Kpop, Random

Dez debuts femininos que amassam a existência do NMIXX 

Com a globalização do kpop e a fanbase ficando, em média, cada dia mais jovem (e idiota), eu me deparei com um fenômeno que nem é tão fora da caixa assim: a mania de aclamar um lançamento ruim. 

Lunei deu a letra nessa ótima thread e eu quis elaborar mais

Na última terça, vimos o grupo-fantasma da JYPE nascer e… Talvez fosse melhor deixar o projeto engavetado, já que, como foi de consenso da minha bolha, foi considerado o pior debut da história do kpop, e olha que o kpop já desovou muita coisa horrível. Muita mesmo. E aí fica o questionamento: essa nova geração do cenário não foi feita pra nós (levando em consideração que a galera da blogosfera tem 23-24 anos em média) ou estamos caminhando pra um futuro onde produções péssimas são cada vez mais elevadas ao status de “genialidade”? 

Enfim, pensando nisso, decidi eu mesma fazer uma lista de debuts femininos que simplesmente jantam a bomba nuclear que o Jinyoung produziu no banheiro mais encardido e podre da empresa dele, seguindo o post que o Dougie fez muito antes desse assunto vir à tona (visionário). Espero que o tema vire tag na blogosfera pra gente ir limpando tudo igual a Karol Conká pós-BBB.

10. Somi – Birthday

Tá bom, pode ser que eu não tenha começado a lista do melhor jeito, mas fato é que a Somi de Birthday é um passado já muito distante da artista que conhecemos hoje: sem graça e sem direcionamento. Aqui, a gata debutou do jeitinho que eu imaginava, espevitada, colorida, uma adolescente vivendo sua vidinha como se fosse aniversário todos os dias. É a bobagem teen que se espera de alguém dessa idade, cantando com a energia de main character que todos nós temos dentro da gente, e eu sempre vou defender essa imagem da Somi na minha cabeça. Como eu queria que a The Black Label seguisse nessa linha… 

09. KARA – Break It

No longínquo ano de 2007, a nova geração do kpop dominada por figuras femininas se esforçavam bastante pra emular a imagem do hip-pop norte-americano como o Destiny’s Child, Pussycat Dolls e até a Fergie do Black Eyed Peas. O KARA talvez tenha sido o grupo pioneiro em quebrar certo estereótipo que rondava a formação da imagem desses atos. Quando Break It saiu, vimos um quarteto de menininhas vestidas em moletons largos ou em calças de alfaiataria enquanto maltratavam homens. Eu amo que tudo aqui é progressista e retrógrado ao mesmo tempo, coisas que só a segunda geração do kpop podia oferecer. Na “guerra” dos novos girlgroups que surgiram na mesma época, eu fico disparadamente com o KARA (e o narigão charmoso da Gyuri).

08. bugAboo – bugAboo

E vamos dar um salto temporal para o ano passado, que desovou o melhor debut dos últimos tempos com essa porcaria que é bugAboo. Sério, eu ainda não superei a delícia brega que é essa música, parece que quanto mais eu escuto, melhor fica. Genialidade é isso aqui: é botar trocentas sonoplastias diferentes e as suas integrantes falando a música como uma história antiga; de tão ruim, faz a volta e fica bom, e o melhor de tudo é que elas TÊM consciência da qualidade do que elas tão entregando. bugAboo é o real significado de camp no kpop atual, com todos os requisitos para virar um clássico cult como um filme B de terror. JYP chora no banho toda vez que ele lembra que não foi ele que compôs essa. Só não é melhor do que outra da quarta geração que vai aparecer mais pra frente.

07. GFRIEND – Glass Bead

Imagina você lançar uma música que já foi lançada há quase dez anos, com a mesma aura de menina cândida, e ainda ter uma integrante parecidíssima com outra que foi expulsa no ano anterior? O GFRIEND debutou com esse pano de fundo, acusadas de plagiar Into The New World das soshis e ainda meter uma cópia da Jessica por pura provocação. Realmente teve uma época em que qualquer grupo de kpop tinha o status de “próximas Girls Generation”, mesmo que por pouco tempo, e acho que Glass Bead foi o último lançamento que fez parte desse culto estranho da mídia coreana. O que importa aqui é que as namoradinhas repaginaram o debut das velhotas e transformaram numa espécie de remix muito mais refrescante. 

06. Jun Hyoseong – Good-night Kiss

A energia dessa daqui é muito “boa noite amiga, seu marido mama muito bem”. A Hyoseong foi a segunda do Secret a debutar solo com Good-night Kiss, onde ela basicamente canta que o chá dela é inesquecível, tanto que o cara ainda guarda no bolso do terno de casamento a pedrinha que eles usaram pra trocar saliva. Naquela época, era muito comum os grupos terem uma representante que fosse uma espécie de sex symbol, mesmo que dentro dos moldes permitidos pela indústria coreana, e a Hyoseong, sendo a mais famosa do grupo dela, encarnou o personagem muito bem aqui. Good-night Kiss é rivalidade feminina a todo momento e, sinceramente, tem dias que eu só queria que o kpop fosse simples assim. 

