Pacotão AYO GG | As melhores da segunda geração

Mais um pacotão, amigos. E dessa vez eu não vou mamar no ano passado; resolvi apelar um pouco mais e fazer um throwback que começa há mais ou menos 15 anos. Vou fazer uma lista com as minhas músicas favoritas de cada grupo feminino relevante da segunda geração do kpop.

Eu acabei encontrando essa lista de grupos no Twitter do Aquário Hipster e, enquanto ele fez uma thread lá mesmo, eu resolvi guardar pra fazer aqui porque eu me conheço e eu sei que vou acabar falando mais do que os caracteres do Twitter suportam (e também é mais uma desculpa pra eu montar uma playlist no Spotify).

Bem, essa é a lista, mas como vocês podem ver, eu risquei dois nomes e acabei colocando outros dois (sim, essa é a minha letra). Vou explicar o porquê.

Na posição 28, originalmente estava o Tiny-G, grupo que eu não conhecia absolutamente nada, não encontrei nenhuma música na minha memória e, quando eu fui ouvir, odiei tudo. Então eu resolvi substituir pelo SunnyHill, que é um grupo que eu já conheço mais e, apesar de ter sido co-ed em seus primeiros anos, eu acho o cara extremamente irrelevante em algumas músicas, então tá valendo.

Já na posição 29 estava o GLAM, aquele grupo que disbandou por uma polêmica de chantagem de uma das integrantes. Eu gosto do GLAM, mas o problema é que não tem nada delas no Spotify, então a playlist final ia terminar com 29 músicas e isso tava me irritando horrores. Resolvi colocar o Orange Caramel no lugar que, apesar de ser uma unit, em alguns momentos elas tiveram mais relevância que o próprio grupo de origem, então vale também.

Explicadas as mudanças na lista original, a lista segue exclusivamente a imagem acima, então não é um ranking de pior para melhor música, ok?

Vamos começar!

After School – Flashback (2012)

A lista já começou de forma terrível pra mim, porque eu demorei até chegar num consenso de escolher a melhor entre tantas coisas boas que o After School lançou. Eu amo AH, amo First Love, mas no final acabei escolhendo Flashback porque tudo nela é icônico: a coreografia, o EDM fortíssimo, o conceito de piranhonas prontas pra meter uma bala na cabeça do homem porque tudo caiu na mesmice e elas querem um flashback com ele. As cenas delas cantando enquanto apontam a arma na cabeça dele, cara é TUDO. Essa música é extremamente atemporal e eu não enjoei dela até hoje.

2NE1 – Ugly (2011)

Ugly é uma catarse emocional pra mim, poucas músicas dentro do kpop conversam com os meus sentimentos com essa conversa. Nessa época, o 2NE1 tinha dois anos de existência e já tinham lançado o que seria sua música mais conhecida, mas ainda assim era um grupo considerado… feio. Estilo agressivo, estranho, que contrastava com o que o kpop tinha pra oferecer naquela época, que era o bubbly aegyo e o sexy fatale. Por isso Ugly é tão importante pra mim; é uma música que carrega uma sinceridade enorme e que me faz chorar todas as vezes que eu escuto. A melhor do 2NE1, sem dúvidas.

Miss A – Breathe (2010)

Cara, eu literalmente poderia ter escolhido qualquer música do Miss A pra essa lista, mas eu trouxe o que devem considerar o single mais estranho da carreira delas. Breathe foi lançada em 2010, depois do smash Good Girl Bad Girl que estabeleceu o grupo como as “garotas ao lado”, e eu só digo que foi uma música muito a frente do seu tempo. Breathe é extremamente divertida, a coreografia deve ser uma das mais difíceis do kpop e ela nunca envelhece. Foi o único lançamento em que o Miss A não se levou a sério e é por isso que eu gosto tanto.

f(x) – NU ABO (2010)

NU ABO é um surto coletivo. Eu me recuso a acreditar que um MV daqueles tenha existido, todos aqueles cabelos e a calça de crina da Victoria é simplesmente uma grande interrogação na minha cabeça, mas a estranheza sonora dessa música foi o que me fez escolher ela pra representar o f(x) nessa lista. Eu já fui MeU e hoje em dia eu discordo do fato da discografia delas ser perfeita; tem muita música ruim. Mas o fato de ter sido um grupo bem experimental, algumas pérolas como NU ABO foram possíveis de existir. E o cabelo da Krystal, né? O que foi aquilo, gente…?

