Pacotão AYO GG 2020 | Top 30 b-sides

Meu Deus, sim, sou eu de novo mamando nas tetas de 2020, mas eu prometo que esse é o último post sobre o ano passado. É que eu tive uma ideia tarde da noite em fazer um ranking com as melhores b-sides lançadas pelas nossas mulheres de cada dia e eu sou muito ansiosa quando eu cismo com uma ideia, então botei essa playlist no mundo e agora quero falar dela.

Antes, deixa eu estabelecer umas regrinhas básicas aqui:

– A essa altura vocês já devem ter notado, mas não custa falar que são lançamentos de grupos e solistas FEMININOS da Coreia do Sul. Primeiro: eu não tive tempo de reunir todo o conteúdo de jpop do ano passado e também fiquei com preguiça de procurar sobre, mas as próximas listas vão ter os dois.

– Vou desovar as 30 músicas aqui em ordem decrescente, ou seja, vai do 30 até o 1, porque não vou ter a paciência de fazer, sei lá, três posts. E os comentários vão ser bem curtinhos também, então o post não vai ficar longo.

– E, claro, o mais importante de tudo: é minha opinião. Não seja um sururu e não encha meu saco porque a música da sua fave não tá aqui (ouviram, orbits?). Seja educado ao comentar.

Acho que é isso. Vamos a nossa lista!

30. Taeyeon – My Tragedy

O Purpose não me trouxe boas b-sides, acho bem difícil a Taeyeon superar Something New no meu coração, mas o repackage tem My Tragedy, essa música maravilhosa, densa, profunda e muito bem elaborada sonoramente. A forma como a Taeyeon carrega essa tragédia, esse drama na voz ao longo de 4 minutos e meio só reforça que a nossa Marília Mendonça coreana é a melhor no gênero. Desculpa aí, Ailee.

29. WJSN – Pantomime

Eu tenho dado pouca atenção ao WJSN, por questão de gosto mesmo, acho que o tempo separou o grupo de mim. Quando eu escutei o Neverland, já tava esperando o de sempre, até o álbum pregar uma peça em mim com essa tal de Pantomime. É um house caótico, que te leva de cima a baixo no meio de tantas texturas. Não é uma música pra qualquer um e certamente é um respiro no meio de tantas b-sides que na verdade parecem descartes.

28. Rocket Punch – THE THE

Recentemente, THE THE ganhou um MV especial, o que eu achei super merecido, porque é o melhor lançamento do Rocket Punch até então. O grupo não tava conseguindo me atrair, achei tudo bem mediano nesses três EPs que foram lançados até então, mas THE THE tem uma ousadia divertida e, apesar de ter um grito mais azedinho aqui e ali, tudo flui muito bem na música.

27. IZ*ONE – Daydream

Eu simplesmente esqueci que o IZ*ONE lançou três comebacks coreanos (e um japonês) em 2020, mas por conta daquela polêmica da Mnet, o álbum que era ter sido lançado em 2019 acabou saindo ano passado, então a confusão é justificável. Sobre o álbum, é tudo muito igual ao que o grupo tá acostumado a lançar, mas no meio disso tudo, Daydream tem seu destaque por destoar um pouco do restante e ser um dance house meio retrô e um pouco de… tango? Adorei.

26. Nature – Dive

2020 foi um ano muito especial pro Nature, muito por conta do MV de terror que foi dado ao single (e censurado por conteúdo forte, como uma das integrantes esfaqueando um ursinho de pelúcia). Mas não foi a única música boa no mini álbum, até porque temos Dive, que eu considero meio que uma continuação do single. Tem uma batida mais alegre e suave, mas com uma letra ambígua caso você não escute o refrão direito.

25. GFRIEND – Crème Brûlée

Outro grupo que teve um ano ótimo foi o GFRIEND, isso porque foi onde elas obtiveram espaço para ousar mais nas composições. E entre tantas coisas diferentes e mais do mesmo, existe Crème Brûlée, um soft trap com o uso de um xilofone e versos mais ritmados por rap. Se fosse em 2015 ou 2016, isso nunca aconteceria, ou seria visto com muito mal gosto pelo fandom coreano e psicopata do grupo. Isso aqui é uma preciosidade na discografia do GFRIEND.

