Pacotão AYO GG 2020 + inauguração

Sejam bem-vindos ao AYO GG, seu mais novo blog de fundo de quintal para ler sobre música asiática, escrito por uma pessoa que, assim como você, procurou milhões de hobbies durante o isolamento social para não perecer de vez.

Você pode me chamar de Rafa e está convidado(a) a participar dessa jornada de futuro incerto, já que eu não sei até quando eu vou ter gás para manter mais um dos incontáveis blogs que eu já tive durante toda a minha vida.

E eu inauguro o AYO GG com uma super lista selecionada do que eu achei bom e do que eu achei nem tão bom assim durante o ano de 2020. Eu tinha começado a gravar vídeos sobre o assunto, mas… É nítido que eu não sei lidar com a câmera e a minha imagem sendo exposta na internet; é mais confortável para mim escrever, pois eu sei que na escrita é onde meu tipo de humor brilha e ainda consigo expor claramente as minhas ideias sem parecer que eu estou gravando uma propaganda política.

Enfim, e como tudo nessa vida, esse post tem regras:

– São lançamentos de grupos e solistas FEMININOS da Coreia do Sul. Nada contra os outros países, mas esse ano eu tive tempo de acompanhar só o cenário coreano. Prometo que isso vai mudar logo.

“Por que apenas lançamentos femininos?” você pergunta. E eu respondo: porque conforme eu fui envelhecendo, eu me senti mais confortável em ouvir mulheres cantando, por pior que seja. Ou seja: não vai ter nada masculino aqui, não insista.

– É apenas a minha opinião. Por favor, não precisa fazer um mutirão na frente da minha casa pedindo meu cancelamento, e nem tomar isso tudo como verdade absoluta. Você pode discordar, concordar e acrescentar, acho super bem-vindo, mas de maneira educada. Educação é de graça, podem usar.

– Vou fazer o top de forma decrescente, ou seja, do 10 ao 1, comparando a melhor e a pior daquela posição.

Dito isso, vamos ao post!

2020 foi um ano diferente, conturbado, estranho. A COVID-19 se espalhou pelo mundo, infectou muita gente e levou pessoas importantes embora das nossas vidas, seja uma celebridade ou um ente querido.

Na tentativa de tentar se distanciar um pouco da realidade cruel do lado de fora e levar alegria pro meu povo (um beijo David Luiz), assim como muitas pessoas, eu me foquei em escutar os lançamentos de kpop esse ano e tentar montar uma lista do que eu mais gostei e do que eu detestei, afinal, 2020 teve uma safra excelente de novos singles, mesmo que não pareça.

Abaixo, você fica sabendo o que não saiu da minha playlist nesse ano, e o que nem passou perto de entrar.

10.

Inaugurando nosso top 10 de melhores músicas de 2020, temos o que pode ser considerado a maior surpresa desse ano. Pelo menos para mim e mais meia dúzia de pessoas.

Aconteceu: Ryu Sujeong – Tiger Eyes

Pra quem não acompanha muito os lançamentos ou não sabe quem é a Sujeong, ela vem o grupo Lovelyz, famoso por trazer um conceito mais açucarado, melancólico, garota mágica, e elas acabaram participando do Queendom.

Acho que isso foi o pontapé inicial pra gente chegar em Tiger Eyes, que é um single super sensual com uma batida gostosa, consagrando a Sujeong como um mulherão que pode trazer mais coisas do tipo no futuro, o que também acabou afetando positivamente o grupo, que lançou meses depois um single fora da caixinha também.

A Sujeong aconteceu nesse 2020, mesmo que para algumas pessoas selecionadas. Diferente da nossa primeira música do ranking de piores que tenta acontecer desde o debut e nada.

Não aconteceu: GWSN – BAZOOKA!

Eu, de verdade, não consigo enxergar o conceito e aclamação que tanto falam que Girls in the Park tem. Estou cansada de ver elas tentando acontecer e nunca acontecer de fato, entregando demos descartadas do 4 Walls todas as vezes desde o debut.

Nem dá pra falar muito dessa música porque eu sou indiferente à existência dela e a única coisa relevante nesse grupo pra mim é a integrante tomboy que é lindíssima.

09.

Em nono na lista de melhores, como não poderia deixar de ser (ou poderia?), temos as gatinhas que estão na boca do mundo todo.

