Não é o pokémon, mas, com Ditto, o NewJeans transformou um mês pau mole feito dezembro num misto de sentimentos de uma madrugada bêbada na República

Eu sei que um total de 100% dos blogueiros que fizeram seus respectivos posts usaram a mesma piada, mas nenhum deles associou o fato do NewJeans lançar uma música chamada Ditto e juntar com o signature move desse mesmo pokémon. Não que faça muita diferença no fim do dia, mas enfim. Normalmente, em dezembro, eu só vou soltando listões de coisas que eu ouvi dentro e fora do meu circuito pra preparar o terreno pro grande acontecimento do ano, que é o ranking das melhores, mas aí o NewJeans apareceu com isso aqui, geral disse que tava bom… 

O grupo se prepara pro seu primeiro comeback, que deve acontecer logo no primeiro dia útil de 2023, e Ditto é o pré-single escolhido pra deixar a fanbase curiosa sobre o que mais que novo elas podem trazer, já que o grupo agitou as estruturas sem precisar se render ao som pedante e outras fuleiragens que as demais novinhas estavam fazendo por aí. E, bom, como eu costumo confiar no gosto dos meus companheiros de blogosfera na maioria das vezes, dei play no MV sem compromisso enquanto fazia minhas outras atividades do dia.

E aí, eu senti coisas.

Uma fanbase internacional do NewJeans tweetou, um dia antes, que Ditto era uma reinterpretação do gênero Baltimore dance club, que eu não faço a menor ideia do que seja, mas uma resposta (que foi apagada por algum motivo) dava exemplos de outras faixas que seguem o mesmo caminho, como Venus Fly, da Grimes ft. Janelle Monáe, e pamplemousse, da FKA twigs. Quer dizer, não são músicas-irmãs, mas pegam elementos característicos do gênero, mais essencialmente o sintetizador etéreo que dá uma sensação esquisita aos ouvidos. É como se você, no auge da loucura de entorpecentes, fosse resgatado do inferno por uma aura igualmente sinistra.

Ditto é basicamente isso aí. Ela consegue brincar com as sensações que nos cercam e mudar o humor conforme os minutos correm. Posso até ter nascido e vivido todos os meus 27 anos no Brasil, mas basta ouvir Ditto que, de repente, eu sou uma adolescente coreana de 16 anos em 2006, chamada Park Hayoon, que mora em Daegu e vai pedalando pro colégio, passando pela beira de uma estrada coberta de campos de arroz. É essa conexão metafísica que a gente sente quando entramos em contato com algo estranhamente familiar, como ouvir Take My Breath Away, do Berlin, e sentir cada nota como se fosse 1986. Só é uma pena o meu ranking já estar pronto e Ditto ter que ficar pra 2023. 

Tem algo místico no NewJeans. Não sei se a gente se acostumou com as porcarias que o kpop andou soltando nos últimos anos, mas existe uma magia viciante em acompanhar esse grupo, daquilo de ficar ansiosa pra saber qual o próximo passo que elas vão tomar. 2022 pode até não ter sido um grande ano para lançamentos num geral, mas foi bem marcante para rookies. E o NewJeans, com um conceito nem tão inovador, mas extremamente refrescante, encabeçou essa horda com maestria. Ditto é como uma caixinha que encapsula um futuro brilhante pra essas garotas, e que eu morro de vontade de abrir antes da hora, mas me seguro por gostar da adrenalina de ser surpreendida. 

Sim, a review tá mais curta que o normal, mas é que eu senti que eu tinha dito tudo. Risos.

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