Girls Generation – Mr.Mr. (2014)

Mais um grupo que eu literalmente poderia jogar qualquer música, mas acabei escolhendo Mr.Mr. por uma série de fatores. O primeiro é a incredulidade que a história da perda do MV original causa em mim até hoje. Como que se perde um MV? Tipo, não é trabalho de escola, sabe? Daí a SM jogou todo mundo no estacionamento da empresa pra gravar umas coreografias aleatórias e botou uns efeitos horríveis pra disfarçar as cenas perdidas. Segundo que Mr.Mr. tem uma das melhores pontes da história da música, e dificilmente isso vai ser superado. O conceito dessa música (pelo menos o que a gente conseguiu ver pelos stages) é incrível, tem as soshis de terninho e chapéu panamá e é o último comeback da Jessica antes dela ser expulsa. É um marco.

HELLOVENUS – I’m Ill (2015)

Nan yeseol-iya! Só essa frase derruba carreiras. Farofão típico da época em que o Brave Sound dropava umas 15 dessas pra todos os grupos de segundo e terceiro escalão se descabelarem pra ver quem pegava primeiro, o HELLOVENUS fez um estrago com I’m Ill em 2015, provando ser um grupo de rampeiras que levavam uma vida dupla: mocinha no trabalho, piranha na balada. O fato dessa música estar aqui é que eu pensei que as pessoas acabariam se lembrando da péssima Wiggle Wiggle ou de Mysterious, então optei pelo bate cu mesmo.

AOA – Good Luck (2016)

Eu já fui fã de AOA antes de tudo isso acontecer, então revisitar as músicas do grupo pra mim é uma tarefa dolorida. Acabei escolhendo Good Luck pelo conceito em si, que é um bando de gostosas fazendo a Pamela Anderson em Baywatch e rebolando na frente do caminhão dos bombeiros, sem deixar de ter uma Seolhyun sendo a modelo do grupo com uma propaganda descarada da Sprite. Eu amo essa vibe groovy show girls que Good Luck tem, e a coreografia do refrão é icônica. Pena que o AOA morreu desse jeito.

Apink – %% (2019)

Essa é a música mais nova da lista porque eu não sou a maior fã da fase aegyo do Apink. Quando elas se tornaram as gostosas que são hoje, eu passei a acompanhar o grupo, e Eung Eung é, até então, a melhor música da safra nova delas. Precursora da onda retrô que invadiria a Coreia do Sul no ano seguinte, Eung Eung é um ícone na minha playlist até hoje porque é uma música mais suave, com tudo na medida certa.

EXID – L.I.E (2016)

Considerada o maior hino de morte ao pênis da história, L.I.E ainda segue invicta como a melhor música do EXID, que se a gente parar pra pensar, nunca teria existido se a fancam da Hani dançando Up & Down não tivesse viralizado. Mas já que deu tudo certo, L.I.E tem a melhor transição sonora que eu já ouvi, o rap da L.E tá no ponto e a música acaba fugindo um pouco da estrutura que a gente já conhece do EXID. Eu amo como essa música se passa por romântica se você não ler a tradução.

4Minute – Heart to Heart (2011)

Heart to Heart é algo único na discografia bagunçada do 4Minute. Não é uma música que se leva a sério demais e também não é uma farofada como elas lançavam no começo, é só uma história de vingança coletiva ao namorado de uma amiga que está traindo ela. Apesar de ser um dos lançamentos que mais tem a cara de “grupo da Hyuna” do que do próprio 4Minute (isso que ela nem tinha estourado com Bubble Pop ainda), Heart to Heart é uma música descontraída e bem gostosa de ouvir.

Stellar – Crying (2016)

Hoje em dia, a gente já tem conhecimento do que o Stellar sofreu nas mãos da sua empresa. E por esse motivo, Crying ganhou força como sendo a minha música preferida delas, porque eu consigo consumir sem culpa de estar apoiando abuso. Apesar de ter um ou outro frame mais invasivo, Crying segue um conceito inspirado em Spring Breakers com uma música enérgica de verão, mas que ainda tem algo mais melancólico por trás. É como se fosse a trilha sonora de fim de uma viagem de verão muito boa, e que você fica refletindo tudo que viveu até ali com certa nostalgia.

