Kpop, News

Cheese in the Trap é, possivelmente, a melhor versão da Moonbyul solo 

Faz um tempo que eu não venho acompanhando de perto os futuros lançamentos (de assistir teaser e tal), mas não teve nada realmente impactante nesses últimos dias. Dá até gosto de voltar a escrever sobre uma música nova e que, pelo título desse post, vocês já devem ter percebido que eu curti. Pois é, a surpresa tá em quem é a artista responsável pelo release legal de hoje.

A Moonbyul é bem inconsistente nas coisas que ela lança solo, então eu nem dei muita bola quando ela anunciou um comeback três meses depois de desovar seu segundo mini álbum. Mas, assim que eu dei play em Cheese in the Trap, a gata conseguiu provar que eu podia estar errada sobre a carreira solo dela. Ou será que esses últimos dias de abril estão tão fracos a ponto de me fazer pensar isso? Bom, veremos como a música vai sobreviver comigo ao longo do tempo.

Enquanto isso, vamos dar uma olhada no MV.

Parece que apostar no pop rock tá virando uma tendência na Coreia do Sul. Só esse ano tivemos a Yena e o (G)I-DLE, e os dois lançamentos ainda continuam muito presentes na minha playlist, então nem era de se surpreender tanto assim quando a Moonbyul decidiu apostar no estilo pra compor Cheese in the Trap. A estética cai muito bem nela, como se ela realmente fosse uma espécie de Avril Lavigne durante a era The Best Damn Thing, mas sem todos aqueles aparatos exageradamente cor de rosa que faziam parte da imagem dela. Só que a proposta é a mesma e fica claro ver que a Moonbyul tem influências muito bem definidas. 

O que me deixou meio chocada na verdade é o fato da RBW demorar pra perceber que o conceito combina tão bem. Tentaram debutar a menina com aquela patifaria dark de Eclipse, vendendo até um repackage, e não deu certo. Ficou pesado e extremamente enfadonho, além de ser o que se espera da Moonbyul. Ela tem esse lugar de “fodona masculinizada” dentro do MAMAMOO, atribuído sei lá por quem e nem por qual motivo. Depois veio Lunatic, que, apesar da imagem mais leve, também é outra chatice, só que dessa vez voltada ao indie. 

Cheese in the Trap parece ser a terceira e última chance de fazer a Moonbyul emplacar de alguma forma, nem que seja um top 100 em qualquer chart coreano, e eu realmente espero que dê certo. Eu gosto da construção da música, pegando um lugar comum pra ela, que é o rap, e lentamente cozinhando até virar um rock bem anos 2000. Dá pra sentir a voz da Moonbyul mudando de forma, numa constante tal qual a subida de uma montanha-russa até o refrão, que é explosivo, energético, dá vontade de sair gritando pela casa como um adolescente faria. Além de ser bem pegajoso, né? Com duas ouvidas você já consegue cantar tudo. 

Outro aspecto que conversa muito bem com a personalidade da Moonbyul é a história toda do MV junto com a letra. Quem acompanha o MAMAMOO, sabe que ela é tida como uma pessoa brega, e Cheese in the Trap faz isso o tempo inteiro, brincando com o significado de ser “cheesy” enquanto a Moonbyul canta que vai aprisionar o amor dela como um rato numa armadilha com queijo. E o fato dela interpretar uma outsider no colégio que sonha em ser conquistada até a virada de chave da história, onde ela quer na verdade conquistar alguém sem fingir inocência ou ser boazinha é algo que também faz parte da Moonbyul como pessoa. 

Demorou, mas os solos do MAMAMOO finalmente tão engatando comigo. Mês passado foi a Solar fashionista servindo um house classudo, e agora temos a Moonbyul entregando algo que facilmente poderia ter sido seu debut. Não sei o que vai ser do MAMAMOO como grupo daqui pra frente e também não sei se os solos vão se manter nessa qualidade (até porque Maria Hwasa ainda não deu sinal de vida esse ano), mas parece que todas estão numa curva de amadurecimento muito legal, explorando suas diferentes personalidades e refletindo nas músicas que lançam. No final, o grupo sempre foi isso aí mesmo: é sobre encontrar a sua melhor versão. 

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