24. Oh My Girl – NEON

Eu já comentei sobre essa música na minha review do EP do Oh My Girl, mas eu simplesmente adoro o pop mecânico de NEON flertando suavemente com a Madonna dos anos 80 e uma guitarrinha largada e escondida entre os versos. A forma como o instrumental conversa e canta junto com as integrantes é bem satisfatório, e acaba sendo mais retrô do que o próprio single dessa era.

23. Taeyeon – Wildfire

Nessa empreitada de ser uma Taylor Swift para os coreanos, a Taeyeon aparece mais uma vez aqui com Wildfire, que já tinha sido minha preferida do álbum desde quando a SM soltou aquele teaser maravilhoso feito no Power Point. É a música que mais foge do som ambiente de cafeteria que ela trouxe no EP todo, sendo mais vibrante e colorida, um R&B mais popzinho e uptempo super simpático e simples.

22. IZ*ONE – Sequence

Sequence é a primeira tentativa de um citypop improvisado do IZ*ONE, o que me deixa surpresa já que o grupo tem três japonesas, né? Mas além do gênero popularmente japonês, a faixa traz uma linha de baixo incrível que deixa tudo mais voltado ao disco. O que me deixa feliz é que o IZ*ONE amadureceu nas músicas, estabelecendo Sequence como a melhor do grupo e, com as notícias de possibilidade de prolongação do contrato, eu mal vejo a hora de ver material novo delas.

21. Moonbyul – ILJIDO

Eu tenho um problema sério com a Moonbyul, porque ela leva esse personagem que ela construiu a sério demais. A única exceção foi em 2018, na parceria musical com a Seulgi. ILJIDO é um alívio em um EP tão carregado e que eu não consigo ouvir, porque trouxe essa persona de Selfish de volta. A faixa mistura influências de bossa-nova e jazz, além de ser bem parecida em alguns pontos com essa outra Mamamoo solo aqui, mas que não tira o brilho que ILJIDO trouxe pra tracklist.

20. BOL4 – Blank

Meu Deus, eu nunca gostei de nada que o BOL4 lançou quando era uma dupla. Acho o som chato e não entendia o hype em cima, mas só foi uma delas sair e a outra que ficou lançar um álbum novo que eu deitei pra Blank. A faixa, apesar de parecer muito com o restante da discografia, é extremamente divertida e o vocal brinca por todos os versos, e aí no fim das contas é uma delícia escutar essa música. Por favor, dona BOL4, continue lançando essas coisinhas.

19. woo!ah! – I Don’t Miss U

Eu não sabia da existência dessa música até lançarem um MV especial pra ela na semana passada, porque eu tinha odiado tudo que o woo!ah! tinha lançado até agora. Só que I Don’t Miss U me deixou muito feliz por conta da qualidade musical, que certamente cresceu desde o debut. É um bubblegum pop midtempo que foge totalmente do que o single quis trazer com aquela vibe girl crush péssima. Essa música cumpriu o objetivo de fazer eu me interessar um pouco mais pelo grupo.

18. Everglow – Untouchable

As donas dos anos 80 em pleno 2020 entregaram tudo nesse último EP e no single. Untouchable não é diferente nessa questão; é tudo que uma música de kpop quis ser no ano passado e não conseguiu. Super característica com uma guitarra constante de fundo, sintetizadores e bateria eletrônica, porém acaba sendo bem mais leve que o single. Visto que uma é seguida da outra na tracklist, Untouchable soa refrescante.

17. Lovelyz – Memories

Ao contrário do restante das opiniões que eu vi, Memories é a melhor b-side do Lovelyz nesse último lançamento. A forma como elas trouxeram um reggaeton que, do nada, passeia por um dancepop com influências do rock, é uma das coisas mais gostosas e diferentes que eu ouvi nesse ano. A faixa traz uma tranquilidade em versos e um refrão poderoso com guitarra e sintetizadores, além de acabar em fade out. É pura nostalgia.

16. Red Velvet Irene & Seulgi – Feel Good

As patroas do R&B trouxeram somente smash hits em 2020, e o primeiro deles é Feel Good, que me lembrou alguns lançamentos da BoA (inclusive a gente vai falar dela mais pra frente). Essa é só uma das músicas em que a Seulgi e a Irene conversaram perfeitamente entre si com aquela sinergia incrível que eu não canso de falar sobre. Indo na contramão do que foi trend na Coreia do Sul, Feel Good é poderosa e empoderadora.