Aconteceu: (G)I-DLE – Oh My God

Mais do que a música, que é super bem escrita pela Soyeon, eu amo como o MV passa uma vibe de loucura, de abismo, psicopatia, sabe? E a música também transmite essa sensação de um deus caído. É um conceito que combinou super com o grupo.

É importante mencionar o fato da Soyeon ter seus momentos mais memoráveis em músicas como essa, não em parcerias falando sobre doce (como a gente vai ver mais para frente) ou em músicas de personagens 2D. Tanto na sua composição, quanto na atuação dentro do MV, ela se mostra como uma das grandes idols da nova geração que está chegando e é o verdadeiro significado de face do grupo.

Depois da passagem no Queedom e a ótima Lion, o (G)I-DLE soube aproveitar o hype (mais hype no caso) e fez esse comeback maravilhoso, mesmo fora de época, já que é um lançamento mais com a cara de outubro.

Já a nossa nona pior música de 2020 também traz um pouco de composição, mas faz com que a gente se sinta preso dentro de uma simulação onde toca Fur Elise pra sempre.

Não aconteceu: Cherry Bullet – Hands Up

Não é de hoje que o kpop usa uma música clássica como base para um hit, a gente tem o Shinhwa aí dando um up no Tchaikovsky e funcionou muito bem, mas talvez eu tenha esperado demais essa música explodir e ter terminado no zero a zero, apesar de que não é uma música necessariamente ruim de se escutar, mas ela não faz muita coisa em 3 minutos e pouco.

Eu acompanhei o debut do Cherry Bullet e acho que foi um dos melhores que o péssimo ano de 2019 nos trouxe, o que só me deu mais expectativas a respeito dos lançamentos posteriores das meninas, mas o tempo fez com que elas perdessem esse brilho pra mim.

08.

Na oitava posição, nós temos o que pode ser considerado o viral do ano.

Aconteceu: Jessi – NUNU NANA

Tudo que a Hyoyeon não soube aproveitar com Dessert, a Jessi deitou e rolou com Nunu Nana. Foi o viral do ano (só não mais que Any Song, que hitou no mundo todo e até hoje toca no Tiktok) e consagrou a Jessi como o mulherão da porra do kpop de uma vez. Óbvio, isso ela sempre foi, mas ela nunca teve resultados tão expressivos em 15 anos de carreira.

A música conversa muito com a história da Jessi como figura presente na cultura coreana, aquilo de sempre existir haters pra falar mal dela, dizer como ela é vulgar, mas ela é esse tipo de noona mesmo e não vai mudar. A forma como a música é estruturada também favoreceu muito pra que ela se tornasse o que se tornou; destaca muito os vocais lindos que a Jessi tem, sem deixar o girl power de lado no rap.

Se a Jessi foi o viral de 2020, na oitava posição de piores, temos a decepção do ano: essa música e o fato desse grupo estar aqui (de novo).

Não aconteceu: (G)I-DLE – DUMDi DUMDi

Não sei quem é esse tal de dumdi dumdi, mas que me deixou chateada, isso pode ter certeza.

Desde o debut, o (G)I-DLE sempre soube harmonizar muito bem a música e o conceito (a gente finge que o MV de Señorita não existe), então depois de ter parido Oh My God e com esses teasers de faroeste, eu tava esperando um country moderno meio eletrônico e tal, não um tribal. E, apesar de trazer uma vibe bem marcada de verão, foi assim que, em dois anos de existência, eu me decepcionei com uma música do (G)I-DLE.

Pois é, a gente vê o filho crescer pra, um dia, ele voltar pra casa usando dumdi dumdi.

07.

Na posição sete, eu trago pra vocês o debut de 2020.

Aconteceu: STAYC – So Bad

Uma música extremamente viciante, os vocais on point, sintetizadores fervendo, meninas carismáticas, um MV super bem produzido, e tudo isso vindo de uma empresa nova com todas as dificuldades do coronavírus.

So Bad tem a vibe retrô que bombou esse ano e justamente pelo fato dos vocais não se sobressaírem ou brigarem tanto por espaço, a música acaba sendo chiclete sem ser irritante. Acho que o STAYC tem tudo pra manter essa imagem trazendo boas músicas e moldando a quarta geração do kpop. Ansiosíssima para os próximos comebacks.

Em contrapartida, o grupo a seguir costumava ser o debut pra mim uns dois anos atrás, mas veio o coronavírus e destruiu meus sonhos em prol desse tryhard de sempre.

