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Oh My Girl soa cada vez menos como o Oh My Girl em Real Love

Oh My Girl é um caso de amor de ódio aqui em casa, na maioria das vezes ódio. Elas são de uma uniformidade que chega a dar sono, ainda mais depois de viralizarem com Nonstop e Dolphin, duas das músicas mais exaustivamente tocadas naquele ano. Bom que conseguiu pagar as marmitas de um montão de rookies da empresa delas, mas o grupo tá caindo numa espiral de lançamentos chatos cada vez mais insuportável. 

Até que demorou um pouco, mas o segundo full album da carreira veio aí, ainda seguindo o conceito de “mock-up” dos anteriores (não sei qual é a ligação entre eles, ou se tem ligação, mas gosto bastante da estética). Real Love vinha com a promessa de ser um trabalho mais romântico e, pelo menos na parte visual, o pessoal da WM mandou benzaço. Já as músicas… Bom, prévia, né? Eu tento não suprir minhas expectativas através delas, mas já adianto que não fiquei muito confiante.

Veremos se Real Love entra na categoria “amor” ou “ódio” dessa vez.

Já adianto que o ponto forte desse lançamento todo é o MV. Aliás, de lá pra cá, o Oh My Girl tem trazido MVs muito bons. Assim como foi em Nonstop (e um pouco em Dun Dun Dance), abusaram da computação gráfica e o resultado ficou um primor, o que me leva a crer que a WM contratou uma equipe de edição muito competente desde a época do Queendom. As comparações com Nonstop são inevitáveis, principalmente por esses cenários com cidades fantásticas modeladas em puro 3D, porém, ao mesmo tempo, Real Love consegue se distanciar justamente pelo clima mais romântico da coisa toda, como se de fato elas estivessem vivendo numa Nova York dos anos 50. De cara, é um produto bem mais maduro no visual, mesmo com a paleta ainda muito vibrante.

Contudo todavia entretanto, já faz um tempo que eu não escutava Oh My Girl antes delas viralizarem, e como esse blog adora fazer contrapontos, resolvi ouvir o full anterior pra entender se teve uma quebra de sonoridades antes e depois da fama estrondosa. E, sabe o que é engraçado? É que, enquanto o The Fifth Season é um trabalho mais low profile que mais soa como o Oh My Girl, o Real Love é talvez o auge do sucesso do grupo que menos se parece com a sonoridade única que elas estabeleceram. Digo isso do álbum, mas só pela title já dá pra perceber: The Fifth Season me causa uma efervescência no estômago porque o instrumental é emocionante e cheio de surpresas; Real Love me causa… Nada. A música é inofensiva o bastante pra passar despercebida por mim (eu escutei umas quatro vezes pra COMEÇAR a escrever o post). 

Conforme os anos foram passando, o Oh My Girl acabou se descaracterizando do aegyo poderoso que elas faziam em prol de uma sonoridade mais segura. Claro que com o Queendom elas ganharam atenção e isso convergiu com o comeback depois disso ter sido um sucesso, mas é um fato. Empresas menores têm um mote, que é: “se deu certo, vamos usar de novo”; tá aí o MOMOLAND que não me deixa mentir. É só comparar o que elas faziam antes e topar com várias faixas criativas (mesmo que você não goste de todas), com o agora e ver o mesmo disco pop derivando mais uma vez, cada vez mais insosso e estranho. Real Love não me empolga em nada, eu sequer sei onde o verso termina e o refrão começa, coisa que era um pouco mais definida em Dun Dun Dance, por exemplo, e foi o que me fez ficar viciada lá pro fim do ano passado. 

Não queria ter acordado pra falar mal do Oh My Girl, mas ninguém me ajuda. Eu gosto do grupo como um todo e sempre torço pra saírem coisas legais desses “álbuns mock-up”, só que tem ficado cada vez mais difícil defender ou arrancar uma reação genuinamente boa da minha parte. Pra não dizer que falei mal de tudo, eu gostei de terem botado a Mimi pra cantar dessa vez, crítica que eu fiz em Dun Dun Dance e que, felizmente, funcionou muito bem. Mas é isso: tirando Shark, o Oh My Girl cada vez menos Oh My Girl não é nada empolgante. Pode ver que esse texto, por exemplo, não tá aquelas coisas (tá bem ruim na verdade), mas é porque simplesmente Real Love não é exatamente aquele lançamento que consegue inspirar alguém.

Eu poderia ter citado o post do Arthur sobre a última do Red Velvet e que se fosse um lançamento do Oh My Girl a galera cairia em cima (e eu concordo), ou sobre a ponte que é perfeita só com os sintetizadores dando a moldura pros vocais, mas eu não soube mais o que escrever. A música me deixou apática nesse nível. Desculpa aí.

Escute também: Parachute

Eu ouvi o Real Love algumas vezes e comecei a achar ele menos ruim. Se os álbuns de mock-up forem uma trilogia, talvez esse daqui fique em segundo, numa distância muito grande entre ele e o primeiro colocado, assim como numa distância igualmente grande do terceiro. Porque, pra um full álbum, é bem capenga, mas tem músicas legaizinhas, tipo essa Parachute, que eu destaquei pra falar mais sobre o que é parecer minimamente Oh My Girl pra mim, sem tirar a característica atual do grupo de meter um disco pop sempre que der. Parachute é o tipo de faixa etérea do Oh My Girl, daquelas que tem elementos que, na primeira ouvida, não dá pra captar, mas que estão ali, complementando o instrumental da sua maneira. É uma música mágica e cintilante, ao mesmo tempo em que representa um amadurecimento delas. Eu poderia ter colocado Drip, que também é boa, mas destoaria demais com a proposta do título desse post. 

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