Playlist AYO GG | Agosto/23 

Nossa, gente… Agosto não costumava ser aquele mês que se arrastava pra passar? Não sei vocês, mas eu tive a impressão de que nesse ano ele acabou tão rápido, sei lá. Talvez eu esteja trabalhando tanto e preocupada com outros aspectos da minha vida a ponto de nem sentir os efeitos do tempo, mas quando me dei conta, já era hora de escrever mais um post desses. Bizarro.

A boa notícia é que agosto repetiu a façanha do seu antecessor de ser um bom mês pra lançamentos. Mais 17 músicas foram adicionadas nesse balaio, mas até agora, nada da playlist alcançar a marca de 100. Ano passado, na mesma época, eu fechei agosto com 123 músicas, e em 2021 provavelmente já tinha ultrapassado 150. Só que eu não acho que isso seja parâmetro pra medir se o ano tá bom ou ruim. Na verdade, conforme o blog foi envelhecendo, eu também aprimorei meu gosto e consigo decidir muito melhor sobre o que me agrada ou não (mesmo que isso resulte em faixas estranhas, como vocês vão ver daqui a pouco). É só comparar os dois top 100 que eu fiz; de 2021 pra 2022, eu fiquei muito mais confortável pra escrever por saber que ali tá o que eu gostei de verdade. E esse ano também vai ter uma diferença enorme. A gente cresce, evolui, aprende novas coisas. Faz parte da vida, né?

Esse mês também foi arrebatador depois do anúncio de que o TWICE vem pro Brasil. Desde esse dia, eu não consigo ficar um momento sem pensar na abertura das vendas, e fico planejando como eu vou fazer pra não perder o horário de compra. Esses shows de grupos grandes parecem ser uma oportunidade única (mesmo que as fãs de homens digam que isso é só um teste da JYPE pra trazer o tal do Stray Kids, como se pessoas que gostam de TWICE fossem malucas a esse ponto). Então se eu não conseguir comprar, sinto que vou deixar uma chance incrível escorrer pelas mãos, daí fico ansiosa. Enfim, pensamento positivo: eu vou no show e quero muito fazer uma cobertura aqui pro blog. Sem compromisso jornalístico, mas contar como foi a experiência, se teve confusão, se eu bati numa kpopper, se deu pra ver tudo do lugar onde eu estava, essas coisas. Porque eu sei que shows assim também estão fora da realidade de muitas pessoas, então quero escrever um texto que aproxime todo mundo dos meus sentimentos. Aguardem mais informações.

Em ordem, os cinco posts mais vistos do blog esse mês foram:

– Graças ao Dougie, o top 50 melhores do TWICE;

– Mais uma vez, as minhas favoritas dos grupos da segunda geração;

– Um compilado de comentários com alguns lançamentos de agosto que perdi o timing;

– O post duplo do maior serve homossexual do ano até o momento;

– E o Jaden Jeong ressuscitando a Thatcher.

1. Kwon Eunbi – The Flash: Mesmo sendo quase um trabalho voluntário, a Eunbi continua sendo uma grande mãe (e bota grande nisso) pra nós, pessoas não-héteros. Atualmente, ela é a solista responsável por entregar esses números babilônicos que outrora faziam parte da gestão Chungha e fariam todos nós quebrarmos tudo em algum sujinho do centro da cidade e eu vivo por isso.

2. Kwon Eunbi – Comet: Essa é uma gracinha. Nem sempre a Eunbi precisa ser a madrinha dos homossexuais, mas mesmo num rockzinho inofensivo existe um pedaço dela que se sente na obrigação de fazer isso. Comet é bem bonitinha e eu amo o jeito como ela pronuncia as palavras em inglês, tem um sotaque forte tão gostoso. Obrigada por tudo, mãe.

3. BBGIRLS – One More Time: No mesmo dia, as ex-Brave Girls renasceram tal qual uma belíssima fênix com um sample milionário do Rick James no bolso e fizeram história. Até entendo quem diz que a música fica repetitiva depois de um tempo e eu concordo, mas acho One More Time tão icônica. É como se elas pisoteassem o maldito do Brave Brothers com uma plataforma de 15cm várias vezes. 

4. XG – TGIF: Aconteceu, irmãs. Eu me rendi à ditadura de Max Matsuura porque, sério, vai cagar! Essas japonesas serviram um ballroom tão delicioso a ponto de eu nem me importar com essa bobagem de Thank God I’m Fly. Essa música aqui é exatamente o tipo de slayrism que eu queria que elas entregassem desde o debut; finalmente ele veio.

5. Somi – Fast Forward: Essa garota… Ela passa dois anos sendo sub na internet e volta do nada com um remix largado do Calvin Harris e me conquista como se nada tivesse acontecido. Quer dizer, ela conseguiu lembrar que o Chromatica um dia existiu e reinventa Rain On Me assim como quem não quer nada. Desgraçada. 

