ, que é um pancadão efervescente como se você estivesse se preparando pra maior noitada da sua vida, meio o que a Pabllo Vittar quis fazer com aquele álbum conceitual de mesmo nome e foi uma porcaria (mas depois ela se redimiu com o remix). O que eu gosto dessa introdução é que não tem como prever o apocalipse que a faixa seguinte vai te proporcionar; ela é mais um convite cego, como se uma pessoa totalmente desconhecida te abordasse na balada perguntando se você tá pronto pra ver o mundo se revelar na sua frente. E aí depende de você aceitar.

16. Jessi – Gum

Eu poderia dar o prêmio de melhor música ruim pra Gum, mas quero dar minha cara à tapa pra defender a Jessi dessas acusações. Essa daqui é a melhor coisa que ela já lançou na vida e, sim, estou considerando Nunu Nana, Zoom e quaisquer outros exemplos que vocês tenham pra contra-argumentar. Não tem como, meus amores. Nunca na história a Jessi soltou uma faixa tão genuinamente divertida, dançante, rebolativa, sem se escorar nos moldes que fizeram ela viralizar na época da pandemia. Acho que se você tenta capturar o raio de novo e de novo e de novo, a fórmula vai ficando manjada e pedante. Sabem aquele meme do cara dançando a todo vapor mesmo depois da festa ter acabado há uma hora? Era exatamente o papel da Jessi no kpop, essa figura que todo mundo sabe que vai lançar algo e vai ser moldado daquele jeito que se espera porque alguém por trás quer que ela viralize mais uma vez. Alguém já se perguntou se era isso que ela queria? Talvez por esse motivo ela tenha largado a empresa do Psy? A gente nunca vai saber. Só acho que Gum bate em lugares que a Jessi ainda não tinha batido; óbvio, é uma besteira farofenta, mas dá pra ver que ela quis entregar isso aqui. Só falta Hyunão agora e voltamos pra 2014. 

15. Perfume – Moon

Acharam mesmo que eu não ia dar meus dois centavos aclamando o Perfume hoje? Logo em 2023 quando o Nakata segue se superando e entregando banger atrás de banger pra essas senhoras. Todo ano desde Polygon Wave eu falo que essa é a melhor do Perfume, mas Moon é realmente a melhor do Perfume nessa nova safra de singles babilônicos. É uma música tão esquisita, como se pertencesse a um disco muito antigo encontrado numa venda de garagem e tivesse uma etiqueta escrito “artista desconhecido” e, de repente, virasse uma lost media internacional. Tudo soa abafado, fora de rotação, uma gravação caseira perdida no tempo, uma faixa perdida daquele trio de japonesas que nunca veio a público, mas que ao mesmo tempo não parece nadinha com o trabalho delas porque os vocais são muito mais graves que o normal. Porra, é Perfume e é Nakata brilhando juntos mais uma vez, pode acreditar. Sou apaixonada nesse instrumental, e como ele vai se desdobrando a cada refrão, revelando camadas cada vez mais luxuosas. Quando a guitarra entra, romântica, quase tão brega quanto uma música do Guilherme Arantes, eu perco o fôlego. Perfume servindo maravilhas com três exemplares de vestidos de festa da Simone Modas e uma plataforma giratória. Arte, pura e simples, como há muitos anos os fãs queriam. 

14. bala – Heavenly

Urgente: os dois integrantes do Daft Punk fizeram amor gostoso e tiveram um filho, que foi batizado de Heavenly. Quando eu ouvi isso aqui pela primeira vez, eu juro que senti um abalo sísmico nas minhas placas bucetônicas. Todo o enredo parecendo um filme de coming of age europeu, meninas explorando sua própria sexualidade e os sabores de uma vida adulta antes do tempo, tudo isso em uma montagem digna das melhores faixas do Discovery. Heavenly tem uma melancolia escondida, assim como toda euforia adolescente. O prazer de viver os melhores anos com liberdade desmedida, sem supervisão. Tem gosto de pirulito de coração e de cigarro mentolado numa noite gelada no centro da cidade. Eu amo essa música e amo como o bala se desprende de todos os estereótipos esperados pra um grupo japonês. É que, na verdade, elas não podem ser definidas como um grupo; esse é um coletivo de mulheres, às margens dos padrões nipônicos, produzindo arte que exala feminilidade. Heavenly tem a sensibilidade ao seu lado, mas também é feita de muita coragem, ainda que não seja o grande estouro que as pessoas esperam. Com elas eu aprendi que a gente também pode consumir arte de uma forma mais democrática. Muito ansiosa pro 2024 delas. 