15. YooA – Abracadabra

Chegamos na metade do ranking e aqui temos outra solista que se destacou positivamente esse ano. A YooA estreou solo com um EP e, muito mais que o single, as b-sides são de extrema qualidade. Abracadabra, um pop house com as influências tribais que todo o álbum se propôs a trazer, é uma delas. O refrão é hipnotizante, carregado de mistério e sintetizadores pesados.

14. (G)I-DLE – Lion

“Rafaella, Lion não é b-side”, é sim, já que é uma música especial do Queendom e foi lançada junto do I trust no ano passado. Lion é uma faixa que segue bem o que o (G)I-DLE já está confortável em performar desde o debut: músicas mais pesadas com um pouco de latin pop que acabaram se tornando uma marca da Soyeon como produtora. Mas tem algo muito interessante nessa música: a força que ela carrega quando diz que elas são rainhas como um leão. Tem uma review do Aquário Hipster que traduz muito bem o que eu quero dizer, leiam lá.

13. Blackpink – Love to Hate Me

Já disse algumas vezes que o 2020 do Blackpink foi bem positivo pra mim, levando em conta o meu histórico com o grupo. Gostar do single e de uma b-side já é algo a ser comemorado. Love to Hate Me não tem nada demais quando a gente escuta assim nas primeiras vezes, mas é uma faixa que te cativa, inclusive pela melhor compreensão do que a letra quer te passar por ser toda em inglês.

12. Weki Meki – The Paradise

Também nunca fui muito fã de Weki Meki. A maioria das músicas me dá um pouco de vergonha alheia quando eu escuto, mas The Paradise foi uma exceção. Uma midtempo saída diretamente de um soft porn, como bem apontado pelo Pop Asiático.jpg, acaba sendo uma das melhores desse tipo em tudo que eu já ouvi no kpop, a faixa se propõe a te levar exatamente para o lugar que seu título diz: o paraíso.

11. GWSN – Tweaks ~ Heavy cloud but no rain

Girls in the Park num ranking de melhores músicas da Rafaella? Sim, vocês tão no blog certo. Tweaks acaba sendo o único lançamento do grupo com o qual eu simpatizei, mesmo sendo um descarte do LDN Noise, ainda tem carisma o suficiente pra continuar comigo nas minhas playlists, principalmente pelo instrumental que é muito promissor. Tweaks só não entrou no top 10 porque eu acho que ela vai perdendo um pouco de força ao longo da execução, mas se o Girls in the Park se propuser a lançar mais coisas assim, eu me rendo a elas.

10. Red Velvet Irene & Seulgi – Jelly

Aparecendo novamente nesse ranking e estreando o top 10, as donas da SM também lançaram Jelly, uma música safadíssima sobre tremer igual uma gelatina na frente de um gostoso. A música também é um R&B, só que mais brincalhão e com pontinhas de jazz, então o resultado final acaba sendo uma faixa mais vibrante em meio à tracklist do EP. Jelly é o melhor lançamento da dupla e, pra mim, acaba perdendo somente pra Naughty (porque não tem como bater de frente com essa música mesmo).

09. GFRIEND – Labyrinth

Como foi de consenso de todos, Labyrinth é o single injustiçado do GFRIEND no começo de 2020, mas só a existência desse tipo de música na discografia do grupo já vale muito. Foi um começo de uma mudança na sonoridade do GFRIEND pós adquirência pela Big Hit, e ela por si só carrega o EP todinho nas costas sendo um EDM preenchido por guitarras rasgadas e que me dão a impressão de que eu poderia gritar isso aqui no meio de uma ventania no deserto. Single moral no lugar daquele diazepam sonoro.

08. GFRIEND – Love Spell

Olha só, são elas de novo! O segundo full álbum do grupo veio recheado de b-sides de ótima qualidade, e uma delas é Love Spell, um pop rock relaxado e, ao mesmo tempo, soberano, transformando o GFRIEND nas bruxas que ninguém conseguiu queimar. Os vocais trazem essa mesma dualidade, são intimidadores, poderosos e também suaves. Certamente a faixa é um indício de que o grupo finalmente atingiu sua idade adulta e está disposto a trazer mais músicas desafiadoras desse tipo.

07. Oh My Girl – Dolphin

O single moral dessa era do Oh My Girl, Dolphin também é uma música de vocais relaxados e vibe mais sassy girl, com um instrumental funk music e quase que imutável ao longo dos seus quase 3 minutos. Dolphin acabou ganhando um MV e permaneceu nos charts por mais tempo que seu carro-chefe, provando que ela tinha força mais que o suficiente para comandar uma nova era do Oh My Girl.

