Sete vezes em que o CLC quebrou o tabu

Com o possível fim do CLC mais próximo do que a gente imaginava, nada melhor que relembrar os grandes atos de um grupo que, infelizmente, tinha muito mais a oferecer se não fosse gerenciada por uma empresa safada que adora um cambalacho.

Como o forte delas são as letras de empoderamento feminino, girl power, conceito, coesão e lacração, as sete músicas a seguir, em ordem de lançamento, mostram que o CLC representou muito o público feminino na Coreia do Sul – dentro dos seus limites de idols, claro.

Sem mais delongas, vamos à lista!

Quando elas usaram os cinco dedinhos pra dizer não a um estranho em No Oh Oh

A primeira música dessa lista, No Oh Oh é de 2016, do quinto mini delas, Nu.Clear. Em um estilo bem influenciado pelo hip-hop e sonoridade mais leve e infantil, o CLC deixa uma mensagem importante sobre assédio a menores de idade, cantando para um homem mais velho deixá-las em paz, senão elas vão contar pra mãe.

Quando elas desceram o porrete num cara marrento em Hobgoblin

Seguindo a linha das irmãs mais velhas do 4Minute, o EDM de Hobgoblin foi a primeira tentativa do grupo em trazer um som e imagem mais pesados em 2017, com o sexto EP Crystyle. Fortemente influenciada por Crazy, lançada dois anos antes, e não é pra menos, já que a música tem na sua composição a própria Hyuna.

Quando elas seduziram o boyzinho no pretinho básico em Black Dress

Depois de muitos apelos dos fãs, que certamente não foi o que motivou a Cube, o CLC vem em 2018 com Black Dress, no sétimo EP de mesmo nome, um popzão pra bater bunda na boate. Essa música marcou o começo de uma nova identidade ao grupo, mais forte e empoderada, servindo terninhos e salto agulha para todos os 20 gays do fandom.

Quando elas negaram todos os padrões de beleza em No

Sem batom vermelho, sem brincos, sem salto, sem bolsinha de mão. O CLC voltou ainda em 2018 com o oitavo EP chamado No.1, fugindo de toda a onda latina que infestou o ano e arrasando em mais um EDM ballroom que poderia facilmente estar na trilha sonora de um desfile elegantíssimo da Gucci.

Quando elas clamaram que nasceram lindas em Me

Amor próprio é tudo e o CLC sabe disso. Em 2019, influenciadas pelo reggae, elas trouxeram Me, que é só um single album. Três minutos de auto aclamação e agradecimento aos pais por fazerem filhas tão bonitas.

Quando elas perderam a paciência com homem e viraram o capeta em Devil

Ainda em 2019, Devil foi o segundo lançamento do CLC naquele ano, apostando em uma sonoridade um pouco diferente do habitual pra botar homens pra correr, um pop retrô divertidíssimo e cheio de personalidade.

Quando elas sobrevoaram no Águia Dourada com o comandante Hamilton em Helicopter

Voltando às origens de 2017, o CLC teve seu único lançamento de 2020 com Helicopter, que segue sendo um farofão de qualidade repleto de lacração. O que me faz pensar que realmente isso pode ser um single de despedida se a gente levar em conta que elas tentaram resgatar a força e poder de Hobgoblin.

E essa imagem no fim do MV que também diz muita coisa…

Quais são suas músicas preferidas do CLC? Deixa nos comentários pra gente lamentar todos juntos a perda iminente de mais um grupo com potencial pras mãos de uma empresa safada.

Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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