Pacotão AYO GG | Melhores de Outubro/21

Oi, gente! Mais um mês chegou ao fim: isso significa que só temos mais um antes do kpop adormecer e lançar um monte de baladas natalinas que não vão fazer a mínima diferença na minha playlist, dando espaço para os preparativos da primeira lista de fim de ano do AYO GG! 

Enquanto isso, vamos falar de outubro, que foi um mês estranhamente positivo, talvez o melhor de 2021 até agora. Tive bastante folga pra escolher os atos que mais me agradaram e montar um ranking confortável, sem me forçar a pegar dez músicas contra a minha vontade. Como eu gosto de ser surpreendida, temos nesse Pacotão algumas coisas que eu jamais pensei em gostar, provando que o kpop atual ainda tem jeito, mesmo que se force a seguir modinhas de fora.

Aqui no blog, outubro foi um mês ainda menos movimentado que o anterior por problemas pessoais, rendendo 11 posts. Mas, ainda assim, esse espaço é uma conquista minha, que ainda alcança pessoas novas mesmo que, às vezes, eu nem me esforce. Óbvio, tiveram alguns comentários rancorosos, mas é o preço por se tornar cada vez mais visível na internet, né? Sendo assim, quero agradecer às 2 mil visitas e os mais de 5k de views nos posts. 

Em ordem, os cinco posts mais acessados do mês foram:

– Ainda o meu primeiro ranking do Girls Planet 999, post esse que tá quase chegando aos 2k;

– As primeiras informações que eu consegui do Girls Planet 999;

– O comeback do aespa que saiu no mesmo dia do apagão digital no mundo, ótima estratégia da SM;

– LOONA e seu debut japonês que, demorou pra sair, mas finalmente está entre nós, e foi uma das melhores coisas que aconteceu esse anos mesmo com um orçamento de um pacote de Fofura;

– E o debut norte-americano do TWICE, que continua se provando como um dos maiores atos da história do kpop.

Como vocês puderam perceber, eu acabei abandonando os recaps do Girls Planet 999. Não queria que isso tivesse acontecido, eu já tinha até resumo de mais dois episódios, mas o andamento do programa tava me aborrecendo. Parecia que meu tempo tava escorrendo na minha frente a cada cena chata e insuportável daquele programa e, por conta disso, achei melhor não me forçar mais a ver. Também não sei se eu quero comentar a lineup final porque ainda é um tópico sensível pra muita gente (talvez eu fale no fim do ano pra um post especial que eu to planejando). Só sei que, ano que vem, teremos o I-LAND e eu vou me organizar ao máximo pra conseguir trazer um recap que exija menos de mim. 

Enfim, caso você seja novo aqui no blog e não saiba o que é o Pacotão, seguem as regras:

– Parece óbvio, mas são apenas lançamentos FEMININOS da Coreia do Sul e do Japão.

– A lista contém apenas singles lançados em maio, reservando a grande lista de fim de ano pra juntar tudo (inclusive as b-sides) pra saber o que realmente foi bom durante 2021.

– Serão dez músicas em ordem decrescente, apenas com os vídeos acompanhando. Playlist só no fim do ano.

10. LIGHTSUM – Vivace

Uma demo mofada do IZ*ONE e um sonho: é assim que eu posso resumir Vivace pra quem ainda não ouviu. E é também um ótimo contraponto ao debut (chatíssimo, eu vou confessar depois de alguns meses que eu coloquei ele nessa mesma posição em outro Pacotão). O LIGHTSUM melhorou vários pontos e ainda vingou as suas falecidas unnies oferecendo uma versão mais simpática de Violeta, e ainda colocando a Chowon (que foi barrada na lineup final do grupo) pra cantar os refrões. Apesar dos versos depois do primeiro refrão serem bem ruins, eu consigo depositar um voto de confiança no LIGHTSUM como um desses grupos de empresas capengas (a Cube tá em situação de barril) que conseguem divertir mais que as A-List. 

09. Ailee – Don’t Teach Me

Algumas músicas não apareceram por aqui porque elas entraram no corte da Xepa de amanhã, como essa da Ailee. E que música gostosinha, hein? Eu tenho a impressão de que a Ailee nunca aconteceu de fato, mesmo sendo a promessa de sei lá o que no começo da década passada. Tava ficando cada vez mais difícil a gata lançar algo aproveitável, mas esse dia chegou de novo com a ótima Don’t Teach Me, um new jack swing empoderador que bota o gogó dela pra jogo e mostra o lado bom que ela pode (e sabe) oferecer como solista. Eu vi que Don’t Teach Me fez um barulhinho, até por conta das views no Youtube. Tomara que a Ailee explore mais esse lado. 

08. Sunmi – Go or Stop?

Depois de ser cancelada por milhares de pessoas pela parcialidade com a qual ela tratou as participantes do Girls Planet 999, a Sunmi surgiu com um EDM crocantíssimo que faz propaganda pra um time coreano de League of Legends (inclusive, o time dela perdeu na final hoje). Go or Stop? é cafona demais e tem cheiro de banheirão da The Week, mas eu fiquei feliz que ela seguiu pra uma linha mais #GLS da coisa, resultando num número descompromissado. Matou todos os héteros jogadores desse jogo horrendo e ainda deu azar pro time que ela torce.