Não aconteceu: XUM – DDALALA

Se você não sabe o que é um XUM, mas achou o nome péssimo, não se preocupa porque você não tá sozinho.

O grupo foi formado a partir de três ex-integrantes de outro grupo, o Neonpunch, que você também pode não fazer a mínima ideia de quem seja, mas elas lançaram em 2018 a música Moonlight. Eu permito que você pare de ler esse post pra escutar Moonlight, alguém tem que manter a chama do falecido Neonpunch acesa.

Infelizmente o Neonpunch disbandou por conta da COVID-19, e em 2020 três delas ressurgiram como XUM com esse single que é o mesmo troço decepcionante de sempre. O que me deixa aliviada é que o som parece ter trazido algum dinheirinho pra elas nesses tempos tão difíceis, mas se foi a melhor decisão da empresa? Se você escutou Moonlight nesse meio tempo, vai saber me responder.

06.

No sexto lugar dos melhores acontecimentos de 2020, figura um grupo pelo qual eu nutria um grande preconceito e agora pago de arrependida nas redes.

Aconteceu: EVERGLOW – LA DI DA

Que a onda retrô/synthwave foi a grande trend da Coreia do Sul esse ano é um fato incontestável, e muitos grupos acabaram surfando – a maioria levou um caldo. O EVERGLOW é um dos poucos que surfaram a onda perfeita.

O puro suco dos anos 80 está aqui, com sintetizadores poderosos em perfeita sintonia anunciando a chegada da melhor música nesse estilo em 2020 que, de tão maravilhosa, acaba me levando pra esse universo no qual eu ainda nem era nascida. Nostalgia que chama, né?

E se, por um lado, LA DI DA foi a minha porta de entrada para o EVERGLOW, a sexta posição na lista de piores foi a última pá de terra pra mim.

Não aconteceu: LOONA – Why Not?

BBC fez o teaser perfeito pra pegar gente trouxa feito eu.

Não acompanho mais o Loona desde o XX porque eu acho que todo o universo que a empresa criou se perdeu um pouco, mas quando o teaser de Why Not saiu eu fiquei no hype de novo, só que é aquilo, né? Você precisa vender seu produto. Então eles basicamente pegaram a única parte da música que é de fato boa e colocaram lá.

A música até ganha pontos comigo por ter um MV super legal e bem produzido e que ainda traz alguns elementos, mesmo que sutis, do Loonaverse, mas no geral eu preciso que o Sooman pare de se intrometer no grupo pra não lançar mais bombas desse tipo, senão o grupo morre de verdade pra mim.

05.

Em quinto, uma música de despedida feita com o maior carinho e qualidade possíveis.

Aconteceu: SoRi – Initial S

Essa é a dona SoRi, ex CocoSori (duo que acabou depois de um processo por parte da Coco) e ex Mixnine (o grupo natimorto da YG), e ela apareceu com essa música depois de ter dito que não ia lançar mais nada porque sempre flopava nos charts.

Initial S não mudou mundos, mas pra mim é a Blinding Lights coreana. E a música é uma maravilha. Eu amo o conceito motoqueiras gostosas dançando no meio da rua de maiô e luva sussurrando a letra S no seu ouvido, sem contar que o instrumental é perfeito e super retrô.

Feliz pela SoRi ter tentado mais uma vez e lançado essa pérola, mesmo com o problema no vídeo original do youtube que já contava ali com mais de um milhão de views. Foi boicotada, mas continua tendo meu amor.

O que é completamente diferente do quinto lugar das piores de 2020, que veio dando umas escorregadinhas até ladeirar de vez depois dessa música.

Não aconteceu: Mamamoo – AYA

O Mamamoo vinha numa sequência de ótimas músicas desde Yes I Am, lá em 2017, e esse ano, apesar de no final não ter sido um dos melhores pro grupo, parecia que ia seguir na mesma linha. Até elas parirem essa tal de Aya.

Acho que a música toda é um grande relançamento do grupo em 2018, principalmente se a gente levar em conta que elas tem isso no catálogo. A fotografia é feia, a letra da música é péssima, fora a trend ultrapassada. Sério, ninguém aguenta mais essa onda latina no kpop, favor fingir que essa música nunca existiu, ainda mais quando você sai de Dingga pra isso.

04.

Nossa quarta melhor música de 2020 traz uma nova potência na área de solistas. Por favor, segurem suas perucas (sim, IU, você também).