13. JINI – C’mon (ft. Aminé)

– Melhor debut –

Pois então, amigas. O melhor debut de 2023 ficou nas mãos da JINI mesmo e o KISS OF LIFE vai ter que continuar na linha se quiser receber mais alguma migalha de mim. Gostar tanto assim de C’mon não estava nos meus planos. Ouvi uma vez e pensei “hum, promissor, deixa eu ouvir de novo”. Quando percebi, tinha ficado obcecada. Tem algo em C’mon que justifica isso, talvez seja essa semelhança com os pops introspectivos que artistas como a Robyn ou a La Roux já lançam por alguns anos e eu gosto, fizeram parte da minha adolescência. É muito estranho ver a JINI por esse ângulo, soltando essas faixas electroindies mais intimistas com os vocais açucarados, quando a gente descobre o passado dela no NMIXX, presa a versos ritmados e raps que, muitas vezes, não mostraram as suas verdadeiras cores como artista. Inclusive, é como se ela sempre estivesse por aqui, lançando músicas como C’mon uma vez por semana. O resultado é tão natural, tão genuíno, como se fosse uma paixão ardente queimando ali por anos em fogo baixo, praticamente isolando um desejo de fazer um futuro diferente do que a JYPE propunha. No final, tanto ela quanto o NMIXX acabaram apostando nas mesmas sonoridades, mas a JINI provou que consegue brilhar sozinha. 

12. Lee Chaeyeon – Knock

Enquanto vocês ficam aplaudindo a Chaeyeon mudar cada vez mais o próprio rosto e se tornar uma integrante do FitDance aos poucos, queria lembrar que ela mesma deu sua maravilhosa canetada no começo desse ano com Knock, que é basicamente o que ela deveria ter lançado lá na estreia. Tudo aqui combina demais com ela, a personalidade da Chaeyeon tá impressa tão claramente que seria impossível dar a demo pra outra artista depois de ouvirem o produto pronto. A faixa tá sempre pra cima e, durante uns bons meses, foi a minha motivação pra pegar ônibus lotado e ir pro trabalho, essas coisas de adulto. Porque quando Knock pulsava nos meus fones, eu sentia uma energia sobrenatural, uma locomotiva de ânimo, era sobrecarga de dopamina, poderia levantar 100kg na academia se eu quisesse. Nada poderia me parar naquele momento em que a Chaeyeon cantava que estava batendo na portinha do meu coração. E com o acompanhamento do clipe só melhora, a coreografia entrega um dinamismo pra música que me dá siricutico. Não tem como ficar parado, sério. Acho que praticamente todas as ex-IZ*ONE serviram carreiras legais, mas faltava algo pra Chaeyeon. Em Knock, ela conseguiu ter algo pra falar no grupo do Whatsapp. 

11. H1-KEY – Seoul (Such a Beautiful City)

E quem fica na rabeira do top 10 esse ano é esse grupo aí, que provavelmente ninguém conhecia antes de meterem elas no Queendom Puzzle e ainda debutarem uma das integrantes naquele chiqueiro mais irrelevante que o Kep1er. Eu já prestava atenção no H1-KEY. Acompanhei a polêmica da tailandesa que apoiava o golpe militar e jurei que elas entregariam muito no futuro. Aí no começo de 2023, lançaram aquela música bonitinha sobre amizade e tal, mas sei lá, como não sou uma coreana básica não me comoveu muito. Seoul também poderia ter passado batido por mim porque também tem uma função emocional nela, mas o instrumental dessa aqui… Ele é tão lindo, tão cintilante, tão sentimental. É como se ele narrasse um futuro distópico, onde todas as pessoas do mundo sumiram e quem sobrou não sabe o que esperar, não sabe nem ao menos se restou mais alguém. Até que elas vão se encontrando pelo caminho e relembram de um passado não tão distante e de como as vidas de cada uma eram diferentes até se cruzarem, e agora todas são muito amigas e temem o amanhã enquanto buscam contato humano. Não é a primeira e nem a última vez que o kpop vai usar o synthpop oitentista do a-ha, mas ele nunca soou tão emocionante antes. E ele é a arma perfeita pra conectar corações através da música. 

Vocês sabiam que agora eu vendo minhas artes? Lá na Colab55 tem algumas opções de produtos com estampas que eu fiz e você pode comprar pra ajudar essa pobre coitada que escreve o blog.

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3 comentários sobre “Pacotão AYO GG | As 100 melhores de 2023 (25-11)

  1. Eu gostei de Gum, só não gosto que ela acaba do nada, tá faltando esse lado engraçado/tosco no Kpop.

    Ditto é uma música muito boa, eu gosto, mas vou continuar falando mal do NewJeans pra sustentar a personalidade

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