Xepa AYO GG | Lançamentos que não deram tempo de comentar

Semana passada eu abdiquei da Xepa pra montar meu top 10 do semestre, mas foi uma péssima ideia porque acumulou música demais pra comentar e eu, que acordei com a rinite berrando de dentro do meu nariz, não sei de onde eu vou tirar ânimo pra falar de cada lançamento com a mesma consistência (como se eu tivesse alguma consistência, mas enfim).

Bom, como são mais ou menos 20 músicas, não vou me prolongar muito aqui. Vamos fazendo. 

AleXa – Xtra

Russa bombada encontra coreano bombado e eles fazem uma baguncinha no estacionamento do supermercado. Isso aqui tá surpreendentemente bom pros padrões da AleXa. Tem uma energia de gostosa que sabe que é gostosa, com “referências” a Ariana Grande e o grande new jack swing que ela trouxe em Focus. É tudo que eu esperei da Ailee e ela nunca mais se deu o trabalho de fazer. Em Xtra, eu consigo perceber como a AleXa consegue transitar entre personalidades graças a essas mudanças vocais ao longo da música, de gostosa que fala fininho a musculosa que te faz de capacho. Só não entendi a aparição do menino do KARD mesmo, mas de resto eu gostei. 

ITZY, Kim DaVi – Break Ice

A cada dia que passa, eu fico mais triste pela Chaeryeong estar passando por esses perrengues.

Brave Girls – Pool Party (ft. E-CHAN of DKB)

E o Brave Girls continua morando de graça na cabeça dos fãs amargurados do grupo que faz um comeback por ano e editam vídeos de reciclagem japonesa pelo PicsArt. O sucesso estratosférico de Rollin continua rendendo frutos, o Brave Brothers vem fazendo seu pé de meia com a receita do último comeback e descolou mais um MV pras gatinhas. Tudo bem, Pool Party não se passa exatamente numa festa na piscina, mas me trouxe de volta aquela vibe gostosa de All Night do SNSD, junto com uma música que trabalha muito bem a produção-assinatura do Brave Brothers (mesmo que sejam um punhado de botões aleatórios, como ele mesmo disse). Pena que a COVID cancelou as últimas promoções do Summer Queen, mas o Brave Girls já faz parte do imaginário coletivo do coreano médio a ponto delas descansarem com a cabeça fresca pela primeira vez desde o debut. 

Yebin – Yes I Know

Uma novinha do DIA resolveu pegar o violão e se lançar solo. Só isso mesmo.

GIRLKIND – Good Vibes Only

Gente, o nome dessa música é muito 2015… Já me vem na cabeça aquelas imagens bregas que as tias mandam no Whatsapp. A música também é um pouco ultrapassada, mas não chega a ser ruim se comparada a outras coisas que elas já lançaram, e todo o histórico bem fundo de quintal desse grupo. Eu diria que Good Vibes Only é decente. 

YUKIKA & Pat Lok – The Moment

Pelo que eu li, a galera tá encarando isso como um city pop, mas já nos primeiros segundos dá pra ver que The Moment vai seguir por um caminho diferente. É um retrô bem inespecífico (isso não significa que é ruim, e sim que pode ser atribuído a qualquer linha temporal do gênero) e eu amei isso aqui. Além de demonstrar a versatilidade da YUKIKA dentro do nicho em que ela trabalha, misturando alguns elementos mais eletrônicos que dão uma característica meio “ocidental” pra coisa toda (até por conta de ser uma colaboração com um DJ canadense), The Moment me passa uma melancolia bem estranha. Um grande número da nossa princesinha, viu? Tomara que ela se arrisque assim no próximo álbum da suposta trilogia. 

Minzy – TEAMO

Como eu to meio cansada dessas latinidades no kpop, achei bem qualquer coisa. E ainda me lembrou vagamente de Falling in Love, que fede a leite azedo. TEODEIO.

Hyolyn – To Find a Reason

Mulher… É julho e você lançando um negócio xoxo desses na beira do Rio Pinheiros? 

YOASOBI – Sangenshoku

Isso aqui tá maravilhoso! E é só uma propaganda pra um plano de uma operadora japonesa que foi lançado esses dias. A forma como as propostas do plano conversam com a música e o MV (baseado na novel RGB, que conta sobre um trio de amigos que representam as cores primárias e como cada um possui sua própria essência até depois de adultos) é lindo, talvez a melhor do YOASOBI desde Gunjou. 

Perfume – Polygon Wave

Eu ainda to na esperança de lançarem um MV pra isso porque o melhor ato do Perfume desde o Level3 não merece só um single gerado pelo Youtube, então vou evitar de comentar muito sobre Polygon Wave a não ser dizer o óbvio: reset cultural, amores.

DAOKO – fighting pose

Apesar do papel de comfort music, tem algo em fighting pose que não me deixa curtir de forma orgânica. Vou continuar esperando as doideiras eletrônicas da DAOKO.

ZOC – CO LO s NA

Esperei porra nenhuma e até que fui surpreendida. Não vou lembrar de ouvir mais vezes, mas deve ser o único bagulho realmente audível que o ZOC lançou até hoje. 

eill – hikari

Além da ótima Koko de Iki wo Shite (que o MyAnimeList disse ser o encerramento de um anime chamado Tokyo Revengers), a eill também lançou essa hikari. As duas têm uma pegada diferente entre si, sendo que essa daqui é um pouco mais dramática. Não faz muito meu estilo, mas não deixa de ser boa se você quer fugir um pouco do que normalmente escuta.

NiziU – Super Summer

Por algum motivo eu não consegui achar o single oficial no Youtube, mas… Let’s dance the night away, né?

=LOVE – 24/7/Weekend Citron

Outro dia eu tava discutindo com uma amiga sobre o fato desse grupo ser tão inconsistente nos lançamentos, indo do ultra cute pro ultra bold em segundos. 24/7, por exemplo, poderia se passar por um lançamento do EXID só de olhar a thumb do MV, mas ouvindo alguns segundos da música a gente é transportado pra um cute meio estranho com drops sensuais e barulhentos como o Morning Musume costuma fazer quase todo dia. Sinceramente eu não gostei disso aqui porque eu sinto que a música tem potencial e poderia ter sido muito melhor. 

Weekend Citron é só péssima mesmo. Não ouçam.

BiSH – STACKiNG 

Depois que eu descobri o EMPiRE, eu cago pra essas músicas. Menina AiNA THE END, vai trabalhar no seu material solo, eu te imploro. 

PUFFY – Pathfinder

Isso aqui é meio que um bônus da Xepa porque eu descobri que as véias lançaram coisa nova lá em abril e bateu uma nostalgia enorme em mim. Pathfinder é bem bonitinha, escutem. Pode ser um bom esquenta pra minha ideia de revisitar a discografia do PUFFY um dia desses. 

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Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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