6. Jo Yuri – Taxi: Até pouco tempo, a coisa mais relevante que a Yuri conseguiu fazer além de ser parte do IZ*ONE foi integrar o elenco da segunda temporada de Squid Game (que, seguindo a lógica e o bom senso, nem deveria existir). Mas a bicha se provou lançando Taxi. É divertida e dá até pra dizer que a Yuri conquistou sua cadeira de pequena diva. 

7. LOVElution – Girls’ Capitalism: Ai, sabe… Não sei se ainda tenho algum comentário sobre essa palhaçada, mas a música sem o pano de fundo idiota é tão boa. O Jaden, quando não inventa uma história ridícula sobre uma seita de garotas loucas por dinheiro como uma espécie de crítica ao capitalismo, sabe o que faz. 

8. LOVElution – Speed Love: Quanto mais eu ouço essa, melhor ela fica. O drum and bass, além de provocar a Min Heejin, é tão gostoso, inclusive tem uma sonoridade meio abrasileirada (que a gente chama por aqui de drum and bossa). Parece um confronto de mentes gigantescas e sempre rende umas músicas bem legais.

9. Jihyo – Killin Me Good: Uma injustiça; é isso que a Jihyo anda sofrendo. Depois de debutar com a crocantíssima Killin Me Good, ela começou a sofrer de todos os lados, com gente dizendo que a faixa era sem graça e os charts refletindo a realidade de que ninguém tinha comprado a ideia. Impossível ser gostosa nessa indústria.

10. Everglow – Slay: Daí corta pra mim colocando essa DESGRAÇA logo em seguida. Entendam que o Everglow é sempre preto no branco; quando elas querem purificar nossa alma, a gente precisa agradecer porque costuma ser bom. Quando resolvem nukar o universo, nada é capaz de impedir. Isso aqui é tão inofensivo perto de tudo que elas já lançaram que faz a volta e fica legal. É sério.

11. aespa – Better Things: Já o aespa segue surpreendendo e recompensando a gente por todos os anos de fabricação de Panelas & Talheres KWANGYA™. Better Things vai ficando tão apetitosa quanto um bom vinho e é um ótimo resumo sobre o que lançar quando se é um grupo sul-coreano “experimental” tentando a vida do outro lado do globo. 

12. Yerin – The Dance: Essa queridona lançou um synthpop esses dias e eu pensei em como não é todo mundo que consegue ser apelativo com esse tipo de instrumental, daí larguei de canto. Ouvindo o EP, descobri essa delícia. É um hip-hop eletrônico meio noventista onde a Yerin não precisa forçar a voz fanha dela pra conseguir um resultado legal. 

13. AI – Respect: Saiu o álbum novo da AI e essa é um exemplo de música que saiu como single meses antes, mas fiquei com preguiça de reorganizar conforme a ordem de lançamento. Respect me lembra Black Eyed Peas por algum motivo, quando eles faziam faixas de consciência social tipo Where is the Love. 

14. AI – Eh Eh Eh: Se essa tivesse sido lançada em 2005 por algum rapper norte-americano que sumiu, tipo o Ja Rule, eu nem suspeitaria. Gosto da vibe hip hop da década retrasada, com aquela mixagem meio “realeza”, tipo a última fase do primeiro Streets of Rage. É brega, mas ela assume que é brega. 

15. AI – World Dance (ft. Chanmina): Ultimamente, as participações especiais da Chanmina têm rendido bem mais que os trabalhos solo. Essa parceria no álbum da AI, por exemplo, é bem boa. É um EDM de 2010 igual ao que a própria AI fez no Independent (que é o único álbum dela que eu conheço inteiro)? Sim, mas parece que ela brilha nesse estilo.

16. XG – New Dance: A essa altura, o XG já lançou o EP todo como single e não sei o que resta até o dia do lançamento oficial, mas vou confessar que to amando essa minha era de elogiar as divas. Mesmo que tudo que tenha saído até agora seja extremamente diferente entre si, New Dance aposta no hip hop Y2K e, mais uma vez, acerta. 

17. H1-KEY – Seoul (Such a Beautiful City): Esse é o jeito certo de trabalhar um synthpop. É emocionante, melancólico, épico, dá aquele aperto no peito que a gente não sabe bem o que é. O H1-KEY vem de uma sequência de holofotes, sendo o mais recente a participação no último Queendom, e eu espero muito que essa música vingue. Não sei se é fogo de palha, mas acho que ela pega pelo menos um top 20 no fim do ano. 

Vocês sabiam que agora eu vendo minhas artes? Lá na Colab55 tem algumas opções de produtos com estampas que eu fiz e você pode comprar pra ajudar essa pobre coitada que escreve o blog.

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2 comentários sobre “Playlist AYO GG | Agosto/23 

  1. “Essa queridona lançou um synthpop esses dias e eu pensei em como não é todo mundo que consegue ser apelativo com esse tipo de instrumental, daí larguei de canto”. Ué, mas o Wonder Girls passou a carreira toda assim… Synthpop retrô nota 10, carisma nota zero…

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