Kpop, News

BOP BOP! definitivamente é a próxima página que o VIVIZ deveria escrever depois da morte precoce e injusta do GFRIEND

Depois de uma semana horrível e viver as doze piores horas da minha vida entre domingo e segunda, finalmente consegui reunir forças pra continuar tocando esse blog. E o debut do VIVIZ era algo que eu estava esperando muito, muito mesmo, principalmente pelo pano de fundo pós-disband do GFRIEND, com cada uma seguindo seu caminho. Acontece que as minhas três queridinhas do ex-grupo se reuniram de novo e fizeram sua nova estreia.

Se eu disser que eu acompanhei os mínimos detalhes disso, eu vou estar mentindo, mas acho que, no fim das contas, acabou sendo bom. Óbvio que eu não esperava a mesma imagem cândida e pura do GFRIEND nos seus primeiros anos (aliás, esse conceito nem funciona mais hoje em dia), mas teve sim um certo receio da nova empresa não continuar na ótima crescente que elas vinham desde o Song of the Sirens. 

Será que o novo trio fez jus às bruxas que a HYBE queimou? Vamos dar uma olhada.

Eu tenho tanta coisa pra falar que eu acho que não vou conseguir organizar e aí pode acabar sendo um dos piores posts que esse site já hospedou, mas é muita emoção envolvida. GFRIEND é meu grupo favorito, daqueles que surgiu de uma relação de ódio que se tornou um amor inexplicável, comigo maratonando todos os realities e programas em que elas apareciam. A dinâmica entre o sexteto era impecável, e foi o que fez com que eu me apaixonasse por intérpretes antes da música, que virou uma consequência, e de repente nenhum outro ato dentro do kpop me divertia tanto quanto elas. 

O fim do GFRIEND nunca fez muito sentido pra mim. Foi e ainda é bem melancólico porque ninguém previa o disband nesses bolões que a internet sempre faz de forma indireta. Depois da HYBE adquirir a empresa delas, teve um investimento pesado durante o último ano de atividade delas, com três comebacks em momentos “chave” de 2020, construindo uma trilogia madura e bem sóbria chamada 回 (huí), mesmo que o GFRIEND visse a queda dos seus números cada vez maior desde o começo, e que nem tudo dessa safra tenha sido agradável de ouvir.  

Nisso tudo, eu acho engraçado e surpreendente ver metade do grupo fazendo sua reestreia, mas não só isso: despontar como um dos melhores debuts até o momento. A sinergia do GFRIEND que eu gostava tanto continua forte no VIVIZ, é quase uma continuação bem gostosa das pontas soltas que MAGO deixou lá atrás, repaginada num disco divertido e charmoso que me remete bastante a algo que eu facilmente veria sendo vendido com vanguardista em algum momento da segunda geração do kpop. 

E como elas entregaram carisma aqui, viu? Esses atos coreanos, em sua maioria, são grandes, porque nem sempre a sua fave consegue cumprir todos os requisitos e um acaba tapando o buraco do outro. Em BOP BOP!, todas as lacunas são preenchidas por apenas três pessoas; não falta vocal (na medida do possível), coreografia bem marcada ou rostinho bonito em nenhum momento. Não é a toa que elas são definidas por cores nesse primeiro momento, já que a proposta de um trio é que cada uma seja especialista em alguma coisa e consigam se completar de alguma forma, dando espaço pra todo mundo deixar sua marca de forma justa. 

O orçamento que a BPM, nova casa das meninas, confiou pra esse MV de milhões é uma coisa que me deixou muito feliz também. Ele destaca as características já conhecidas de cada uma, ao mesmo tempo que abre novas possibilidades pra entender como o trio vai trabalhar daqui pra frente. O disband do GFRIEND foi inesperado, então tratar essa reestreia com respeito e seriedade foi essencial pro VIVIZ começar a construir seu terreno nessa tão saturada quarta geração. Elas deram e vão dar muito orgulho pra outra metade que se aventura agora em áreas diferentes. 

(E eu to feliz de verdade. A semana tinha tudo pra ser uma merda se não fosse esse debut). 

Escute também: Fiesta

No geral, o primeiro mini do VIVIZ é bem variado, ainda que ele siga uma certa linha de “raciocínio”. É quase uma homenagem a todos os anos de GFRIEND, com algumas músicas que poderiam estar na discografia das finadas e outras eu encaro como uma versão repaginada e mais gostosa. Pra quem é fã obstinado que nem eu, o produto final tá ótimo, e é bem curioso ver esses números mais dramáticos do começo da carreira sem as high notes exageradas da Yuju, por exemplo. Fiesta é o melhor representante do Beam of Prism, uma faixa que pode ser o melhor dos dois mundos. O house cintilante meio disco pop é ótimo, parece muito algo que seria lançado no verão do GFRIEND, lá na época de Sunny Summer, só que um pouco mais amadurecida. Uma boa (re)estreia!

 

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