Rinha AYO GG | Lee Hyori

E aqui estamos com mais uma edição que promove a rivalidade feminina como ninguém: a Rinha AYO GG! Provando que eu não criei esse quadro em um surto qualquer, o post de hoje vai refletir sobre a discografia da fada (nem tão) sensata da nação sul-coreana, que já derrapou algumas vezes na sua carreira, fez uma legião de inimigos fãs de um grupo que eu prefiro não comentar, mas sempre ressurge na mídia com muito burburinho e o bolso mais cheio. 

Quem me viu nas redes sociais nos últimos dias, já deve saber de quem eu estou falando. A nova integrante do grupo de risco do coronavírus, que fura quarentena e lança algum peido pra limpar sua imagem, miss cloroquina que rouba seu marido em 10 minutos: Lee Hyori!

Ficha técnica

Lee Hyori é uma cantora sul-coreana que fez sua estreia na indústria em 1998 como líder do grupo Fin.K.L, a aposta da empresa DSP Media (ainda chamada de Daesung Enterprise) pra rivalizar com o recém smash da SM (e que era um quarteto tão genérico quanto outro aí que ela esculachou, mas isso é assunto pra outro dia). Ela debutou solo em 2003 ainda ativa no grupo e teve um sucesso estrondoso, ganhando diversos prêmios na época. 

A bichinha já fez bastante cagada nesses anos de atividade, mas sempre conseguiu se safar tendo a simpatia dos coreanos ao seu lado com as diversas limpezas de imagem que realizou. Hoje, Lee Hyori é consolidada como a Miss Coreia, produziu várias coisas (inclusive o SPICA, que nunca teve o devido sucesso) e tudo que ela toca vira ouro. Basicamente. Esperamos que, em breve, a velha tome a vacina. 

Mas enquanto não estava gerando empregos e “pegando samples emprestados”, Lee Hyori lançou seis álbuns durante seus 23 anos de carreira. Todos eles serão levados em consideração nesse ranking, daí já aproveito e dedico como presente de aniversário adiantado pra lenda. Espero que goste, Hyori, eu sei que você é frequentadora assídua da blogosfera brasileira. 

#6 – Black (2017)

25/100

Gêneros: K-Pop, Downtempo, Contemporary R&B

Black é o lançamento mais recente da Hyori como artista solo e envolve uma série de acontecimentos pro álbum ser como ele é. Com o compromisso de alcançar uma maior maturidade musical, a Hyori compôs praticamente todas as músicas do Black pra dar a entender que ela é, sim, uma artista de renome na Coreia do Sul. Pra isso, ela apostou numa atmosfera mais dark pop e intimista, e entrou de vez no personagem cancelando sua agenda pública e #desativando, como se quisesse fazer um mergulho dentro de si. Pena que não funcionou comigo. Acho Black um álbum extremamente fraco em comparação com o seu antecessor e, como um lançamento mais conceitual, faltou até um pouco de carisma nas faixas. Ser um álbum-conceito não impede de ter números mais comerciais, como a própria faixa-título faz muito bem equilibrando esses dois lados. 

Destaques: Black, Mute

#5 – Stylish…E (2003)

30/100

Gêneros: K-Pop, Contemporary R&B, Dance-Pop

Quando o Fin.K.L estava no auge, a DSP resolveu que promoveria uma das quatro integrantes. A história mostrou que Lee Hyori, então com seus 24 anos sendo líder de um dos girlgroups mais conhecidos da época (talvez o mais conhecido em atividade, já que o S.E.S já tinha ido pra vala), era a candidata perfeita pra essa empreitada, até mesmo pra tentar rivalizar com outras cantoras que estavam surgindo no cenário, como a BoA e a Bada. Assim nasceu o Stylish…E, um dos debuts mais bem vendidos em solo coreano e culminando na chamada “síndrome Hyori”, mas esse álbum, como muita coisa dessa mesma época, envelheceu feito leite. Inserido num contexto onde a Coreia do Sul emulava exaustivamente o R&B americano de artistas como TLC, Mariah Carey e Aaliyah, o Stylish…E se torna redundante com uma tracklist pesada e repetitiva, apesar de ser a morada do smash 10 Minutes, com a Hyori desfilando de tamanca enquanto fala que, sim, ela vai roubar o seu homem.

Destaques: One Two Three N’Four, 10 Minutes, Erase

#4 – Monochrome (2013)

45/100

Gêneros: K-Pop, Jazz Pop, Pop Rock, Dance-Pop

Com as acusações de plágio se tornando reais e o produtor lá condenado a um ano e meio de prisão por obstrução, fraude e falsificação de documentos (o cara fez um currículo falso), a coitada da Hyori precisava limpar a imagem. Primeiro ela deu uma declaração dizendo que foi enganada pelo sujeito e que não sabia dos plágios; depois ela deu linha na pipa. Esse tempo foi importante pra ela conseguir absorver tudo que tinha acontecido, o que envolveu a remontagem da sua figura pública. Monochrome é o pedido de desculpas da Hyori, se jogando em um álbum totalmente experimental com a estética dos anos 50 e 60, apesar de ter uma ou outra faixa desnecessária que estraga a experiência. A cereja do bolo é a música Miss Korea, escrita e produzida pela própria Hyori, onde ela diz que toda mulher coreana é uma miss, além de ter doado seus direitos sobre a música pra um projeto beneficente da Samsung. A era clean obteve sucesso, visto que Miss Korea foi um verdadeiro hit e o país voltou a abraçar a Hyori como fada da nação. 

