Kpop, News

Dois grupos estão, como dizem por aí, indo de base, de comes e bebes, de Jacksons 5, mas só um deles vai deixar saudade

Setembro tá bem morto, mas rendeu um fenômeno curioso no kpop. Dois grupos que surgiram, mais ou menos, na mesma época resolveram marcar seus comebacks um depois do outro. E, na verdade, eles são completamente opostos, o que deixa o acontecimento ainda mais legal de acompanhar. Um recebeu atenção global, atravessou fronteiras e é referência quando falamos de cultura popular da Coreia do Sul. E o outro é o Blackpink

Eu achei simplesmente fabuloso o fato do DIA cagar na boca da YG e resolver aparecer depois de dois anos com música nova e, o mais incrível: dizendo que vai morrer. Pois é, o DIA vai cantar pra subir em breve, mas não sem antes se despedir dos seus fãs (que são mais ou menos meia dúzia, mas ainda assim é um dos melhores fandoms que o kpop já proporcionou). E tudo isso um dia antes do Blackpink soltar a próxima ameaça mundial (que, segundo teorias por aí, parece ser a última). 

The Blinding Past não é lá grandes coisas. Na real, é o caminho mais seguro que o grupo poderia escolher pra dizer adeus: uma baladinha emocionante que só vai fazer sentido pra quem realmente acompanhou o sofrimento dessas coitadas por sete anos. Aliás, eu acho impressionante que o DIA tenha atingido essa marca, mesmo que elas tenham ficado paradas por todo esse tempo e só terem entregado algo de verdade com a hecatômbica WOOWA. 

A essa altura, eu acho o disband do DIA um alívio, ainda que eu dê muita risada com os memes que as queridas que me seguem no Twitter postam. Mas não sei se daria pra extrair mais alguma coisa delas. A própria MBK não se importa com a existência do grupo e soltou a mão das gatinhas há muito tempo, até fiquei surpresa de saber que elas não acabaram em silêncio. The Blinding Past pode ser um fechar de cortinas melancólico quando a gente entende o contexto do grupo; apesar de ser uma música superficialmente bem xoxa, talvez ela tenha o poder de emocionar aqueles que possuem uma ligação com o DIA. Espero que o futuro das queridas seja cheio de luz.

Diferente da nova do Blackpink, que é só trevas. Quer dizer, nem é tão horripilante assim, até porque encontrei muito mais pontos positivos aqui que no outro absurdo que elas lançaram como pré-single. Eu simpatizo com a estrutura de Shut Down, diria até que gosto. Apesar de soar como qualquer outra coisa que já tenha saído da mente cruel do Teddy Park, eu ainda acho que Shut Down é um movimento interessante depois de muito tempo. Até a coreografia conta uma história que consegue prender minha atenção. Entendam isso como quiserem. 

O problema mesmo é o contexto no qual o Blackpink se insere. Mesmo sendo empolgante de alguma forma, continua soando nugu, uma produção essencialmente porca que caiu nas mãos de quem tem a popularidade. Shut Down é “ousada” porque o Blackpink vem sendo qualquer coisa há muito tempo, o que dá mais munição pros fãs falarem “elas lançaram uma coisa diferente e os haters continuam reclamando”. Sim, é uma reclamação pelo modo como todo mundo acomodou tanto esse grupo que elas simplesmente não conseguem emplacar mais nada de forma orgânica. 

E isso me leva ao ponto de ter feito esse post dividido com o comeback do DIA: eu acho que o tempo do Blackpink acabou e, mesmo que as teorias sejam só teorias, Shut Down tem muita cara de disband. Desde as referências próprias (no mínimo risível, a discografia minúscula revisitada assim ficou parecendo retrospectiva em aniversário de criança de dois anos) ao conteúdo da letra (Blackpink in your area, the area been shut down), existe uma possibilidade muito grande delas não se enxergarem mais como um grupo (considerando que algum dia elas foram). Se elas realmente deram o canto do cisne não sabemos, mas se o Blackpink anunciar o fim amanhã, eu fico bem satisfeita com Shut Down cumprindo esse papel. 

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Um comentário em “Dois grupos estão, como dizem por aí, indo de base, de comes e bebes, de Jacksons 5, mas só um deles vai deixar saudade”

  1. A morte do DIA é triste, ainda mais pensando que elas tinham potencial para muito (Era só focar no WooWa e suas 1001 derivações de retrô que ao menos os gays do mundo apoiariam, se Jooe fez isso com Momoland…), e a do BlackPink, por mais que o MV pareça uma despedida, a música nem tanto, LoveSick ainda tem aquele ar de “Tamo happy, tamo sick, tamo subindo pro sótão de elevado”, ainda poderia ter mirado em Yeah Yeah Yeah como “title” e ter feito essa aí a Ice Cream delas de novo

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