Pacotão AYO GG | Melhores de Abril/21

E aqui estamos com o nosso ranking mensal de melhores do mês, dessa vez falando sobre abril. Achei um mês morno, viu? Não tão morno quanto fevereiro, mas bem sem graça comparando com março, que teve umas reviravoltas legais lá pro finzinho. Acho que abril prometeu bastante com alguns nomes grandes e debuts importantes, mas que acabaram decepcionando (e muito) no fim das contas.

Porém, eu consegui resgatar coisas boas, equilibrando lançamentos coreanos e japoneses que chamaram minha atenção. Acho que a lista de hoje vai ter algumas surpresas, tanto por ter conhecido coisas novas que realmente ficaram comigo o mês todo, quanto por nomes conhecidos que floparam no dia da estreia, mas correram atrás do meu perdão. Ansiosos? Então, antes de começar, vamos lembrar as regras.

– Parece óbvio, mas são apenas lançamentos FEMININOS da Coreia do Sul e do Japão.

– A lista contém apenas singles lançados em abril, reservando a grande lista de fim de ano pra juntar tudo (inclusive as b-sides) pra saber o que realmente foi bom durante 2021.

– Serão dez músicas em ordem decrescente, apenas com os vídeos acompanhando. Playlist só no fim do ano.

10. Juice=Juice – DOWN TOWN

Depois da saída da Sayuki, as meninas do Juice=Juice retornaram com um single duplo, mas apenas DOWN TOWN chamou de fato a minha atenção. Isso porque elas entregaram um cover super moderno de um rockzinho japonês dos anos 70, mesmo com os desfalques nos vocais, deixando toda a responsabilidade pra Ruru (Juice=Juice nunca foi forte em vocais, elas têm aquela característica squishy bem de jpop mesmo e que eu não gosto tanto). Além disso, parabéns aos esforços da HP por meter as meninas num cenário de papelão e tela verde, deixando tudo com menos aspecto de barato com uns efeitos do Sony Vegas. Pelo menos, eles se deram o trabalho de regravar todo o MV sem a Sayuki. Aprende aí, Cube.

09. (G)I-DLE – Last Dance

E falando em grupo desfalcado, temos o (G)I-DLE logo em seguida com seu primeiro lançamento sem a presença da Soojin, que continua de castigo refletindo sobre suas ações. Só que, diferente do Juice=Juice, eles lançaram o MV assim mesmo, usando a Soojin de easter egg pros fãs brincarem de Onde Está Wally. Eu comentei no post solo dessa música que eu achei a produção do MV de Last Dance muito porca e até desrespeitosa, tanto com a menina quanto com a fanbase. Eles seguraram essa bosta desde janeiro, dava totalmente pra regravar. A sorte é que Last Dance consegue ser diferente de tudo que o (G)I-DLE já entregou até hoje, sendo um grande número deep house, e só por isso elas passaram o Juice=Juice no ranking.

08. Sakurazaka46 – BAN

Como eu já contei milhares de vezes aqui no blog, o Sakurazaka46 é uma espécie de redebut de outro grupo da franquia, o Keyakizaka46 (também conhecido como o melhor grupo que o Akimoto já produziu, um dia eu revisito a discografia das patroas). Elas morreram porque, aparentemente, sem a Yurina não existe Keyakizaka46, e deram espaço para que outro grupo nascesse no lugar. A estreia delas não foi grande coisa, sendo igual ou até inferior a outros da franquia, mas BAN surgiu como uma redenção pra mim porque me lembra vagamente essa aura mais rebelde e adulta que o Keyakizaka46 tinha. Eu gosto muito dessa viola espanhola ao longo da música toda, sendo ela o grande catalisador que faz o single funcionar da maneira que deve. Espero que os próximos lançamentos sejam ainda melhores.

07. Wheein – water color

Outra surpresa desse ranking de abril é a Wheein, conhecida por ser a mais “diferentona” do MAMAMOO. Enquanto suas amigas lançavam seus devidos singles, a Wheein ficava meio que de escanteio, aparecendo com uma OST ou outra, intercaladas por músicas de cafeteria chatíssimas, mas que tinham a cara dela. Quando foi anunciado o mini dela, ninguém levou muita fé, inclusive eu, mas water color aparece como um R&B delicinha que dá um banho em todas as solistas coreanas vindas de outros grupos (vocês sabem quem são). Essa música tem um replay factor bem alto pro que eu tava esperando, principalmente com esses ganchos instrumentais. Muita gente disse que a Wheein soa igual a Hwasa aqui, mas elas têm timbres parecidos mesmo, sendo uma um pouco mais aguda que a outra. De qualquer forma, water color mostrou que a RBW pode aposentar qualquer outro estilo que tenham pra ela e jogar a bicha nessas empreitadas mais ousadas.