05. Sunmi – 24 Hours

Aos novinhos da fanbase que acham que a Sunmi debutou com essa personalidade louca louquinha em Gashina, saibam que ela meteu muito forte lá em 2013 com 24 Hours, numa época em que ela era praticamente irreconhecível. Fica até difícil de acreditar que essa música tem canetada completa do Jinyoung, considerando o contexto em que esse post surgiu, porque tudo aqui grita qualidade extrema. A letra, a música, a coreografia, até o backing vocal, tudo foi criado pela mente do velho, que tava disposto a fazer da Sunmi a próxima Park Jiyoon e sua Coming of Age Ceremony. Acho que ele conseguiu muito mais que isso, já que 24 Hours é, facilmente, o melhor debut de uma solista coreana até hoje. A faixa envelhece feito um bom vinho, e esse pop caótico tal qual um amor avassalador de 24 horas só cresce comigo, mesmo depois de quase dez anos. 

04. Weeekly – Tag Me

Se você esperava por So Bad, sinto muito; nada que foi lançado nessa nova geração do kpop tem a força e a expressão de Tag Me. Até pouco tempo, eu não sabia o que era um Weeekly, mas foi só ouvir essa daqui e me apaixonar quase instantaneamente, dada a alegria explosiva que a música tem. E, sabe, mudanças de gerações são algo natural, mas o que importa mesmo no final das contas é como você vai usar seu próximo produto como forma de comunicação. E isso Tag Me tem de sobra: além de ser divertida e de fácil escuta, a letra embala todas as coisas que o jovem de hoje se preocupa, status virtual, escola, namoricos e, principalmente, a rapidez das informações. Esse estilo meio aegyo, meio teen crush, é o caminho ideal que os demais grupos deveriam seguir, pelo menos pra um debut certeiro com um bando de adolescentes. 

03. TWICE – Like Ooh-Ahh

O último grande impacto da JYPE como empresa foi o debut do TWICE, que veio a se tornar um dos maiores girlgroups da sua geração e da história também. A estrutura de Like Ooh-Ahh é estranha, mas tão satisfatória de ouvir, principalmente os versos quase sussurrados, perdidos num instrumental quase inexistente. Se for pra falar de músicas “diferentonas” da JYPE (que foi um argumento que eu vi a galera usando pra justificar a merda), falemos dessa então, que consegue ser genial e acessível ao mesmo tempo. Um bando de garotas sensualizando em meio a um apocalipse zumbi? Quem imaginaria que fosse dar tão certo como deu? E ainda conseguiu definir personagens dentro do grupo que são presentes até hoje, como a Momo gostosona dros breaks de dança e a Sana tonta. Depois disso, a JYPE foi só derrapando. 

02. NeonPunch – Moonlight

Sabe esses grupos que você não sabe como surgiram ou se ainda vão existir no dia seguinte, mas mesmo assim se deixa levar pela narrativa sofrida de ter economizado um mês de comida pra lançar uma música que nem tem um orçamento tão bom? Acho que essa história, além de ser muito parecida com a da Ju, se encaixa no NeonPunch. É o exemplo perfeito de prometer nada e entregar tudo, uma das faixas mais redondinhas que já surgiram na nugulândia numa época em que o auge era What is Love do TWICE e o próprio debut do (G)I-DLE. Parece meio injusto querer se destacar no meio de tantos lançamentos legais, já que 2018 foi o último grande ano do kpop, mas Moonlight fica registrada na linha temporal como uma tentativa super válida de fazer a coisa acontecer com cinco reais e um After Effects crackeado. Pena que elas morreram logo depois (e morreram de novo no redebut como XUM). 

01. miss A – Bad Girl Good Girl

Os grupos de hoje não sabem a sensação de estrear com o que se tornaria sua música mais famosa e ainda influenciar uma nova geração inteira de grupos. Essa é a cartada mais importante do Jinyoung enquanto produtor, porque ele conseguiu transformar o miss A, um grupo visualmente feio, nas garotas mais desejadas do momento. Quem não queria ter a Suzy como um ótimo motivo pra fazer terapia, por exemplo? Bad Girl Good Girl tem tudo pra soar entediante, chata, com esses vocais bizarros da Min, mas ela não é nada menos que icônica porque elas basicamente tinham uma sala de dança com chão de taco fudido e frases maravilhosas como “você pensa que pode me tocar como um violoncelo” ou “meninas que vestem saia e tank tops não sabem que garotas de stiletto não são nada além de vadias”. Eu considero essa música como um dos maiores impactos culturais dentro do kpop, e foi aquela que definiu de vez a JYPE como uma enorme potência dentro da big 3. Mesmo depois de Wonder Girls, depois da Park Jiyoon e depois do próprio JYP. Uma dessas ninguém mais vai conseguir replicar.

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