KARA – Break It (2007)

Entre tantas coisas maravilhosas que existem na discografia do KARA, eu escolhi o debut delas. Eu gosto da aura andrógina que exala dessa música e desse MV, e de como elas carregam uma imagem madura mesmo sendo tão novas, principalmente a Gyuri (que tava impecavelmente linda). Na época, isso aqui não fez tanto sucesso, mas nenhum grupo teria a mesma força pra lançar um R&B feito Break It como o KARA fez 14 anos atrás.

T-ARA – Roly Poly (2011)

Antes do escândalo de suposto bullying acontecer, tudo que o T-ARA lançava era hit. E o maior deles, pra mim, é Roly Poly, uma batida frenética que remete à era disco em conjunto com um MV do tipo história com incríveis 12 minutos super bem ambientado na era retrô, que eu ouso dizer que me lembram até mesmo o famigerado programa Soul Train. Nada vai conseguir superar a explosão que Roly Poly causou, todo mundo dança isso até hoje e é lembrada como um dos maiores feitos do kpop. Se a cachorra da Hwayoung não tivesse feito o que fez, daria pra aproveitar essa música com muito mais carinho do que eu tenho por ela hoje.

Fiestar – Apple Pie (2016)

Acho o Fiestar bem paia e não tenho muito o que falar delas, ainda mais depois da polêmica de bullying com uma das integrantes. Apple Pie consegue ser a melhorzinha entre os lançamentos do grupo, que tiveram coisinhas bem fracas durante o tempo de existência (You’re Pitful fãs, favor não tumultuar). Apesar do MV ser bem ridículo, eu ainda acho o refrão uma delícia de ouvir.

Girl’s Day – Expectation (2013)

A música oficial das cornas que dão a volta por cima, Expectation representa uma quebra de expectativa (piada não intencional) no que se esperava do Girl’s Day em 2013. A música se tornou um baita sucesso e o primeiro lançamento oficial delas como quarteto. Mudanças na line-up foram vistas como uma oportunidade de repaginar o grupo, o que foi um mega acerto. Expectation acabou indo na contramão do que existia na época, aquelas músicas lotadas de autotune que o kpop amava desovar, focando somente em transmitir a dor de ser uma chifruda por cima de um EDM pesadão.

9MUSES – Wild (2013)

Falando em EDM pesadão, temos logo na sequência Wild, do 9MUSES, esse grupo que foi completamente humilhado e injustiçado ao longo dos seus nove (olha que ironia) anos de carreira. E é mais um desses grupos que eu poderia facilmente botar qualquer música: News, Glue, Hurt Locker. Mas eu optei por Wild porque eu acho que essa música é insuperável pra mim. Tudo nela é o puro suco de 2013, tem o batidão que todo mundo amava, tem um MV de cachorrona em fucking preto e branco destacando apenas o vermelho, o figurino de todo mundo tava impecável, o refrão extremamente memorável. Enfim, Wild é a música classuda que a sua fave se mataria pra ter no catálogo.

Wonder Girls – Irony (2007)

Outra velharia da lista, Irony é extremamente simpática e brega, com uma influência (que é mais do que uma simples influência) do Destiny’s Child e uma Hyuna de 15 aninhos que não lembra em nada a Hyuna de hoje. Mas o MV é divertidíssimo, apesar das imagens ficarem cada vez mais difíceis de enxergar ao longo dos anos, com as meninas se divertindo na boate e fazendo um boneco vodu de um homem que eu me surpreendi não ser o JYP pagando de gostoso como ele sempre faz, o que acaba enfeiando qualquer MV. O Wonder Girls acabaria estourando com Tell Me e o icônico “omona” meses depois, mas Irony correu para que a sua fave andasse no girl crush hoje.

Secret – Poison (2012)

Fica até difícil acreditar que esse é o mesmo grupo que lançou a cafonice que foi Shy Boy um ano antes, mas eu sinto falta dessa ousadia que os grupos tinham em lançar essas coisas. O Secret botou no mundo essa versão de filme noir colorido com o MV de Poison, uma música que, se fosse lançada atualmente, faria tanto sucesso quanto fez em 2012. A música combina elementos do R&B, jazz e hip-hop com excelência, o que faz dela algo atemporal.

