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Em INVU, Taeyeon sente inveja de quem não precisou ser kwangyazado no metaverso da SM

Assim que o Ano Novo Lunar passou, fevereiro voltou a passos de galope trazendo vários lançamentos importantes pro mesmo dia. O comeback da Taeyeon foi o segundo deles, que deixei pra comentar hoje e não atrapalhar o alcance da ótima surpresa que eu tive ontem com as rosadinhas, e me surpreende bastante ela ter soltado mais um full álbum tão cedo assim, ainda mais depois de colaborar no super fiasco misógino GOT the beat. 

Apesar de gostar muito da Taeyeon como artista, os lançamentos dela sempre me deixam com uma sobrancelha em pé. Foram poucas as vezes que me senti agraciada de verdade com o que ela tinha pra oferecer, então nem me dei o trabalho de escutar as prévias do álbum; preferi deixar a vida me provar o contrário da minha expectativa. E aí o sucessor do Purpose finalmente deu as caras, arrancando elogios da minha bolha social por completo. 

Não sei muito bem o que esperar, mas vamos dar uma olhada em INVU.

Fica muito claro que a proposta da SM é interligar cada vez mais todos os seus atos num grande universo cultural que surgiu com o debut do aespa, a dimensão de Kwangya. A ideia foi o foco principal das apresentações de fim de ano da empresa, com esse visual fantasioso e futurista, onde humanos e avatares coexistem. Enfim, um projeto ambicioso e pouco interessante da SM, por onde SHINee, NCT e até o EXO já se meteram, numa tentativa de manter o legado da empresa vivo nas futuras gerações como a pioneira da indústria. Eu acho uma groselha.

A Taeyeon foi metida nisso de supetão junto com as outras meninas restantes do SNSD, mas só ela adentrou em Kwangya de fato com INVU. Vou negar que o MV é um dos mais bonitos e esteticamente agradáveis de se assistir na história do kpop? Óbvio que não. A fotografia disso tá simplesmente impecável, junto com a paleta de cores toda em tons frios, quase gelados, por vezes metálicos, feito propositalmente pra deixar o espectador embasbacado. Nesse aspecto, a SM brilhou aqui, não só mostrando que tem o cacife pra tirar um multiverso de idols desse tamanho do papel como tem cumprido com a sua palavra de levar a narrativa cada vez mais a sério. 

Só que eu não sei se esperei muito da música depois de ver algumas fotos, sabe? Não é a balada previsível ou a trilha sonora de cafeteria frouxa que geralmente a gente vê na discografia dela; aliás, INVU (que é uma sigla pra “I envy you”) é bem dançante pra alguém como a Taeyeon. Essa pegada meio PBR&B e meio retrô é um número que o The Weeknd lançaria facilmente lá por 2016, e isso é um ponto positivo já que eu não via a Taeyeon entregando algo tão sóbrio assim desde I Got Love. Eu vivo por esse refrão mais contido (e com o título coreografado pras velhonas repetirem por dias no espelho) depois da gata servir tudo nos vocais. Mas depois de gostar tanto de Can’t Control Myself, a faixa morre nisso, e talvez a culpa seja minha por não ter me apegado tanto assim. 

INVU é uma ótima oportunidade de tirar a Taeyeon do conforto musical e ainda repaginando a imagem dela pra algo mais místico, dentro dos moldes de Kwangya e que a gente nunca tinha visto antes. E, mesmo que no final a música não seja tudo aquilo que eu quis, ou que a Taeyeon não esteja exatamente feliz em ser puxada à força pra esse universo maluco da cabeça senil do Lee Sooman, é curioso ver essa escolha diferenciada e como ela vai se comportar daqui pra frente no universo cultural da SM. Mas que às vezes a mona deve invejar a Taeyeon do passado que vestia uma calça colorida e cantava gee gee gee gee baby baby por aí como uma soshi pernuda… 

Escute também: Toddler

O álbum da Taeyeon tá bem interessante de se ouvir, parece diferente de tudo que ela já se propôs a lançar até hoje e, de bônus, fez com que eu simpatizasse com quase todas as faixas. Quase porque enfiaram Weekend na tracklist sem propósito nenhum além de quebrar a crescente melancólica que as faixas vinham criando até então. No mais, esse trabalho tá muito bom mesmo, consigo enxergar um amadurecimento genuíno da Taeyeon como solista e se libertando das amarras confortáveis que ela insistia em usar em vários pontos da discografia, brincando com a voz e ritmos diferentes. O álbum é todo bem sóbrio e adulto, mas Toddler é o ponto alto de tudo, até mais que o próprio single. Além de ser uma espécie de dark pop com sintetizadores bem pesados, o que já me agrada bastante, a letra é linda e resume bem o que ela quis passar com esse lançamento, ao mesmo tempo que lamenta sobre essa perda da inocência e distanciamento da nossa criança interior. Talvez seja uma das minhas favoritas da Taeyeon até aqui. 

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