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Como esperado, o CLASS:y debutou com Shutdown e só se fala em outra coisa

Aparentemente, a Coreia do Sul não tem survival shows o suficiente, então foram lá e criaram mais um, chamando a Soyeon, a Yuri e mais um povo do qual eu não lembro pra fazerem parte do corpo de jurados do My Teenage Girl, da MBC. Dessa palhaçada, saiu o CLASS:y, grupo de sete meninas cujo feito mais relevante foi tirar outra ex-Busters da linha da pobreza. Yeseo effect. 

Sinto que esse post nem deveria ser feito porque eu não sei nada sobre o assunto, mas acordei e fui ouvir a música: é péssima. Então não vou perder a oportunidade de queimar mais um debut mofado desses, afinal quero sempre atrair views para esse blog tão mequetrefe quanto Shutdown, o single de debut das novinhas. E, bom, essa é a introdução que eu tenho pra oferecer hoje.

Vamos assistir?

É… Não é ruim ao ponto de ser ofensivo, mas definitivamente não é bom. Na real, Shutdown é tão qualquer coisa que a gente fica, tipo, sem palavras pra falar bem ou mal, mas o que eu posso dizer logo de cara é que a estrutura é igualzinha a Paint The Town. E, bom, Paint The Town não é um primor de música, né? O que deixa esse debut ainda mais inespecífico dentro do que ele mesmo propõe, é um número preguiçoso que a maioria das empresas nuguzinhas apostam quando querem dar atitude pras suas meninas. 

O problema mesmo é que o CLASS:y sofre com o que eu falei na review do grupo japonês da FNC. Nada aqui é envolvente, e nem precisa de muita coisa além de carisma pra fazer isso. Por exemplo, a música do PRIKIL não é das melhores, mas eu comprei muito o grupo, com as pirralhinhas sorrindo e pulando pra todos os lados e foi exatamente isso que me fez por a música na playlist. Com Shutdown, acontece o contrário: quanto mais eu ouço, mais eu quero que acabe logo. Elas não convencem, o conceito não convence, tudo é muito tedioso, chato, bem qualquer coisa derivada de outras milhões de coisas mesmo. 

Daí eu caio naquilo de ficar comparando grupos que estrearam na mesma semana, o que eu nem gosto muito, mas não tem como. Esses últimos dias foram uma montanha-russa de qualidade musical e a gente só foi descendo em queda livre. O LE SSERAFIM foi muito aguardado e acabou servindo uma das melhores crocâncias do mês, e ainda provaram que são divas performáticas no debut stage. Também teve bastante expectativa pra cima do CLASS:y, só que foi tudo muito morno. As meninas parecem estão mortas, muito carão pra cima de um MV que deveria divertir, mas só causa constrangimento. E ainda usando uma base étnica bem fuleira. 

No final das contas, acho que a gente deveria acabar de vez com grupos de survival shows. O Produce foi novidade na época, e acertou na fórmula até a descoberta das falcatruas de votos; depois disso, acho que o coreano médio cansou do formato. A gente vê que, hoje em dia, quem sustenta essas empreitadas é a fanbase internacional e aí coisas como WA DA DA e Shutdown acabam acontecendo. E é tão engraçado entender que os survival shows já deram o que tinha que dar… Você entra no Twitter no dia do debut e as pessoas estão falando de tudo, MENOS do debut. Não queria usar esse termo porque quando um meme chega nas grandes empresas ele morre, mas já aproveitando a música batida que o CLASS:y entregou, eu digo que a relevância dessas garotas é de centavos. 

Escute também: Tell Me One More Time

Caralho de nome horrível pra procurar nas plataformas digitais… Eu passei dez minutos tentando encontrar a merda desse EP pra ouvir porque esses produtores não sabem mais nomear grupos de kpop. Precisa botar um sinal de pontuação no meio e fazer a vida do blogueiro fundo de quintal ainda mais humilhante do que já é. Enfim, achei o EP e não valeu o tempo que eu investi procurando. Quer dizer, segue a mesma lógica do single: não é ruim, mas também não é nada revolucionário. É competente pra uma estreia, mas mediano na qualidade das faixas. Se você for uma poczinha feito eu, vai gostar do disco pop de Tell Me One More Time. Provavelmente é uma demo roubada de algum desses últimos trabalhos recentes do Oh My Girl porque soa igualzinho, mas não tão memorável quanto as originais podem fazer.

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