Dalshabet – FRI. SAT. SUN. (2016)

Em vez de partir pro óbvio e trazer Joker, eu achei melhor trazer o que se transformou no single de despedida das shabetas. FRI. SAT. SUN. é o que de mais sincero e bonito o grupo poderia trazer pra colocar um fim nos 5 anos de carreira, marcada por uma onda de boatos e fake news que fez com que elas perdessem a popularidade na Coreia do Sul injustamente. A música ainda é super gostosa de ouvir e traz a amizade que existia e ainda existe entre as integrantes (incluindo as que não estavam mais no grupo por conta do contrato expirado). Não tem como não gostar.

Rainbow – Mach (2010)

Maior que a injustiça do Rainbow nunca ter ganho um prêmio nos programas musicais, é Mach não ter um MV oficial. Quer dizer, tem pra versão japonesa, o que me deixa mais inconformada, porque é a melhor música delas. A forma como ela vai crescendo, exatamente como um contador de velocidade, é o que me prende, com as batidas mais sincopadas, os sussurros entre cada uma delas e uma guitarra dando corpo ao restante da música. Por ser de 2010, ainda me surpreende o fato de ter um pouco de retrô aqui, com os sintetizadores instigando a música a explodir da forma que explode lá pro final. Mach é uma puta música que dificilmente seria reproduzida do mesmo jeito.

Sistar – So Cool (2011)

Antes do Sistar ser considerado o grupo do verão ou de ser um bando de cornas chorando num vestido tubinho, elas esfregaram o cuzão na nossa cara em 2011 com So Cool. Sendo mais um hit na coleção de hits do Brave Brothers, a música é um EDM puxadíssimo que trouxe o sucesso comercial pro grupo com apenas um ano de existência. Eu gosto de como essa música não se leva a sério em nenhum momento, diferente de outros lançamentos que tentaram seguir uma linha mais dramática. É só um bando de gostosas cantando sobre como elas são legais demais pra você enquanto fazem uma alusão ao cu mesmo sem saber que as duas palavras soam iguais em português.

Brown Eyed Girls – Kill Bill (2013)

Lembram quando o Brown Eyed Girls trouxe uma versão infinitamente melhor do filme do Tarantino? Servindo conceito mais uma vez, o grupo tem aqui o seu auge comigo com Kill Bill, cujo MV trata de contar a sua própria versão do filme em 7 minutos e meio enquanto existem algumas cenas pelo meio em que elas aproveitam pra se esfregar nos dançarinos fantasiados de cowboys e cowboias. Eu acho isso aqui magnífico, é pura tensão sexual como só o Brown Eyed Girls sabe fazer. É uma música que envelheceu super bem e ainda trouxe cultura pra esse povo. Not Shy, era isso que você tinha que ao menos tentar fazer.

Brave Girls – Rollin (2017)

O Brave Brothers, que tava dando hit pra qualquer um que chegasse na sua casa e pedisse, resolveu debutar um grupo pra que elas também tivessem seus próprios hits produzidos por ele. Ou pelo menos deveria ter sido assim. O Brave Girls ficou na sarjeta comendo o pão que o Brave Brothers amassou até o ano passado, mas antes disso, elas lançaram Rollin, que certamente é a música mais memorável da carreira delas. E, com o burburinho que a música causou, tiveram mais umas dez versões dela pra ver se pagavam as contas em dia. No final, Rollin é uma baguncinha nugu que foi lançada um pouco tarde, mas que ainda cumpre seu papel no kpop.

Crayon Pop – Doo Doom Chit (2016)

Sim, Crayon Pop é o grupo que lançou a insuportável Bar Bar Bar, mas não é disso que eu quero falar. Porque, por mais que elas tenham tentado reproduzir o sucesso que tiveram com essa música pelo restante dos anos como um grupo que supostamente amava fazer piada de si mesmo, Doo Doom Chit tem seu charme de não ser uma música completamente sem sentido e irritante. O MV é divertido e não uma vergonha alheia que só uma esquete de comédia do Zorra Total poderia nos proporcionar, e a música acaba por ter um bom índice de repetição comigo. É basicamente o que o MOMOLAND tenta fazer hoje.