06. STAYC – ASAP

Sim, eu falei mal dessa música no dia que saiu. Sim, eu viciei no refrão dela horas depois. Não pensem que é fácil botar ASAP aqui, viu? Eu ainda acho os versos péssimos e mal executados só pra conseguir encaixar a voz de fumante da J num rap bem deslocado e nada a ver, sendo que a menina canta super bem. Porém, o STAYC brilha intensamente no refrão, mostrando que ASAP tem muito potencial guardado em determinados momentos da música. A forma como elas brincam com o jogo entre as palavras “copy” e “décalcomanie” e, principalmente, como a Sieun joga na nossa cara como é fácil cantar, basta ter talento. É uma pena o conjunto todo de ASAP não ter a mesma força que o debut delas, mas as partes que são boas são muito boas. É isso. 

05. 3YE – STALKER

Eu nunca gostei de nenhuma farofada que o 3YE já lançou nos seus anos de existência, então me surpreendi de verdade ao dar play e me deparar com um EDM super moderno e redondinho, ainda mais que as fotos de divulgação mostravam ser um trap industrial saturado e eu super torci a cara. Sendo assim, fiquei muito feliz de realmente gostar de STALKER, até mesmo porque dias depois passei a comparar essa música com qualquer outra tentativa do LOONA de renovar o som e falhar miseravelmente. Acho STALKER um revamp de um remix de Why Not e So What só que muito melhor produzido e isso já foi mais que o suficiente pra botar o 3YE no meu radar. Espero que a empresa não se meta a fazer um comeback por ano até as coitadas morrerem. 

04. YUKIKA – Insomnia 

Mesmo depois de dias falando dessa música, fazendo review dela, do álbum e de tudo mais que eu pude, Insomnia ainda conversa comigo em níveis muito íntimos. Esses dias comentei no post do Arthur sobre sentimentos que a YUKIKA despertou em mim com Insomnia, fazendo com que eu lembrasse de épocas horríveis da minha vida e mergulhasse em mim pra finalmente entender como esses momentos foram importantes pra que eu me tornasse a Rafaella de hoje. Insomnia, assim como X da Chungha, sempre vai ser o meu ponto de fuga pra que eu possa conversar comigo mesma, assim como ela conversa com a YUKIKA do passado no MV. Musicalmente, é o city pop puro de sempre, mas com novos elementos que explodem a cada vez que eu executo a faixa. Pode até existir alguns pontos a mais pra eu botar essa música tão alto no ranking, mas a YUKIKA nunca erra, e se errou foi tentando acertar.

03. Solbi – Angel

Pra não me perder, eu acompanho os lançamentos de kpop pelo site Kpopmap, e, de vez em quando, aparece na agenda uns artistas muito obscuros. A maioria deles eu acabo comentando na Xepa; foi o que aconteceu com Angel. Lá estava eu, domingueira, fazendo o post até que essa música começou a tocar. Quando percebi, me vi apaixonada por toda a sonoridade e quem me desse oi, eu recomendava. A Solbi tem mais músicas nesse estilo (obviamente eu pesquisei depois), mas como estamos falando de Angel, o que me fez gostar tanto dela foi o puro suco dos anos 80 que existe aqui, mas sem deixar as características do trot de lado, tornando a faixa um produto único, hipnotizante e surpreendente. Aliás, escutem!

02. Ai Furihata – AXIOM

AXIOM é uma recomendação do Rodrigo e talvez uma das melhores que já me fizeram nos últimos tempos. Não tive a oportunidade de ouvir os lançamentos anteriores da Ai Furihata, mas AXIOM realmente é uma grande viagem ao espaço; em determinados momentos, eu sinto como se fosse uma contagem regressiva enquanto eu espero o foguete sair da plataforma, uma decolagem sem volta pra que eu me perca nas estrelas, pra que eu vague no vazio ouvindo essa música tocar cada vez mais longe. Um sentimento bem específico, né? Mas acho que não podemos falar de trivialidades quando a Ai Furihata oferece uma música desse tipo, que desperta nostalgias de tempos que eu nunca vivi. Sem contar que eu me peguei inúmeras vezes fazendo AXIOM com as mãos. O viral veio sem prometer. 

01. Miliyah Kato (ft. Yoshida Brothers) – Kono Yume ga Sameru Made

Vocês esperavam uma anisong sem MV, com o nome todo cagado no Youtube em primeiro lugar? Nem eu. Acontece que a Miliyah Kato se meteu a cantar o encerramento de um anime que eu descobri se chamar Mashiro no Oto (nota 7,81 no MyAnimeList), em parceria com a dupla musical Yoshida Brothers. Até aí tudo bem, se Kono Yume ga Sameru Made não fosse foda pra caralho. Sério, eu amo essas misturas de música tradicional japonesa com hip hop, me lembra muito a trilha sonora de Samurai Champloo, principalmente as que foram produzidas pelo Nujabes, e a voz da Miliyah se encaixou maravilhosamente em todos os estilos que a música explora: um puta vocalzão no refrão, cheio de drama, que vai de agudos a graves em segundos enquanto o shamisen rola solto no fundo. Desde quando saiu e vi o Dougie postando no blog dele, eu não paro de ouvir. Pra vocês terem noção, eu não tenho mais o costume de ver anime, mas quero assistir Mashiro no Oto só por causa dessa música.

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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