Irmãs, metade do ano já foi embora. Que loucura, né? Me peguei pensando nisso enquanto preparava o top 10 provisório que vai ao ar na semana que vem. Fiquei com aquela sensação estranha de ter feito muita coisa e não ter feito nada, já que a vida anda cada vez mais corrida e 24h não são mais o bastante pra conseguir sustentar todas as personas que eu criei. Tão perto dos 30, eu desejo sempre que o tempo rendesse tanto quanto antigamente, de assistir uma série, jogar um jogo, arranjar um hobby novo sem sentir o peso do mundo e da idade nas costas. Por isso quando eu percebo que o ano tá passando rápido demais, a cada vez que ganho um ano de vida, eu fico nesse estado meio deprimido.
Só que de forma completamente contraditória, eu torço pro tempo passar e meu tratamento contra a SOP fazer efeito. Momento íntimo: esse mês eu finalmente menstruei depois de um ano e meio e foi uma sensação muito bizarra, no sentido de não entender como meu corpo ainda era capaz de fazer aquilo. A SOP te deixa num limbo estranho porque arranca de você as convenções sociais da feminilidade; a gente tem muito pelo, ganha muito peso e deixa de menstruar. E, apesar da maioria dos sinais serem interpretados como pressão estética, ainda tem o risco de desenvolver uma diabetes que, se não tratada, causa cegueira. Ou uma falência do pâncreas. Então quando eu menstruei depois desse tempão, parecia que existia futuro pra mim, sabe?
E aí, aos poucos, eu vou recuperando a vontade de tocar meus projetos, como o AYO GG, que sofreu muito nos últimos meses por conta dessa bagunça que é a minha vida. Quer dizer, junho ainda é reflexo do meu descaso não intencional, além de ter sido parecido com o mês passado no quesito de lançamentos. Muita coisa eu deixei passar simplesmente porque não valia a pena juntar a energia que eu já não tinha pra comentar coisas que não era nem boas e nem ruins. E como o foco foi a minha saúde, com toda aquela expectativa pra ver se os hormônios no meu organismo iriam forçar uma menstruação, fora minha empreitada em pegar freelas pra fazer, eu acabei deixando o blog de lado. Tanto que esse foi um mês bem parado por aqui, com quase 6 mil visualizações e 1,8k de visitantes, uma queda de 22% em relação a maio.
Em junho, juntei sete músicas novas pra playlist e também esqueci que elas existiam por boa parte dos dias porque, sei lá, tem horas que eu sinto meu corpo implorar por outro gênero de música que não seja o pop asiáico, então acabei ouvindo muita coisa fora desse escopo, principalmente com o anúncio do The Cure (minha banda favorita acima de tudo) no Primavera Sound. Achei que isso era uma tentativa de sumir com os problemas e que acabou sabotando minha vontade de seguir com o AYO GG, mas na verdade a gente precisa aceitar que ser eclético é uma das melhores coisas que existem e tá tudo bem fazer uma limpa de tal gênero por alguns dias. Depois que tudo voltou a se encaixar lentamente na minha vida, eu sentei de frente pro notebook e comecei a repassar todas as músicas da playlist pra montar o top 10 e, com isso, a chama acendeu dentro de mim de novo.
Em ordem, os cinco posts mais vistos do blog esse mês foram:
– A releitura da minha lista de melhores da segunda geração, um dos primeiros posts aqui do blog;
– O fatídico fim de semana do Honey Popcorn, que sempre revive e nunca falha em me arrancar umas risadas;
– A estreia do novo quadro onde eu me proponho a relembrar lançamentos nem tão queridos assim;
– A Beatriz sendo injusta e ridícula com o fromis_9 em duas linhas;
– E o (G)I-DLE baixando o nível.

1. fromis_9 – Attitude: Mesmo com a saída da Gyuri, o fromis_9 segue vivo e entregou o melhor álbum do ano até agora. Attitude deve ser uma das aberturas mais bucetudas da história e é um grande resumo do som que elas vão trabalhar dali por diante. Acho que é um dos únicos casos onde a HYBE se meteu e deu certo no final.
2. fromis_9 – #menow: Vocês vão ver que metade da Playlist desse mês pertence ao fromis_9. De primeira, a title não me conquistou tanto quanto o resto do álbum, mas a verdade é que #menow é adoravelmente melancólica. Parece que elas organizaram uma despedida pra Gyuri sem deixar explícito e funcionou muito bem com essa proposta secreta.
3. fromis_9 – Don’t Care: Muitos dizem que o fromis_9, desde sempre, copia o TWICE. Eu acho Don’t Care o suprassumo disso; é um daqueles números que ultrapassam a inspiração e acabam sendo simpáticos demais pra serem odiados. De cabo a rabo, isso poderia ser uma álbum track do TWICE pós-Fancy tranquilamente.
4. fromis_9 – Prom Night: Fechando a seção Unlock My World nesse post, Prom Night é muito curiosa por parecer uma faixa normal até trazer umas referências maravilhosas de drum and bass no pré-refrão que mudam o ritmo totalmente. Foi desconcertante ouvir isso na primeira vez, mas é tão bem executado que não teve como me encantar.
5. QUBIT – G.A.D: A DAOKO pegou meia dúzia de japoneses estranhos pra si e montou seu próprio Tokyo Jihen que, no fim das contas, é muito melhor que o original. Tem a esquisitice eletrônica da DAOKO solo com os riffs matemáticos 8/7 que o Japão ama (e faz muito bem) e aí temos G.A.D. Ansiosa pra ver o que mais vai sair desse projeto.
6. Yena – Wicked Love: Graças ao marketing burro da Yuehua, a Yena sofreu uma pequena censura por direitos autorais no single, mas pra mim tanto faz porque a grande estrela dessa era é Wicked Love, um grande auge na carreira da gata. Wicked Love é misteriosa e sensual ao mesmo tempo, e é muito curioso ver a Yena mostrar esse outro lado.
7. Sakurazaka46 – Start over!: Depois de uns lançamentos meia bomba, o Sakurazaka46 recuperou o fôlego da grande mestra Yurina Hirate (por onde anda?). Start over! é a melhor tentativa delas em muitos meses e soa como um grande musical épico e macabro, resgatando tudo de bom que elas tinham apresentado nos primeiros singles.
Vocês sabiam que agora eu vendo minhas artes? Lá na Colab55 tem algumas opções de produtos com estampas que eu fiz e você pode comprar pra ajudar essa pobre coitada que escreve o blog.
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