Destaques: Miss Korea, Bad Girls, Better Together

#3 – Dark Angel (2005)

65/100

Gêneros: K-Pop, Dance-Pop, Contemporary R&B, Electropop, Pop Rap

Decidir quem ficaria na terceira posição foi extremamente difícil porque esse top 3, pra mim, é muito bom, cada um à sua maneira. Mas Dark Angel foi o escolhido por ser uma grande homenagem a Britney Spears. A forma como a Hyori encarnou a sexy persona nesse álbum tal qual a Britney fez em 2000 com os hits I’m a Slave 4 U e o cover de I Love Rock ‘n Roll é maravilhosa, rendendo músicas icônicas como E.M.M.M, um rock de gostosa que faz questão de te chamar de feia enquanto a Hyori balança os peitos na sua cara. Só que o Dark Angel é tão Britney Spears que o primeiro single do álbum foi acusado de ser um plágio de Do Something. Não é tão descarado, mas a influência falou alto demais, o que só ajudou a resultar em vendas mais baixas que o seu antecessor. O importante é que ninguém serviu um conceito sexy sem vergonha tão sexy sem vergonha quanto a Lee Hyori nesse álbum. 

Destaques: Straight Up, Stealing a Glance, E.M.M.M

#2 – H-Logic (2010)

70/100

Gêneros: K-Pop, Pop Rap, Dance-Pop

E falando em plágio, ele chegou. O infame, o mal visto, o odioso, o maldito quarto álbum de Lee Hyori que quase arrancou sua peruca. Com o sucesso do álbum anterior, a bicha apostou alto e começou a chamar uma galera pra colaborar no seu próximo projeto, o H-Logic. E quando eu digo que ela apostou, é porque ela apostou. Ela fez a aposta dela, entendeu? Tem gente importante dando seu devido pitaco nessa produção, como a Bekah do After School, a Jiyoon do 4minute, o Daesung do Big Bang… E com a qualidade sonora só crescendo desde o debut, a Hyori tava com tudo. Até SETE músicas serem acusadas de plágio, sendo TRÊS delas singles, se tornando o maior escândalo desse tipo na indústria. SETE, gente, metade do álbum é tudo lição de casa copiada. A carreira da Hyori quase foi tombada aqui e ela precisou tirar uma temporada sabática da mídia coreana, mas o H-Logic continua sendo um grande álbum, mesmo com os plágios. Scandal é a minha música favorita da Hyori e, só isso, já basta. #defendi.

Destaques: I’m Back, Bring it Back, Scandal

#1 – It’s Hyorish (2008)

85/100

Gêneros: K-Pop, Dance-Pop, Contemporary R&B

É a patroa. It’s Hyorish é o álbum de assinatura da Hyori e contém o seu maior hit até hoje, o hino de empoderamento feminino menos empoderado que eu já vi. U-go-girl virou sinônimo de Lee Hyori, com a sua sonoridade super divertida e sendo um dos primeiros MVs a abordar o clichê da feia que virou bonita, mas não é só essa música que carrega o álbum nas costas. Na verdade, o It’s Hyorish é a síntese de tudo que compõe a Hyori como artista solo, ao mesmo tempo que foi o primeiro passo pra que ela se reinventasse em outras áreas da música, como compositora e produtora. Esse álbum consegue brincar com vários estilos diferentes e obter sucesso em quase todas as tentativas, dosando uma boa tracklist que não é nem um pouco cansativa, apesar da quantidade de faixas, que é bem incomum pros moldes atuais. It’s Hyorish é um marco que pagou um show no Jamsil, mesmo com essa capa horrorosa e cafona, e um álbum a ser lembrado por qualquer pessoa que se interesse minimamente por kpop. 

Destaques: Lee Hyori the Invincible, Lesson, U-go-girl, Don’t Cry, P.P.P, Unusual

Resumo

#6 – Black (2017) – 25/100

#5 – Stylish…E (2003) – 30/100

#4 – Monochrome (2013) – 45/100

#3 – Dark Angel (2005) – 65/100

#2 – H-Logic (2010) – 70/100

#1 – It’s Hyorish (2008) – 85/100

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

3 pensamentos

  1. Achei até que você ia ser pior kkk Da Hyori eu só escutei metade da discografia e meu favorito é, de longe, o Monochrome…

    Concordo com tudo que você disse sobre o BLACK, mas me falta escutar os álbuns dos anos 2000 pra dizer se concordo ou não (mas não gosto de U-Go-Girl, acho muito bagunçada… Talvez o álbum seja melhor que o single? Não sei…)

    Enfim, não tinha parado pra pensar que ela foi fazendo medidas pra limpar a imagem (faz bastante sentido) e que ela já derrapou umas boas vezes na carreira… Quando tiver na vibe, vou escutar o seu top 3 pra ver se eu curto xD (o único álbum que eu realmente dou replay dela é Monochrome msmo kk)

    Curtido por 1 pessoa

    1. às vezes eu tenho um gosto bem duvidoso, mas o it’s hyorish é brega e inovador ao mesmo tempo e eu amo, inclusive u-go-girl, acho uma música extremamente divertida. mas do meu top 3, vc só vai encontrar o dark angel no spotify. até entendo ela ter deletado a existência do h-logic e encarar tudo como um grande surto, mas não sei pq não tem o it’s hyorish…

      Curtido por 1 pessoa

      1. Vai que é treta de empresa, talvez? H-Logic é até engraçado porque o fandom escondeu debaixo do tapete mesmo, pra ninguém ver kk (bons álbuns costumam ter singles meio mais ou menos pra mim – geralmente – então isso só aumentou minhas expectativas xD)

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