06. GFRIEND – Better Me

A última música do GFRIEND nesse ranking é Better Me, que faz parte de um trio de músicas que foram cantadas em dupla. Essa aqui traz a Sowon e a Umji em um número mais sensual voltado ao latin pop, outro gênero que seria inimaginável se a gente olhar para o GFRIEND nos seus primeiros anos de existência. O fato dessa música ser a mais sexy entre as três que não foram executadas pelo grupo todo ganha um significado novo quando as duas integrantes menos “requisitadas” estão co-protagonizando. A força feminina que Better Me exala continua provando que o GFRIEND é um grupo repaginado e que vai se manter assim daqui pra frente.

05. BoA – Temptations

A primeira música da BoA nesse ranking é um dark pop que a cantora já tá acostumada a trazer na sua discografia, só que mais refinado do que nunca. Temptations é uma viagem misteriosa e sexy que somente uma mulher com 20 anos de carreira poderia proporcionar com tamanha qualidade. O instrumental, marcado por uma linha de baixo e algumas batidas sintetizadas, caminha em conjunto com uma BoA provocativa te instigando a se entregar às suas tentações.

04. TWICE – Bring it Back

Mais uma música nessa linha mais sensual, o TWICE faz sua estreia de um som mais maduro em Bring it Back. Sendo também um dark pop com alguns elementos mais retrô, o fato de estar em quarto é que o TWICE não está tão acostumado a trazer esse tipo de sonoridade e acaba ganhando pontos comigo pela execução maravilhosa. Em alguns pontos, acaba me lembrando (bem) vagamente aquela safadeza das finadas do After School. Um pole dance se encaixaria aqui perfeitamente.

03. April – Oops I’m Sorry

Mais um grupo que teve somente coisas boas em 2020, o April bateu carteira em quase todo top de blogueirinhas desse Brasil. E não é por menos, já que o grupo lançou um EP ótimo, um single incrível e Oops I’m Sorry, um pop reggae que fala sobre como é difícil ser bonita. A faixa é uma graça, simpática, carismática, viciante e acaba lembrando os bons tempos de promoções em 2018, que segue na mesma linha. Merecidamente leva a medalha de bronze no meu ranking por não sair das minhas playlists e por me fazer acreditar que eu sou bonita também.

02. YooA – Diver

A YooA carrega o peso da medalha de prata do ranking por ter lançado essa preciosidade que é Diver, uma faixa disco que conversa diretamente com o Beegees pelo refrão inteligentíssimo que questiona o quão profundo é seu amor. Diver também destaca os fortes vocais da YooA, junto com as vocalizações entre cada verso do refrão, conjunto esse que eleva a música para outro patamar. A carreira solo da YooA foi um acerto enorme por ter se destacado entre uma onda de músicas retrô em 2020, mergulhando de cabeça (rs) em uma sonoridade mais diferenciada.

01. BoA – L.O.V.E

Não vou fazer suspense, não. A BoA entregou um dos melhores full álbuns do ano passado, provando que ela consegue fazer mais que uma baladinha mixuruca igual a que ela teve a pachorra de apresentar em 2019 (talvez ela tivesse guardando a energia pra lançar essa obra-prima). Pois bem, L.O.V.E é um número disco como tantos outros lançados nesse ano que passou, então o que ele tem de diferente? Tudo. É um estilo que eu gosto de ouvir, é a BoA executando como se ela lançasse uma dessas todos os dias, é divertida, flerta com a cultura vogue, tocaria facilmente em um desfile, enfim. Isso aqui nunca vai sair da minha playlist, eu to sempre ouvindo no trabalho, de folga, jogando, é uma música acessível e eu vou rasgar seda pra ela em toda oportunidade que eu tiver. Primeiro lugar con mucho gusto.

É isso, essas foram as 30 b-sides que eu mais gostei e encerro aqui meus posts a respeito de 2020. Agora o cenário tá ficando movimentado e temos mais um monte de álbuns para ouvir e palpitar sobre. Você concorda com alguma dessas músicas? Acha que faltou algo? Deixa aí nos comentários!

E se quiser ouvir a playlist completa desse ranking, vou deixar aqui embaixo:

Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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