Esse post deveria ter saído no dia de finados, pra fazer uma gracinha com o título que eu tinha planejado, mas resolvi manter porque não deixa de ser verdade. É um golpe muito duro quando dois dos grupos que você mais apostou nos últimos anos dá uma degringolada ou sofre um baque tão grande que praticamente não existem esperanças de recuperação. É assim que eu enxergo a trajetória desses dois atos que fizeram comeback um atrás do outro essa semana.
O Weeekly, por exemplo, continua segurando com força o título de melhor debut da quarta geração pra mim, por ser justamente o que eu esperava de um grupo de adolescentes nessa virada efetiva de épocas no kpop, ao mesmo tempo em que parecia muito diferente do que as outras vinham tentando. Algumas vezes, elas acabam se estapeando com o NewJeans, que também estreou muito forte, mas a posição nunca foi tomada de fato. E aí alguém achou de bom tom amadurecer as bichinhas à força. Juntando com a saída de uma das queridas por conta de um quadro grave de ansiedade, o Weeekly ficou estacionado por mais de um ano, perdendo todo o hype que elas construíram no primeiro ano de carreira.
A pessoa que planejou o amadurecimento do Weeekly com aquela Ven para deve estar mordendo a própria bunda vendo que é possível fazer um grupo de novinhas crescerem de outros jeitos que não sejam roupas de couro, cenários de fogo e gritos de guerra. Quer dizer, nada contra (tudo contra, na verdade, mas cada um faz o que acha melhor), mas quando a gente bota toda a saga escolar do Weeekly com essa atrocidade hedionda, parece que não tem liga ou continuidade que dão sentido pra virada pro girl crush. Vroom Vroom, por sua vez, é a natureza fazendo seu curso. Tal qual as irmãs mais velhas do Apink, o Weeekly anuncia sua mulheridade num pop retrô adorável, um biscoito fino na discografia.
Aqui, elas se juntam a outros grupos que seguiram por caminhos semelhantes, o mais forte deles sendo o fromis_9, talvez a referência mais clara de “feminilidade classe média” que temos nesse âmbito retrô no kpop. Porém, diferente das gatuxas, o Weeekly acaba indo por uma direção mais melancólica, principalmente no refrão, que bate de frente com o city pop que a YUKIKA faria se estivesse viva, criando essa atmosfera muito nostálgica, meio “lonesome girl making friends on the way”. Pra mim, que tive uma semana criminosa de tão horrível, ouvir Vroom Vroom é como se Deus realmente estivesse colocando curativos na minha alma com toda a delicadeza do mundo. Acho que, apesar de muito tarde, é o comeback que elas mereciam. E que eu merecia também.
Já o VIVIZ, que sobrevive à base de velharia rejeitada pela Ariana Grande durante a produção do Dangerous Woman, tá longe de ter um primeiro ano que lembre o meteórico sucesso do GFRIEND e isso meio que me chateia. No debut, elas pareciam promissoras, mas a insistência em fazer com que elas cantem as demos mais ploczudas como se ainda tivessem 15 anos e o aegyo de vestidinhos cândidos fosse a merda mais quente do momento matam todo o potencial que elas têm. Não sei que fetiche esquisito da gerência é esse. Tipo, a Umji tem um novo rosto e um rabo enorme cantando como se fosse a sonsa da Mili nas Chiquititas, sabe?

As coisas dão um pequeno sinal de mudança com Maniac, mas que ainda não é exatamente o que eu queria ver o grupo lançando. O que me irrita mais nesse novo comeback é que o material promocional, que anunciava um grande hit dos anos 80 que abalaria minhas placas bucetônicas, não faz jus ao que a música oficial é de verdade. Não é ruim; em essência, ela carrega muita coisa de Cupid, inegavelmente o maior sucesso do ano, mas acho que tinha muito mais a ser explorado. O refrão deixa esse meu sentimento bem explícito: é um bom refrão, com uma linha de baixo eletrizante, mas todas as outras escolhas fazem como que seja só mais uma dessas músicas bonitinhas do kpop.
Provavelmente o VIVIZ é um dos grupos mais frustrantes dessa onda atual. O GFRIEND morreu de forma repentina e muito se especulou sobre o que as antigas integrantes fariam dali pra frente, então a formação do trio usando seus nomes artísticos originais foi um grande momento pra quem era fã do GFRIEND que nem eu. Acontece que os meses se passaram e as antigas colegas Yerin e, principalmente, a Yuju parecem ter entregado um material mais promissor, mas Maniac pode ser um prelúdio de um futuro mais digno. Se o VIVIZ já não é lembrado enquanto continua vivo, nem sei o quão triste e solitário seria um disband dessas coitadas.
Vocês sabiam que agora eu vendo minhas artes? Lá na Colab55 tem algumas opções de produtos com estampas que eu fiz e você pode comprar pra ajudar essa pobre coitada que escreve o blog.
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tenho a sensação que quando as viviz foram anunciadas e veio aquele debut super entusiasmado e cativante de bop bop, todo mundo pensou vão seguir aqui tenha um cheirinho de mago ali, uma pitada de irmãs mais novas do sistar, e então começaram a sequencia de escolhas meia bomba delas que não tinha como manter nenhum tipo de hype vivo…
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Acho que o Weeekly se apressou demais em sair do colegial, tem tanto grupo que passou uma renovação inteira de contrato fazendo a mesma coisa e ninguém reclamou e até aclamaram a reciclagem.
Viviz larguei a mão faz tempo, deviam ter seguido a linha Red Sun! Queria que mais grupos fossem nessa direção.
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Viviz acertou muito em Untie, que devia ser a title, inclusive acho que vai conseguir fazer mais sucesso que Maniac. Inclusive, já tá ganhando stages. A música é ótima, não entendi pq não foi escolhida como o single principal.
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