Ladies Code – Hate You (2013)

Eu detesto o fato de que o Ladies Code sempre vai ser o grupo onde duas das integrantes infelizmente vieram a óbito, porque revisitando as músicas, o que aparece nas searches delas não é nada agrádavel, principalmente pra quem é fã (um dia eu falo sobre essa seletividade estranha e insensível dos kpoppers). O Ladies Code sempre teve ótimas músicas e números até que expressivos, e me surpreende que algo com tamanha qualidade como Hate You tenha sido lançado como o primeiro comeback delas. Amo como essa música soa linear e, ao mesmo tempo, com vocais poderosíssimos, fugindo de tudo que estava sendo lançado em 2013.

Rania – Dr. Feel Good (2011)

O Rania sempre foi um grupo problemático. As diversas mudanças de integrantes e lançamentos espaçados acabaram afastando o público, o que é uma pena, porque Dr. Feel Good tinha potencial. Tem tudo o que um grupo em 2011 poderia lançar, mas a imagem muito madura criou uma certa controvérsia, e tudo que foge do agrado dos coreanos acaba ganhando uma marcação negativa enorme. Fica até difícil acreditar que elas são da mesma empresa que o Baby VOX, que fez seu nome justamente pelo mesmo motivo. Enfim, o grupo acabou morrendo e foi ressuscitado por duas vezes (a última como Blackswan), mas acho que essa imagem da primeira geração do Rania é o que faz o grupo voltar cada vez mais flopado.

SPICA – Secret Time (2016)

Secret Time também marcou o último lançamento de um grupo que nunca recebeu a devida atenção, o SPICA. Eu gosto de absolutamente tudo que elas lançaram, mas escolhi Secret Time pelo fator retrô que sempre acaba amolecendo meu coração nas escolhas e pelo refrão em coro que eu acho uma delícia. Acho triste o fato do SPICA ter acabado com tanto potencial e pouca retribuição pelo o que elas produziram, mas só agradeço por duas delas terem ressurgido como KEEMBO pra melhorar um pouco o meu 2020 bosta.

SunnyHill – Midnight Circus (2011)

Minha primeira troca de grupos é o SunnyHill, que apesar de ser descrito como um grupo co-ed, tem um moço que pra mim só faz figuração nos MVs, as estrelas de verdade são as outras quatro integrantes (eu sinceramente nunca entendi porque esse cara continuou por tanto tempo). E Midnight Circus é uma música única dentro do kpop, a gente nunca vai ouvir algo assim de novo. Contando com uma super produção na época, a música é super característica, dramática, teatral, com elementos de marcha e upbeats típicos do circo. Midnight Circus é uma obra de arte completa.

Orange Caramel – Catallena (2014)

Catallena foi a primeira música de kpop que eu ouvi, e eu acabei me apaixonando pelo universo que ela me transporta, onde uma crítica de ser vendida na indústria como um peixe é ilustrada como se fosse uma piada. A proposta do Orange Caramel é ser esse grupo mais descontraído e se distanciar da feminilidade que vinha do After School. Só esse fato fez com que a unit tomasse forma como um grupo próprio, trazendo elementos do trot para o cenário pop atual. É triste a maneira como a Pledis tratou os dois grupos pra que eles morressem no esquecimento. Mesmo que hoje existam grupos que criam units com a mesma ideia, o Orange Caramel vai ser pra sempre um acontecimento único no kpop.

BESTie – Love Options (2013)

Coincidentemente, Love Options também foi uma das primeiras músicas de kpop que eu ouvi e também me apaixonei. Formado por ex-integrantes do EXID, o BESTie foi um grupo com uma carreira curtinha e Love Options é o único hit que o Brave Brothers fez questão de dar pras coitadas. É uma música 101 da época, com EDM e uns sons de sirene de polícia bem bregas no fundo, mas é exatamente o que faz a música ser tão viciante, além de cantar sobre um bando de solteironas que falam que não precisam de muito pra se apaixonar, mas aí pedem um cara que seja igual o Gang Dongwon, rico, carinhoso e esses problemas que acham que uma mulher tem. Extremamente cafona e meu guilty pleasure.

Bom, essa foi minha lista das 30 melhores músicas dos grupos da segunda geração. Vou deixar a playlist do Spotify aqui embaixo caso queiram ouvir, mas não deixem de me falar quais são as suas favoritas desses grupos. Será que a gente concorda em alguma coisa? Vou amar saber.

Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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