Aconteceu: Lee Suhyun – Alien

Pra quem já tava cansado de ouvir o voz e violão do AKMU, eis aqui o debut solo da Suhyun, que felizmente difere de tudo que ela já lançou com o irmão desde o começo da carreira.

Alien é super despojada, o MV é divertidíssimo no estilo HQ e, pra mim, é uma grande metáfora para o ato de crescer e virar adulto, saindo da bolha do grande “planeta” que é ser criança. Tiveram algumas pessoas que não gostaram da música, mas eu não não poderia me importar menos, e estou super ansiosa pra ver mais dela nessa mesma linha.

Alguns saíram da casinha esse ano e deu super certo. Outros tentaram inovar e foi um horror, como essa música aqui na quarta posição de piores músicas.

Não aconteceu: Bling Bling – GGB

Coragem pra gostar dessa música e ainda dizer que serviram, viu? Porque eu me odeio, mas não a ponto de dizer que isso aqui é bom, só porque remotamente lembra funk carioca. Pode até ser o tipo de grupo que o KPOP BRASIL vai tentar fazer acontecer de qualquer jeito, a empresa vai notar e vai render no máximo um fanmeeting no Tropical Butantã.

No geral, não foi um debut legal. É uma música bem bagunçada e os vocais são bem na média pra mim, nada muito surpreendente além da pose de garota má e genérica que já tá batida dentro do kpop.

03.

Chegamos na nata da nossa lista! E no terceiro lugar, eu não poderia trazer nada diferente do meu grupo de novas gostosas.

Aconteceu: Apink – Duhmdurum

O Apink é um desses grupos que teve um amadurecimento tardio e, até 2017, elas vinham lançando músicas mais fofinhas que já não estavam mais funcionando na Coreia do Sul. Então a empresa teve a melhor das ideias: lançar o grupo como as novas gostosas do kpop. Foi assim que o mundo teve o privilégio de ouvir I’m So Sick em 2018.

E essa música é mais uma prova de que elas sabem fazer algo diferente sem ficar repetitivo e sem ser o tryhard de sempre. A música é uma delícia, viciante, ela explode no pré-refrão e traz a combinação perfeita entre os vocais suaves da Bomi e graves da Namjoo. Mais um acerto na carreira das meninas.

Em contrapartida, quem tentou ser a gostosona do ano e falhou miseravelmente foi o nosso top 3 de piores de 2020.

Não aconteceu: DJ HYO – Dessert

Amo que a Hyoyeon ainda tenta emplacar um hit de gostosa mesmo ela já tendo lançado anos antes, mas se ela gosta de fazer música não vou criticar.

A única coisa que não me agrada nessa música é: tudo. Cara, impressionante como ela e a empresa deixaram escapar uma oportunidade enorme de transformar isso num viral (mesmo sendo uma música barulhenta que eu odeio). Tinha idol jovem que tá no hype dos coreanos (Soyeon, porque você aceitou fazer parte disso?), tinha rapper, tinha coreografia, um refrão fácil e a Hyoyeon desperdiçou tudo botando o próprio Girls Generation pra fazer desafio no Tiktok, ainda mais quando a Jessi estourou dias depois com a mesma fórmula.

Enfim, choices.

02.

Com a medalha de prata, sim! São as patroas!

Aconteceu: Red Velvet Irene & Seulgi – Naughty

Música de passarela, bebê! Servindo vogue pras gays fazerem pose na baladinha da Augusta.

Nem tem como descrever o impacto cultural dessa música, aliás, a própria subunit foi um reset no kpop e não adianta negar. A sinergia que a Irene e a Seulgi possuem juntas é surreal, e um dos maiores motivos pra esse projeto ser tão bem sucedido estética e musicalmente.

Tudo nessa música parece que foi pensado especificamente nelas, o que faz a gente pensar no motivo pelo qual a SM não investiu nas duas dessa forma antes. Diferente de Monster que acaba se tornando enjoativa ao longo do tempo, Naughty é um house safado e super simples que sempre vale mais uma ouvida.

O que faz com que a qualidade musical do nosso segundo lugar da lista de piores acabe contrastando de forma grotesca e quase injusta.

Não aconteceu: woo!ah! – woo!ah!

E vamos aí de um dos piores debuts do ano com essa música que simplesmente juntou tudo que foi e é trend na Coreia de uma vez, deixando esse negócio totalmente bagunçado.