07. Blackswan – Close to Me

Enquanto isso, o Blackswan segue como um quarteto e entregou Close to Me, um ballroom bem nugu que diverte bastante. É bom ver que, no meio dessa bagunça toda, o grupo conseguiu sobreviver pro seu primeiro comeback, mesmo que a produção não seja lá essas coisas. Mas não foi por isso que nós nos aficionamos por kpop, pra começo de conversa? Close to Me é nostálgica, de certa forma, e se destaca no meio dessa massa amorfa que os lançamentos atuais se tornaram. Vi muita gente falando mal, principalmente da Larissa mamacita, e eu morro que todo kpopper queria tá onde ela tá.

06. Secret Number – Fire Saturday

Outro grande exemplo de flopadas que entregaram tudo sem prometer é o Secret Number. Se antes elas só eram um grupo com uma menina indonésia pra mim, Fire Saturday veio pra mudar meu pensamento. No meu post principal, eu comento sobre isso aqui ter um quezão de 2NE1 (e eu não duvidaria se isso fosse uma demo descartada lá de 2011 com um arranjo mais moderno), e caímos na mesma questão do Blackswan: atos desconhecidos que apostam em uma nostalgia meio metalinguística e brincam com gêneros mais ousados que remetem a determinados momentos do kpop. Ainda acho que falta um pouco mais de energia, mas Fire Saturday é uma daquelas músicas agradáveis que surgem de lugar nenhum. 

05. Kyary Pamyu Pamyu – DODONPA

A Kyary finalmente pariu seu álbum comemorativo (que recebeu um 7.2 da Pitchfork, a surra no Blackpink) e, mesmo que eu ainda não tenha escutado, posso dizer que DODONPA (e seu lyric video carregado de ácido) carrega a premissa do que é ser Kyary Pamyu Pamyu muito bem. Eu vivo por esses pancadões surtados dela, onde eu facilmente consigo me enxergar louca louquinha numa boate duvidosa enquanto entrego minha alma pro instrumental house frenético que rola aqui. É quase a mesma sensação que Party Maker me causa, e as duas são fruto de fases muito legais do Nakata, então pra mim tá tudo maravilhosamente bem.

04. Sakurazaka46 – Nagaredama

Ao mesmo tempo em que o Sakurazaka46 vem traçando um caminho parecido com as suas antecessoras, eu sinto que elas exalam uma energia completamente diferente. Elas são extremamente performáticas, mas nada parecido com o que os outros grupos do Akimoto fazem; é quase como assistir um número de dança contemporânea, com o orçamento grande e direção artística anarquista de grupos da WACK. Nagaredama é caótica, uma bagunça do começo ao fim. E ela vai crescendo, crescendo até explodir. 

03. bugAboo – bugAboo

Uma das surpresas desse Pacotão é a presença dessa música. bugAboo é tão brega que acaba fazendo a curva e se tornando ótima. A ousadia envolvida aqui é gigantesca, com elementos que não fazem sentido juntos, mas ainda assim constroem uma música terrivelmente viciante, principalmente no refrão (se você não ficou com isso na cabeça, você tá mentindo). A produção é uma tosqueira sem tamanho com esses efeitos sonoros de chicote, caixa registradora, uma porra de um cavalo relinchando, mas, de novo: a gente vive por isso. Eu sinto como se estivesse ouvindo uma lenda urbana, que é passada por gerações, o que faz com que esse debut seja candidato a se tornar um clássico cult do kpop atual.

02. aespa – Savage

A outra surpresa é isso aqui. Normalmente, eu não gosto de músicas tipo Savage; não sei o que essa música tem, mas ela cresceu tanto comigo que eu só desisti e deixei rolar, por isso a posição ficou tão alta. A verdade é que Savage é legal sim e, muito provavelmente, o primeiro acerto da carreira do aespa. E, sendo sincera, eu espero que elas explodam nessa próxima geração, refinando ainda mais a historinha delas e entregando coisas que não se preocupem tanto em ser uma revolução sonora presunçosa e arrogante (como Next Level tentou). Savage acaba equilibrando o girl crush interespacial que a SM prometeu com uma performance fácil e refrão viciante. 

01. TWICE – The Feels

Porém, o que estourou mesmo aqui no AYO GG foi o debut norte-americano do TWICE. As roupas ficaram horríveis e a JYPE cagou pro cronograma de lançamento, mas elas têm o povo e The Feels virou um hit absoluto no Tiktok (principalmente no Japão, o que é engraçado levando em consideração o target inicial). Tudo em The Feels funciona muito bem: o estilo, que é bem maduro e o TWICE consegue carregar com facilidade, o refrão extremamente grudento, a coreografia no ponto e, mais que tudo, o fato de ser em inglês faz com que muito mais pessoas consigam cantar junto. Eu, que não gosto muito de grupos coreanos cantando em inglês (vide alguém aí), deitei completamente pra essa emulação da Dua Lipa. O TWICE é tudo mesmo, viu? 

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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