Começa com um batidão pesado que qualquer grupo poderia ter lançado nos anos 2000, vai pra um rap, de repente puxa uma banda marcial e o refrão é super nada a ver com nada… Enfim, não funcionou, mas o clipe faz milagres com o orçamento de 20 reais que a empresa parecia ter.

E antes de revelar quais são os primeiros lugares em suas respectivas listas, eu quero listar mais algumas músicas que, de alguma forma, eu não consegui encaixar no ranking oficial, mas que vale a nota no rodapé.

Começando com um parabéns ao Blackpink por me fazer gostar de uma música delas. Lovesick Girls marca a volta da minha atenção ao grupo, com uma batida mais melancólica, qualidade superior aos lançamentos anteriores e um refrão! Mérito do ótimo 2020 do grupo.

Enquanto que o Momoland vai diminuindo a cada comeback e trouxe essa Ready or Not aí. De qualidade duvidosa e o trompete marcando presença como sempre, o grupo ganha pontos por ao menos tentar algo novo, mas acaba se levando a sério demais, o que é no mínimo risível.

Já a Yezi, ex-Fiestar, provou ser a cadelona do rap mais uma vez com Mimew, uma música que se compara a andar numa montanha-russa. Indo de suave a agressiva, a Yezi trouxe uma pérola indie pra gente poder rebolar em casa enquanto faz faxina.

O que não deu muito certo foi o ITZY cantando sobre como é sem vergonha em Not Shy. Trazendo o que eu posso chamar de uma das eras mais bregas de todos os tempos, infelizmente o 2020 do grupo não foi muito bom musicalmente e não fez eu me sentir empoderada.

Por sua vez, o April conseguiu ficar um tempinho nos charts com a ótima LALALILALA, um batidão que me lembra remotamente os bons tempos de T-ARA. Merecido, já que elas vem melhorando e atraindo cada vez mais atenção desde 2018.

Em contrapartida, o Oh My Girl ficou tempo demais nos charts com Nonstop, uma música que, sinceramente, é mediana e qualquer grupo de segundo ou terceiro escalão poderia ter lançado, ainda mais depois que o próprio single foi ofuscado pela sua b-side, mil vez mais carismática.

Bom, feitas as notinhas, agora podemos apresentar nossas grandes campeãs em 2020.

01.

Em primeiríssimo, levando o grande prêmio, temos o óbvio.

Aconteceu: GFRIEND – MAGO

Pra quem me conhece, isso aqui não é nenhuma novidade. MAGO é a música do ano sim, e tem um valor inestimável pra carreira do GFRIEND, que também é um grupo que demorou para amadurecer e que, ao longo da carreira, parecia estar correndo em círculos.

Uma era com muito investimento por parte da Bighit, Mago é refrescante, é uma música disco na sua melhor essência, e até trouxe álcool e pole dance pra carreira do GFRIEND, imagina como a Coreia não ficou chocada? Como fã, to muito orgulhosa de viver na mesma época que essa música e de ver o grupo finalmente desabrochar. Primeiríssimo lugar no meu coração.

Quem tentou ser irreverente também foi esse outro grupo aqui, mas, com muita dor no coração, acabou levando a framboesa de ouro do AYO GG.

Não aconteceu: Purple Kiss – My Heart Skip a Beat

Dá até uma tristeza colocar essa música nessa posição, porque quando você escuta os primeiros segundos ela promete muito, a ponto de dizer que a carreira do Metallica foi ameaçada por garotas fofinhas da Coreia, sendo as próximas sucessoras do BABYMETAL.

Infelizmente ela se perde em muita ousadia e junta muitos elementos musicais de uma vez, deixando tudo muito confuso e chato de ouvir mais de uma vez. Triste porque eu quero ver mais rock assim como o Dreamcatcher, sem criar uma competição, mas um novo gênero dentro do kpop.

A boa notícia é que My Heart Skip a Beat é um pré-single, ou seja, a empresa pode anotar tudo que deu de errado e tentar não repetir no debut oficial. As irmãzinhas do Mamamoo merecem o melhor.

Bom, é isso! Gostaram? Discordam de alguma coisa? Eu esqueci de alguma música? Deixa nos comentários, inclusive feedbacks e ideias sobre pautas, eu vou ficar feliz de interagir com vocês. E nos vemos mais pra frente com muitas novidades no nosso novo espaço pra fofocas. Até!

Autor: Rafa

26 anos, de São Paulo e ativa nessa vida de pop asiático há mais tempo do que eu gostaria.

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